Passeio


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Ele

Estive a semana toda a trabalhar em Lund na Suécia e em vez de ir ter com Ela, combinamos de nos encontrar em Copenhaga que era cidade que não conhecíamos.
Tal como noutras viagens pouco ou nenhum tempo passei a investigar esta cidade sabia que ficava perto de Lund, apenas 40 minutos de comboio, depois numa brochura descobri que umas das comidas tradicionais são as sandes abertas. Sendo um pais escandinavo não estava com muitas expectativas em relação a comida, mas viemos a descobrir que as sandes abertas até nem eram nada más, também a pastelaria local apesar de rudimentar era apetitosa e com espírito.
Encontramos-nos logo na sexta no hostel e começamos logo ai uma passeata nocturna a procura de um restaurante. Nós vivemos numa pequena vila, por muito que nos já tenhamos habituado a cidades, sempre que saímos da nossa vila ficamos sempre surpreendidos com a cidade, as lojas, os restaurantes, as opções. Durante o nosso passeio acabamos por encontrar um restaurante italiano que tinha jazz ao vivo sem amplificadores, um vocalista, um guitarrista e um contra-baixista. Escolhemos um menu de 4 pratos, estava tudo delicioso na opinião Dela mas para mim senti que faltava qualquer coisa. O preço foi elevado mas tenho em consideração a quantidade de vezes que vamos um restaurante nem é assim tanto.
Algo que já tínhamos experimentado em Edimburgo foi fazer visitas turísticas guiadas de borla, uma empresa que faz visitas e só recebe gorjetas. E desta vez também valeu a pena ficamos a conhecer a maior parte da cidade, e algumas das histórias caricatas, sendo Copenhaga uma cidade costeira com alguns canais ainda participamos de um passeio guiado pelos ferires da cidade.
De todos os locais visitado o mais caricato foi Cristiânia. Este local é uma antiga base naval abandonada no século 19 e que nos anos 70 foi ocupado por Hippies, lá criaram uma pequena comunidade que depois declararam independência da Dinamarca. O curioso é que esta zona é 15 minuto a pé do centro de Copenhaga e melhor tem acesso marítimo já que era uma base naval militar. Já que são hippies todas as drogas vendem-se por lá, hoje em dia só leves, e isto é completamente aceite por todos. Só num pais escandinavo. No geral gostei de por ali andar e ver aquela gente que se tenta libertar de certas obrigações das sociedades modernas. Teremos que lá voltar, questiono-me se terão lá um B&B?
No domingo fomos a um mercado com cheiro a mercado. Pequenas bancas em que se vendia um pouco de tudo, um dos sítios tinha pão de qualidade e lá tomamos o nosso pequeno almoço, pedi um café no barista do sitio que era um artista a prepara-lo mas que sabor era quase bom.
No geral adorei a cidade, acabamos por nem notar que é completamente plana, apenas notamos numa quantidade enorme de bicicletas, até algumas de formatos bem diferentes, o vento estragou um pouco os nossos passeios, mas ficamos a sabe que esta cidade vale a pena voltar.

Ela

Já tínhamos parado no aeroporto mas não conhecíamos o centro. O nosso fim de semana iria ser citadino. Deslumbrámos-nos com a grande capital.
Eu cheguei na sexta-feira perto das 15h. Mal sai do aeroporto apanhei um daqueles metros, sem piloto (stress…) que me levou até ao centro. Não sabia qual era a melhor estação. Resolvi sair naquela que vi mais turistas a sair. Boa opção! Desemboquei mesmo no centro, na “rua direita” cheia de lojas e movimento, azáfama.
Andei por ali a passear, ver montras, deslumbrada com pouco mas insaciável de multidão. Sabia bem.
Quando me cansei fiz o check-in no Hostel e aguardei por ele.
Quando chegou palmilhámos as ruas do centro e descobrimos um pequeno restaurante italiano (há muitos restaurantes italianos)com música ao vivo, um trio de trompete, contra-baixo e guitarra. O ambiente era fantástico, a luminosidade também a comida nem por isso…
No dia seguinte, acordámos a horas decentes e fomos fazer a visita guiada. Descobrimos vários pormenores da cidade e da história Dinamarquesa: Dos Vikings aos comerciantes do séc XVI, da elaboração da ilha ao lado com navios velhos feita pelos Holandeses, da família real, dos incêndios, de Carlsberg, de Maersk e Cristiania.
Palpilhámos a cidade com um vento terrível. Mas como estava sol e estávamos protegidos…
Na parte da tarde optámos pela outra visita guiada à costa do castelo (castelo dinamarquês não é a mesma coisa que castelo português), ver a sereia (na Dinamarca sê dinamarquês) e Cristiania.
Nunca tinha ouvido falar em Cristiania. Sabia que antigamente Oslo era assim denominado, mas aquando da independência trocaram logo o nome. Foi uma agradável surpresa e a prometer uma visita mais cuidada e prolongada.

No caminho de regresso encontra-mos um bar e ai nos deliciámos num agradável jantar. Depois foi descansar um pouco antes de ir ver como a noite se apresentava.
O ambiente era o típico nórdico. Sair para beber, beber muito.

No outro dia, depois de fazer o check-out tomámos um bom pequeno almoço no mercado (majestoso!) e fomos ao Museu Nacional. Passámos lá várias horas eLe com a sua cadeirinha aproveitava para observar o que podia. Curioso da proto-história detinha-se em muitos detalhes. Eu… ia lá mais à frente.

Ao final da tarde ambos rumamos à estação central. Ele apanhou o comboio para Lund e eu fui até ao aeroporto. Dai a poucos dias voltaríamos a estar juntos.

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Ele

Ela vem falando de fazer um fim-de-semana de viagem há já muito tempo. Eu sempre lhe digo compra a viagem e podemos ir onde tu quiseres. Aqui há uns meses Ela finalmente comprou os bilhetes para irmos a Edimburgo. Convidamos o C. e a M. para virem com a gente e eles logo disseram que sim. Eles também só gostam de viajar, e como vimos na viagem a Barcelona eles gostam de viver bem, hotéis e tudo mais. Disse a eles que desta vez ia ser diferente, eu e a Ela íamos para hosteis, e eles lá nos seguiram.

A medida que nos aproximávamos da viagem a excitação Dela ia aumentado, Ela queria mesmo fazer esta viagem. Mas á medida que nos aproximamos do fim-de-semana mais coisas se iam pondo umas em cima das outras. Eram os jogos do Mundial, a compra do barco e o óptimo tempo previsto para a nossa terra. Mas estávamos decididos e partimos para a viagem, vimos a primeira parte de Portugal e depois fizemos a viagem, chegamos à cidade por volta das 22h.

Quando chegamos ao hostel descobrimos que eles não tinham reserva, a mesma coisas que aconteceu a nós na viagem de Barcelona. Eheheh foi uma daquelas coincidências mesmo engraçadas. Depois fomos procurar algum sítio para comer mas já não encontramos nada aberto para alem do kebab… a mim não me assentou nada bem, andei a buffer 3 dias.

O hostel era dentro de uma antiga igreja, então os quartos não tinham tecto o que dava uma boa vista para os vitrais e para a nave. Ficamos num quarto de 4 camas, ao todo no hostel devia de ter cerca de 50 camas. Acordamos com a luz a entrar pelos vitrais que vista fantástica… apesar de ser barulhento porque se ouvia todas as pessoas que ressonavam ou falavam, valeu mesmo a pena ficar aqui.

De manha tomamos pequeno-almoço no Starbucks, cappucinos e frapacinos, não vejo porque é que toda a gente vibra com este sítio. Seguimos viagem para o castelo, as casas com paredes de pedra são um contraste muito grande das casas feitas de madeira que encontramos na Noruega. Para nós latinos tem beleza muito grande mas para o sueco era algo deprimente… o que é a beleza realmente?

Quando chegamos o castelo ainda estava fechado. Ela queria ver as gaitas de foles e chegamos a tempo para as ver. Antes de abrirem as portas do castelo uma pessoa começa a tocar com a gaita dele, Ela queria ver mais gaitas a serem tocadas, por isso ficou triste por ver só uma gaita a ser tocada. Disse-lhe que podia tocar uma gaita para Ela mais tarde mas não a consegui por mais contente.

O castelo era fixe, tivemos uma visita guiada oficial que nos explicou a maioria das coisas, o que gostei mais foi as vista para a cidade. Vimos a jóias da coroa que não eram nada de especial, mas a pedra do destino é especial. Não pela sua beleza mas pela sua importância. No mesmo cofre onde se encontra diamantes, jóias, ouro, esta uma perda, um calhau que nada tem de diferente de qualquer outra pedra que se encontra numa pedreira, apenas a importância que lhe dão é que é especial. Faz nos mesmo pensar no valor que damos as coisas.

Saímos do castelo e descemos pelas ruelas, estamos com fome e fomos a um restaurante que tinha ar de ser local. Pedi a comida tradicional, Haggis, era muito bom, é a típica comida de pobre dos tempos antigos estômago, pulmões, fígado, etc, com uns cheirinhos e está a andar. Cada país tem a sua versão.

Durante a hora de almoço notámos que havia varias pessoas com chapéus de carnaval e outras mascaras. Acabamos por ficar motivados e fomos comprar umas para nos. Eu e o C. escolhemos chapéus altos do tipo cartola, o meu tinha uma barba e o dele tinha cabelo laranja. Elas compraram orelhas de coelha playboy. Passamos o resto do dia com aqueles chapéus que chamavam a atenção de algumas pessoas, foi muito engraçado. É a vantagem de passear com outro casal maluco.

O C. disse que seria bom irmos fazer um passeio guiado que é grátis. É uma empresa que faz passeios guiados à base de gorjetas, ou seja, uma ryanair dos guias de cidade. O guia era australiano mas gosta muito da cidade. Falou de história e de estórias da cidade. Ele tinha um humor marado, só 2 ou 3 pessoas se riam das piadas num grupo de 20 e eu não era uma delas, de qualquer modo levou-nos a dar uma volta por pequenas ruelas com alguma informação histórica. Ficamos a conhecer melhor a cidade lá isso é verdade… demos-lhe uns troquinhos no fim.

Depois fomos até ao hostel relaxar, e mais tarde fomos à procura de um sítio para jantar. O C. acabou por escolher um restaurante francês, que acabou por ser muito bom. Chegamos lá com os nossos bonés mas como era um restaurante todo pipi, tiramos os nossos disfarces. Tivemos até direito a um graçon que dizia madame e monsiue.  A comida foi muito boa, saborosa e do melhor, também pagamos por isso mas tivemos tudo o que tínhamos direito. No final largamos a vergonha e metemos os nossos bonés e orelhas e saímos do restaurante orgulhosos por sermos malucos.

Como era sábado fomos ver como é que era a noite, se havia muita actividade como é que as pessoas se divertiam. Fomos até uma bar, bebemos umas cervejas e experimentamos duas variedades de whisky. Dançamos um pouco mas depois o bar começou a ficar vazio e partimos para a próxima. Encontramos na rua uma versão moderna do riquechaw, em que um o choffer cicla um triciclo com espaço para duas pessoas. Alugamos dois e fomos até ao local onde tem muitos bares. Mais umas cervejas e lá fomos para casa.

No dia seguinte, tomamos um grande pequeno-almoço como os ingleses e fomos andar pela cidade. Fizemos a milha real, que é a estrada que vai desde o castelo até ao palácio. O palácio não era nada de especial por fora. No caminho de regresso paramos num típico café para uma cerveja e o famoso “fish and chips” que é pescada panada frita com batatas fritas. Também estava a dar o jogo Inglaterra Alemanha o que foi mesmo uma experiencia boa, porque os escoceses não gostam nada do ingleses e então foi bom vê-los festejarem os golos dos alemães.

Já no aeroporto, houve atrasos o que fez com que a M. E o C. perderem o jogo da Argentina que eles tanto queriam ver. Mas como a argentina ganhou até nem ficaram muito tristes.

Na Noruega, iniciamos a longa viagem ate casa, para nos entretemos Ela inventou um jogo, cada vez que víssemos um carro vermelho tínhamos que fazer a celebração futebolística do México, “ohhhhhhhh putos”. Para acrescer ao divertimento o C. estava sempre a reclamar com a pulgas que ele imaginou que lhe tinha atacado, então cada vez que voltava a falar do mesmo assunto cantávamos o “You can’t touch this, tu rum num num.. tu rum… num num”

Ela

Devido a uma promoção na Ryannair decidimos ir passar um fim-de-semana em Edimburgo com um casal amigo (C+M). Partimos na Sexta-feira depois do trabalho e no intervalo do jogo Portugal vs Brasil (nem estava a ser um grande jogo).

Há já bastante tempo que desejava conhecer a Escócia. Homens de Kilt e gaita-de-foles têm qualquer coisa ….

Ficamos hospedados num Hostel que tinha sido uma igreja. O Hostel tinha as condições mínimas mas, as divisórias dos quartos não tinham tecto por isso ouvíamos muitos barulhos. De manhã tínhamos a visão dos vitrais, uma experiência diferente.

Levantamos cedo no Sábado porque eu queria ver a abertura do Castelo ao som da gaita-de-foles. Ainda pensei que eram uma data deles mas, não!!! Era só um. Vimos os Kilts, tiramos fotografias e fomos fazer a visita guiada às 10:05. Ela era muito escocesa e no fim dizia: “Does anybody has any questions, so far!?” É claro que eles fizeram umas perguntas, parvas, mas ela com o seu “scotish accent” e profissionalismo, respondeu.

Vimos a velha capela, séc. XI, de Sta Margarida, o palácio, as jóias da coroa, a pedra do destino (ainda hoje não percebo: Temos as jóias da coroa e ao lado um calhau que ninguém sabe de onde veio e o porquê. É destino!), a prisão, tudo o que tínhamos que ver. Passamos lá toda a manhã.

Depois descemos e viemos almoçar ao “Grass Market”. Como o nome indica era o local do mercado dos produtos frescos. ELe experimentou os típicos Haggies, vísceras cozinhadas no estômago da Vaca. Mais ninguém teve essa coragem. Comida banal foi o almoço dos restantes.

De novo a caminho passamos por uma loja que vendia roupa/acessórios de fantasia. Resolvemos ser diferente: ELEs compraram um chapéu alto e ELAS as orelhas do coelho da playboy. E passeamos assim, pela cidade, durante todo o dia/noite 🙂

Às 15h começamos a nossa visita guiada, a pé, pelo centro da cidade. A “newedinburghtours” não cobra ingresso e baseia-se na gorjeta no final da viagem. Foram +/- 3h a ouvir os segredos e historias desta cidade mítica. Contaram-nos várias histórias fantásticas, do médico assassino, do rei, de  J. K. Rowling e Harry Potter. Ao que fiquei a saber a autora inspirou-se nesta cidade para varias cenas e personagens. Até passamos à janela onde morou.  No final ficamos a saber a história da “Pedra do Destino” que é usada nas coroações. Os Ingleses roubaram-na aos Escoceses e Vice-versa. Mas é estranho ver as jóias da coroa com um calhau ao lado 🙂

Depois demos mais umas voltas pela “New Town” e viemos descansar um pouco ao Hostel e prepararmo-nos para o jantar. O jantar foi num restaurante francês. Muito boa comida:-)

Fomos a um bar ali perto com gente + nova. Vimos dançar, eles dançaram para nós, bebemos uma Guiness e resolvemos mudar. Apanhamos um riquexó e fomos até ao “Grass Market” ver como estava a noite. Entramos num bar, bebemos uma cerveja e pronto…. Voltamos para o hostel. Eram perto das 2h30!

No Domingo o check-out tinha que ser feito ata às 10h. Levantámos pouco antes.

O dia estava lindo e as lojas abertas. Fizemos umas compras, tiramos as últimas fotos, fomos ver o parlamento e o palácio real. Magnifico!

Ainda faltava comer o “fish & chips”. Encontramos um pub no caminho que parecia agradável e resolvemos entrar. Tinham a promoção de na compra de 2 pratos ofereciam o + barato. Humhumhuhm, mesmo bom!

Estava quase a começar o jogo Alemanha vs Inglaterra. Estávamos no local certo e com muitas televisões perto. Estávamos a torcer pela Inglaterra para jogar com a Argentina. Mas, a Alemanha marcou 2 golos na primeira parte que foram muito celebrados no Pub. Ai que saudades desta animação…

O tempo era pouco. Voltamos ao Hostel -> apanhamos autocarro -> aeroporto. Tínhamos que chegar a tempo de ver o jogo Argentina vs Mexico. Mas, a Ryanair tem destas coisa e o voo atrasou +/- 1h.

Mal chegamos foi correr para ver o jogo na televisão do bar do aeroporto. Surpresssssssssssssssssssssaaaaaaaaaaaaaa!! Já estava fechado às 22h, sempre estamos na Noruega! Ainda vimos os jogadores pela net e soubemos que estava a ganhar 3-0.

Na viagem de regresso, e porque não vimos o jogo, tínhamos os gritos dentro de nos que precisavam de sair. Na viagem de regresso cada vez que víamos um carro vermelho gritávamos “aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh putos” – guerras antigas da América do Sul! Assim mantivemo-nos acordados.

Entretanto o C. (branquelas) tinha sido atacado por melgas e não parava de se queixar e coçar. Então, cada vez que ele começava a falar nas malditas melgas, nós os 3 começávamos a cantar/dançar “don’t touch this”. Foi a viagem mais divertida que fiz na E18!

trebåt festivalen i risør

Ele

Chegamos a Risør no início da tarde. Estacionamos fora do centro e fomos a pé o resto do caminho. Passamos por duas ou três pessoas a comer gelado, e acabamos por ter de ir comer gelado também. Mas cada cone de gelado levava meio litro de gelado, fiquei enjoado no final.
Fomos até ao porto ver os barcos até nem havia muitos, mas vim a saber que era porque e domingo e muitos tiveram de partir para as suas terras.
Havia muitas bancas de construtores de barcos ou lojas que vendem acessórios para barcos. Vimos um grupo que angariava fundos para fazer uma réplica de um barco dos vikings. Eles queriam no fazer da maneira tradicional, tinham as ferramentas e alguns troncos já trabalhados.
Um dos barcos que da exposição era uma replica funcional de um barco de vikings. Os marinheiros deste barco também estavam vestidos a rigor. Estava muito engraçado.
Ao longe vimos uns mastros muito grandes. Aproximamo-nos e vimos o “Gonthenburg” um género de uma caravela do tempo das índias. Já o tínhamos visto em Arendal e não quis ir ver na altura, mas agora não queria deixar passar a oportunidade. Vimos o barco por dentro e falamos com algumas pessoas da tripulação. Só métodos tradicionais eram usados neste barco. Achei fantástico que um barco de 1700 tinha sobrevivido e adaptado aos novos tempos. Uns dias de pois tive a triste noticia que afinal era uma replica que fizeram em 2000. Mas tudo bem é uma réplica mas foi feito à moda antiga apenas adicionas certas necessidades para fazer longas viagens. Descobri também que poderíamos fazer voluntariado no barco o que é uma boa oportunidade de férias.
Vimos um pouco de um dos concertos, sentamos num banco à distância e ficamos ali a descansarmos um pouco antes de irmos embora.
No caminho de regresso viemos pela estrada velha para passarmos por tvedestrand, esta estrada era fina demais não dava para passar dois carros sem um deles meter uma roda fora. Mas valeu a pena porque tvedestrand é uma cidade mesmo bonita. Teremos de passar por lá mais tarde.
Ainda tivemos tempo para passar pela pelos nossos amigos portugueses que estavam de volta à Noruega, para dar boas vindas.
Foi um fim-de-semana em grande, de sexta a domingo sempre a partilhar momentos e amor com Ela.

Ela

Saímos de Mandal, passamos por Grimstad e fomos para Risor.
O destino era o festival de barco de madeira. Realizava-se só naquele fim-de-semana. Era a oportunidade para ver alguns barcos e tudo o que estava relacionado.
Chegamos perto do fim. Creio que pelas 16h (e iria fechar às 17h). Tivemos oportunidade de ver alguns artesões a fazerem um barco, pequeno, de madeira, algumas velharias, muita informação, roupa e brindes. Mas o que era ainda mais importante eram os barcos ancorados na marinha. Veleiros e pequenos barcos de recreio estavam ali expostos. No festival estava atracado o galeão Gotemburgo que tivemos oportunidade de visitar.
Já o tínhamos visto em Arendal mas foi em Risor que o visitamos. É imponente e faz-nos imaginar quais as viagens que terá efectuado. O mastro é enorme, o leme igualmente, enfim…
Pouco depois das 17h estava tudo a arrumar as coisas. Ainda havia um trio que cantava no palco um blues muito suave. Ali sentados num banco para o porto, ficamos por um pouco!
A viagem de regresso foi feita pela estrada da marginal. Passamos por Tvedestrand e fomos até Arendal visitar o D. e F. Eles tinham chegado de Portugal no dia anterior e ainda estavam a habituar-se.
Chegamos a casa por volta das 21h e pensámos que grande fim-de-semana que tivemos 🙂

Skalldyrfestivalen i Mandal

Ele

Acordamos quando nos apeteceu, ia começar o nosso fim-de-semana de passeio a dois. Depois de andarmos sempre a sair mais malta ficamos com vontade de estarmos só nós para variar. Ainda despendi algum tempo para encontrarmos um sítio para ficarmos, e lá acabei por encontrar uma hytte (bungalow) num parque de campismo.
Quando chegamos a mandal deixou de chover e o céu estava mais ou menos limpo, fomos fazer o check in no campismo em primeiro lugar. O Parque era muito giro e muito bem arranjado. Notava-se que era a casa de um antigo agricultor que passou a usar o seu campo como parque de campismo. Ao fazer o check-in a senhora perguntou-me se eu tinha lençóis para o quarto, é que para ficar nas hyttes normalmente é preciso ter os lençóis, se não tivermos temos de alugar. Estamos fartos de saber isso e fomo-nos logo esquecer dos lençóis. Lá pagamos mais um pouco mas ficamos mesmo chateados com o nosso esquecimento.
Já tinha deixado de chover à bastante tempo por isso podemos ir a pé, mas a mim doía-me tanto o cu de ter andado a jogar squash no dia anterior. A viagem demorou 20 minutos, passamos pela parte velha de mandal e fomos em direcção ao centro. Ao passarmos pela ponde já dava para ver a actividade, a roda gigante ao longe, as pessoas, as bancas e os barcos no rio.
A maioria das bancas vendia merdices que se vê no mundo inteiro, t-shirts, óculos de sol e outras merdas. Ao andarmos por entre as bancas encontramos a brasileira de arendal com o seu marido a vender as suas canecas feitas à mão e Nila a mulher toda Zen da holanda. Ela tem uma loja em grimstad mas não estava a vender muito por isso anda por ai nas feiras. Trazia consigo um amigo e a sua filha que tinha uma cara lindíssima.
As ruas estavam cheias de pessoas e havia muita actividade, havia vários eventos e tivemos oportunidade de assistir a três. Primeiro foi uns miúdos que desciam uma grande rampa ai com 15 metros e depois mandava saltos para a água. Foi bastante fixe de ver. Fizeram alguns truques, mortais e assim mas passado 2 minutos já era aborrecido. A meio da noite houve uma trapezista que subiu uma torre com 25 metros e lá no fez umas habilidades, bastante assustador, recebeu uma salva de palmas. No fim da noite tivemos o ultimo evento um concerto. A banda não nos era conhecida mas aparentemente os noruegueses gostam porque não se podia entrar na área do palco era gente demais. Foi giro ver tanta gente acumulada não é normal por aqui.
Mas como era a festa do marisco queríamos era comer qq coisa. Fomos atacar e acabamos por escolher massa com marisco, camarão e king krab. Foi a primeira vez que experimentei o king krab e valeu a pena.
Com a barriga cheia voltamos para falar com a nila, descobrimos que estava a passar um mau bocado por causa de miúdos a roubar e bêbados e mijarem por de trás da tenda. A pobre coitada já nem falava direito. Acho que não tiveram uma experiencia muito positiva. Da parte dela também recebemos um convite para ir até Amesterdão iremos aceitar quando for possível. Deixamo-la em paz e partimos em busca de uma cerveja preta.
Encontramos a barraquinha da “Aass” uma marca de cervejas norueguesas com muitos anos de história. Pedimos uma cerveja preta para tirar a barriga de misérias, aqui na Noruega é muito raro encontrar cereja preta em bares. Já que estávamos sem carro podíamos beber à vontade. Mais tarde acabamos por encontrar Guinness num supermercado e temos umas poucas em casa para quando a sede apertar.
Depois de termos respirado esta festa norueguesa voltamos a pé para a nossa hytte. Recebi uma massagem no meu cu cansado, e adormeci em paz.

Ela

O destino era o festival do caranguejo. Gostamos da terra por isso resolvemos lá voltar. Alugámos uma cabana num parque de campismo porque a intenção era beber e não conduzir a seguir.
Chegamos por volta das 4h. Fizemos o check-in e “abandonámos” o carro. Andamos durante 1,5 Km.
Primeiro vimos as barracas com as t-shirts, óculos e tudo o mais made in China. Depois cumprimentamos a A., uma brazileira amiga, que nos indicou um sítio onde comer e nos alertou para os preços.
Mais à frente estava a decorrer uma prova de saltos para a água. Os adolescentes estavam com esquis de “down hill” e saltavam de uma rampa para a água elaborando vários saltos.
Entretanto fui visitar a N. Conheci-a em Grimstad no Verão. Ela tinha uma loja de Verão com coisas da Índia, incensos e óleos para além dos brindes. Ela estava um pouco em stress porque já tinha evitado vários roubos e tinha que lidar com alguma falta de educação. Mas dispensou-nos alguns minutos e logo nasceu uma empatia muito grande. Em breve a voltaremos a ver! 😉
Para além dos brindes a atracção é o que se come: Caranguejo rei, camarão, massa com marisco, sopa de peixe e muita cerveja ou vinho. Haviam vários restaurantes com vários menus. Resolvemos fazer a nossa escolha observando os preços e analisando a expressão de satisfação com que as pessoas ali estavam.
Entrámos num, comemos massa com marisco, camarões, caranguejo rei e vinho branco. Ficámos muito satisfeitos!
Depois foi fazer a digestão e andar por ali. Ver os concertos e subir até ao ponto mais alto de Mandal. Era uma espécie de coreto de vigia que nos mostrava a cidade e o mar.
Depois entrámos pelo estacionamento que tinha sido construído pelos alemães no tempo da guerra. Viemos dar ao outro lado. No caminho comemos um gelado como sobremesa.
Não podíamos ir embora porque iam actuar uma banda “muito boa” (só não me lembro do nome…). Havia muita gente à frente do palco. Muitos jovens, em contraste com o concerto de ontem, e muito fumo de efeito especial. O som era pop mas nada de muito original.
Pouco depois viemos embora. Estava visto. Viemos andando, andando e dormimos uma noite maravilhosa bem aconchegados.

Busk og Grande

Ele

Fomos a Kristiansand para ouvir Kjetil Grande. Já o tinha ouvido em Lilesand antes de Ela vir com uns amigos do trabalho e adorei. Ainda por cima descobri que ia ser num parque que tínhamos visitado com a S., por isso agora não queria falhar.
Tínhamos pensado inicialmente em só irmos os dois, mas depois o P. disse que também estava interessado e acabamos por estender o convite a mais gente. No final só o P. é que veio.
Fomos ter com ele a casa, mas ele tinha ido jogar futebol e ainda não estava despachado, depois com a pressa toda acabou por não jantar e passou o concerto todo com fome.
Chegamos lá mesmo na hora, já estava a plateia bem cheia e não havia sítio para sentar, havia alguns bancos compridos e também algumas mesas. A maior parte de malta eram velhadas, de 40 a 60, havia alguns jovens mas pouco. Mas o tipo de música de Grande é mais antigo, quer dizer é mais erudito, por isso percebe-se a pouca afluência de jovens.
Pedi uma cerveja para mim e uns amendoins para Ela, ainda nem o concerto tinha começado e já havia montes de bêbados.
O grande entra no palco com um grupo diferente. Da última vez que o vi ele era o único guitarrista. Desta vez tínhamos dois, o Grande e o Velho que eu não me lembro do nome. O grande acho que é melhor do ponto de vista musical faz solos melhores e tem um som mais fixe. O velho comunica melhor com o público é mais brincalhão.
Eles disseram de início que iam fazer o concerto ao contrário, então começaram com o encore, depois a ultima musica e por ai a fora até á primeira.
O concerto decorria sem pautas e com muito espaço para a improvisação, foi o que eu gostei mais. Os dois guitarristas comunicaram muito bem e estava sempre a provocar mutuamente nos solos, mas de uma maneira construtiva. Foi um diálogo, e nós ficamos ali a ouvi-los e a participar com as nossas palmas e assobios. O concerto foi no total 3 horas e valeu muito a pena, gosto de partilhar com Ela a música que gosto.
Antes de irmos para casa ainda fomos papar umas batatas no kebab que é a única coisa aberta na Noruega depois da meia-noite, cumprimentamos o F. e regressamos à base.
Com um sexta-feira bem aproveitada até dormimos melhor.

Ela

Chegamos a casa do P. e em 15m ele despachou-se do banho. Esqueceu-se de jantar mas, como já estávamos em cima da hora, resolveu sacrificar o seu estômago.
O concerto ía realizar-se na esplanada de um restaurante. Este restaurante situa-se numa das saídas de um jardim, espectacular, de Kristiansand.
Demorámos algum tempo a encontrar onde sentar. Mas com alguma paciência conseguimos conciliar-nos bem perto. Ficamos bem perto das colunas e por isso tive que colocar um tampão no ouvido para não ficar surda de vez.
Pouco depois chegou Grande. Um moreno vestido de negro, muito agradável à vista.
Depois foi aproveitar o som, a guitarra estridente e o duelo dos 2 guitarristas mas, sobretudo, o prazer com que estavam actuar.
Como aquele concerto foi o último da tournée, resolveram começa-lo do fim para o princípio. Engraçado porque ao fim de um música (The End dos Doors) eles saíram do palco e quando houve o encore, começou o concerto 
Grande convidou para este concerto Busk e com ele fez vários diálogos de guitarra. As músicas tinham um acorde inicial mas depois, ambos, eram levados para outras paragens. Busk estava com um óculos escuros e era muito expressivo com o olhar, era engraçado.
Pouco depois de começar troquei de cadeira com eLe. Eu estava mais bem sentada e ele precisava de se encostar. O nosso amigo P. começava a ter o estômago a dar horas, mas como o sítio era estupidamente caro lá foi aguentando.
O concerto demorou 3h. e ninguém se foi embora a meio!
Já perto do final alguns mais entusiastas levantaram-se e começaram a aproveitar a música pulando e dançando. Foi o extâse. Nessa altura eu tinha ido à casa de banho e resolvi ficar por ali a apreciar. Já haviam muitos copos mas a música foi boa até à última nota.
Acabamos a noite a comer batatas fritas no centro de Kristiansand. Depois foi regressar a casa e descansar um pouco.

Ele
Aproveitamos a manha deste dia para estarmos juntos, e quando soubemos que não íamos ter companhia para a praia, saímos logo. Nunca tinha ido a Sesimbra, mas valeu a pena. Quando estávamos a chegar à praia senti um cheiro a arroz de tomate, e não descansei enquanto não encontrei um restaurante que o servisse com peixe frito. Que bem que soube comida portuguesa. Já de barriga cheia dormimos a tarde toda até ser horas de ir para o espectáculo.

Passamos por casa e depois fomos em direcção a Belém. Este sítio já marcou muitos momentos da nossa vida, incluindo a primeira vez que nos vimos. Estando tão perto, não resistimos a ir aos pastéis de Belém jantar. Mais uma vez enchemos o pandulho de comida à portuguesa. Isto não é propriamente bom, porque acaba por dar sono e se a opereta não fosse boa acabava por adormecer, já sabemos o que a casa gasta. Como os meus colegas de trabalho nunca viram pastéis levei uns poucos para eles, ficaram fascinados e não vêem hora de eu voltar a Portugal.

Caminhamos até ao mosteiro, a entrada era pela parte de trás. Nunca tinha estado por aqui ou pelo menos não me lembro. Nas traseiras tinham algumas bancas com comida e bebida e também alguns panfletos acerca do espectáculo. Pegamos num deles e fomos nos sentar, ao lê-lo ficamos a saber algumas informações que mais tarde nos ajudaram a entender algumas das temáticas envolvidas.

O palco era fantástico e dificilmente descritível, ainda não tinha ninguém em cima e fez-me lembrar uma aranha gigante feita de metal negro.

Quando começou, vimos a banda da marinha em fila indiana, mas não a marchar como Ela, e ocuparam os seus lugares no centro do palco. Depois vemos os primeiros actores, deslocavam-se com movimentos que são característicos do Bando. Depois veio os dois cantores o vocalista dos moonspell e outra mulher que não conheço. Estes dois pelo que entendi representavam duas vozes na mente da personagem principal, uma boa outra má, uma positiva a outra negativa. A voz negativa era a do vocalista dos moonspell e estava tão fantástica que quando cantava me dava arrepios.

Não consigo por a peça toda em palavras, mas foi fantástica. A banda da marinha encaixava perfeitamente no cenário, e era alguns dos seus elementos que na altura certa se transformavam, quase sem notarmos, em personagens da história.

Achei que a mãe de Joana tinha uma voz fantástica que me cativava e atraía, assim como a mulher fantasma.

A peça transmite mais informação do que eu era capaz de processar, até porque o palco tinha várias zonas onde se desenrolava a acção, não dava para acompanhar tudo, para mim dava um ar realista. Mas pela primeira vez tive vontade de ver uma peça pela segunda vez, e se tivesse ficado em Portugal mais tempo o mais certo era ter ido novamente.

No intervalo eu e Ela tivemos oportunidade de discutir umas ideias, também descobrimos numa das bancas um DVD do Bando com a gravação de uma peça baseada no ensaio sobre a cegueira do Saramago, temos de o comprar!

A segunda parte prolongou-se mais e comecei a perder a concentração, no final acabou bem.

Algo que me surpreendeu foi que toda a opereta foi legendada em português e inglês. Ao princípio não percebia porque apareciam em português, mas acabei por descobrir que óperetês não entendo. Foi a minha primeira experiência com ópera em português portanto tenho desculpa, ainda bem que meteram legendas.

Acabado o espectáculo, fomos directos para casa discutindo as sensações e as ideias que tínhamos. É bom partilhar estes momentos de rescaldo, é por isso que não me agrada que tenham tirado os créditos dos filmes que passam da televisão, não temos tempos para apreciar, para falar, para saborear o pedaço de arte que tivemos o prazer de assistir.

Ambos concordamos q foi excelente e certamente valia a pena vir a Portugal nem que fosse só para ver isto.

Houve tempo ainda para dormir, aquele sono saudoso antes de partir.

Ela

Já conhecemos o teatro “o bando” de outras apresentações. Quando ouvi dizer da mistura de musica clássica, rock & Metal com a banda da Armada, fiquei curiosa.
Falei com eLe e lá fomos a este espectáculo. Um espectáculo com sabor a maresia e a despedida.

O dia tinha sido passado na praia e a ida aos pastéis de Belém era obrigatória. Acabou por ser o nosso jantar 🙂

Estávamos à espera de tudo e de perceber pouco! Aquilo que aconteceu foi uma agradável surpresa.

A disposição dos actores naquele palco, que não era palco, que se misturava com a orquestra, que surgiam do topo e da cave, qur tinham vozes líricas e “rocalheiras”.

As vozes adequadas a cada personagem. Adorei a da mãe de Joana. Adorei o narrador (filha da Joana). Tinha uma dicção muito boa. Mesmo com migrofone era muito fácil de entender. Espantoso!
Não vale a pena continuar com a descrição de tudo e todos.

Aquilo que me deixou muito satisfeita foi tratar-se de uma produção portuguesa. Aquilo que menos gostei foi haver cadeiras vazias.
Deveria haver uma “comichão” de patriotismo pelas coisas belas que fazemos, porque não há só futebol. E esta é uma coisa bela!

A meio da segunda parte já estava a ficar com um pouco de frio. Confesso que a tristeza também já me assolava… Dai a poucas horas iria levá-LO ao aeroporto e o nosso fim de semana ficava na memória!
Foi muito bom… mas o melhor ainda está para vir! Com ele a meu lado é claro!

Ele

Como vim a Portugal, aproveitei também para ver o espectáculo dele. É mais uma daquelas coisas que estamos sempre a dizer que temos de ir fazer mas depois nunca vamos. Mas como agora já tenho idade para ter juízo, Ela deu a dica e lá comprou os bilhetes.

Tivemos um dia em grande na minha terrinha, correu tudo bem e ainda melhor do que o espectável. Fizemos um picnic, tomamos banho num lago, menos os que não tinham fato de banho. Foi mesmo especial. Quando chegamos a Lisboa fomos ao encontro de alguns amigos, não houve muito tempo para conversar, mas dar um aperto de mão como deve ser, sabe bem e mata a saudade.

Entramos no Trindade, ainda nunca tinha visto nenhum espectáculo nesta sala mas fez-me lembrar de outros espectáculos no início do nosso namoro. A sala estava cheia, por isso prometia um bom ambiente.

Entra o Tochas e começa as gargalhas, não dá para descrever, é mesmo à Tochas.

Ficamos a saber que não gosta muito de ser interrompido, pela maneira como ele caiu em cima do Júlio, um pobre rapaz que teve a triste ideia de mandar uma laracha no meio do discurso dele. Tudo o que acontecia na sala era causa para um momento de improvisação, que basicamente quer dizer gozar com eles. Houve uma rapariga que se estava a sentir mal e saiu a meio mais os seus amigos, e houve ainda mais situações.

A ideia geral do espectáculo é falar dos sonhos de infância. Mais do que uma vez tenho ouvido, de pessoas que me parecem realizadas e felizes, que é muito importante seguir os sonhos de infância. No caso do Tochas é ser um artista de rua. E é isso que ele gosta de fazer. Mas o meu problema é que a única coisa que me lembro como sonho de infância é ser o homem do lixo. Ela acho q é mais difícil pois o sonho dela era ser polícia. Será que consigo arranjar um emprego part-time como homem do lixo?

Como podem ver apesar de ser engraçado o Tochas passa a sua mensagem, pelo menos fez-me reflectir, outra coisa que ele disse foi para partilharem o vosso sonho de infância com outros, talvez alguém vos possa ajudar.

Depois deste grande espectáculo fomos embora para casa, para descansar da longa viagem, aninhados e felizes.

Ela

“Estou que nem posso…. Estou na mesma!” Na altura utilizava, também, esta frase. Mas, não lhe achava grande piada! E para não falar da personagem, com aquela franja comprida e, nos últimos tempos, a fazer um tótó…

Mas, ver o tochas ao vivo é daquelas coisas que tens que fazer. Depois decides se gostas ou não! Sim, porque há vida para lá da publicidade.

O dia calhava mesmo bem. A hora, melhor ainda 🙂 23.59!!!Sempre uma boa hora! Depois da bebida com alguns amigos dELE no Bairro Alto lá fomos para o teatro Trindade.

Moooooooontes de gente à porta!!! Lá está… pensava que pouca gente ia!

Observei o palco e fiquei horrorizada. Um balcão com umas garrafas de água (ai umas 5). Possas!!!! que exposição!!! Mais nada???? Homem Corajoso!

E ai vinha ele. Perguntando isto aquilo, dissertando da sua experiência, da sua compra do frigorífico, do seu pai, da sua Avelar… E depois o Júlio! Que foi o que falou na hora errada…

Na plateia estava a sua fã com + idade que se estava a fazer à promoção do jantar (espero que tenha conseguido!) e outra que se sentiu mal devido ao calor… Mentes fracas que não aguentam uma saunazinha…

Entre o Júlio e o bairro da Estefânia (conhecido bairro operário de Lisboa :-/) passámos 2 horas a rir. Ora mais ora menos!

Agora já vejo para lá das newsletters… e vou continuar a ver!

Adorei ver tochas ao vivo e vou continuar a seguir a sua carreira… Força!

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