Ele

Ela vem falando de fazer um fim-de-semana de viagem há já muito tempo. Eu sempre lhe digo compra a viagem e podemos ir onde tu quiseres. Aqui há uns meses Ela finalmente comprou os bilhetes para irmos a Edimburgo. Convidamos o C. e a M. para virem com a gente e eles logo disseram que sim. Eles também só gostam de viajar, e como vimos na viagem a Barcelona eles gostam de viver bem, hotéis e tudo mais. Disse a eles que desta vez ia ser diferente, eu e a Ela íamos para hosteis, e eles lá nos seguiram.

A medida que nos aproximávamos da viagem a excitação Dela ia aumentado, Ela queria mesmo fazer esta viagem. Mas á medida que nos aproximamos do fim-de-semana mais coisas se iam pondo umas em cima das outras. Eram os jogos do Mundial, a compra do barco e o óptimo tempo previsto para a nossa terra. Mas estávamos decididos e partimos para a viagem, vimos a primeira parte de Portugal e depois fizemos a viagem, chegamos à cidade por volta das 22h.

Quando chegamos ao hostel descobrimos que eles não tinham reserva, a mesma coisas que aconteceu a nós na viagem de Barcelona. Eheheh foi uma daquelas coincidências mesmo engraçadas. Depois fomos procurar algum sítio para comer mas já não encontramos nada aberto para alem do kebab… a mim não me assentou nada bem, andei a buffer 3 dias.

O hostel era dentro de uma antiga igreja, então os quartos não tinham tecto o que dava uma boa vista para os vitrais e para a nave. Ficamos num quarto de 4 camas, ao todo no hostel devia de ter cerca de 50 camas. Acordamos com a luz a entrar pelos vitrais que vista fantástica… apesar de ser barulhento porque se ouvia todas as pessoas que ressonavam ou falavam, valeu mesmo a pena ficar aqui.

De manha tomamos pequeno-almoço no Starbucks, cappucinos e frapacinos, não vejo porque é que toda a gente vibra com este sítio. Seguimos viagem para o castelo, as casas com paredes de pedra são um contraste muito grande das casas feitas de madeira que encontramos na Noruega. Para nós latinos tem beleza muito grande mas para o sueco era algo deprimente… o que é a beleza realmente?

Quando chegamos o castelo ainda estava fechado. Ela queria ver as gaitas de foles e chegamos a tempo para as ver. Antes de abrirem as portas do castelo uma pessoa começa a tocar com a gaita dele, Ela queria ver mais gaitas a serem tocadas, por isso ficou triste por ver só uma gaita a ser tocada. Disse-lhe que podia tocar uma gaita para Ela mais tarde mas não a consegui por mais contente.

O castelo era fixe, tivemos uma visita guiada oficial que nos explicou a maioria das coisas, o que gostei mais foi as vista para a cidade. Vimos a jóias da coroa que não eram nada de especial, mas a pedra do destino é especial. Não pela sua beleza mas pela sua importância. No mesmo cofre onde se encontra diamantes, jóias, ouro, esta uma perda, um calhau que nada tem de diferente de qualquer outra pedra que se encontra numa pedreira, apenas a importância que lhe dão é que é especial. Faz nos mesmo pensar no valor que damos as coisas.

Saímos do castelo e descemos pelas ruelas, estamos com fome e fomos a um restaurante que tinha ar de ser local. Pedi a comida tradicional, Haggis, era muito bom, é a típica comida de pobre dos tempos antigos estômago, pulmões, fígado, etc, com uns cheirinhos e está a andar. Cada país tem a sua versão.

Durante a hora de almoço notámos que havia varias pessoas com chapéus de carnaval e outras mascaras. Acabamos por ficar motivados e fomos comprar umas para nos. Eu e o C. escolhemos chapéus altos do tipo cartola, o meu tinha uma barba e o dele tinha cabelo laranja. Elas compraram orelhas de coelha playboy. Passamos o resto do dia com aqueles chapéus que chamavam a atenção de algumas pessoas, foi muito engraçado. É a vantagem de passear com outro casal maluco.

O C. disse que seria bom irmos fazer um passeio guiado que é grátis. É uma empresa que faz passeios guiados à base de gorjetas, ou seja, uma ryanair dos guias de cidade. O guia era australiano mas gosta muito da cidade. Falou de história e de estórias da cidade. Ele tinha um humor marado, só 2 ou 3 pessoas se riam das piadas num grupo de 20 e eu não era uma delas, de qualquer modo levou-nos a dar uma volta por pequenas ruelas com alguma informação histórica. Ficamos a conhecer melhor a cidade lá isso é verdade… demos-lhe uns troquinhos no fim.

Depois fomos até ao hostel relaxar, e mais tarde fomos à procura de um sítio para jantar. O C. acabou por escolher um restaurante francês, que acabou por ser muito bom. Chegamos lá com os nossos bonés mas como era um restaurante todo pipi, tiramos os nossos disfarces. Tivemos até direito a um graçon que dizia madame e monsiue.  A comida foi muito boa, saborosa e do melhor, também pagamos por isso mas tivemos tudo o que tínhamos direito. No final largamos a vergonha e metemos os nossos bonés e orelhas e saímos do restaurante orgulhosos por sermos malucos.

Como era sábado fomos ver como é que era a noite, se havia muita actividade como é que as pessoas se divertiam. Fomos até uma bar, bebemos umas cervejas e experimentamos duas variedades de whisky. Dançamos um pouco mas depois o bar começou a ficar vazio e partimos para a próxima. Encontramos na rua uma versão moderna do riquechaw, em que um o choffer cicla um triciclo com espaço para duas pessoas. Alugamos dois e fomos até ao local onde tem muitos bares. Mais umas cervejas e lá fomos para casa.

No dia seguinte, tomamos um grande pequeno-almoço como os ingleses e fomos andar pela cidade. Fizemos a milha real, que é a estrada que vai desde o castelo até ao palácio. O palácio não era nada de especial por fora. No caminho de regresso paramos num típico café para uma cerveja e o famoso “fish and chips” que é pescada panada frita com batatas fritas. Também estava a dar o jogo Inglaterra Alemanha o que foi mesmo uma experiencia boa, porque os escoceses não gostam nada do ingleses e então foi bom vê-los festejarem os golos dos alemães.

Já no aeroporto, houve atrasos o que fez com que a M. E o C. perderem o jogo da Argentina que eles tanto queriam ver. Mas como a argentina ganhou até nem ficaram muito tristes.

Na Noruega, iniciamos a longa viagem ate casa, para nos entretemos Ela inventou um jogo, cada vez que víssemos um carro vermelho tínhamos que fazer a celebração futebolística do México, “ohhhhhhhh putos”. Para acrescer ao divertimento o C. estava sempre a reclamar com a pulgas que ele imaginou que lhe tinha atacado, então cada vez que voltava a falar do mesmo assunto cantávamos o “You can’t touch this, tu rum num num.. tu rum… num num”

Ela

Devido a uma promoção na Ryannair decidimos ir passar um fim-de-semana em Edimburgo com um casal amigo (C+M). Partimos na Sexta-feira depois do trabalho e no intervalo do jogo Portugal vs Brasil (nem estava a ser um grande jogo).

Há já bastante tempo que desejava conhecer a Escócia. Homens de Kilt e gaita-de-foles têm qualquer coisa ….

Ficamos hospedados num Hostel que tinha sido uma igreja. O Hostel tinha as condições mínimas mas, as divisórias dos quartos não tinham tecto por isso ouvíamos muitos barulhos. De manhã tínhamos a visão dos vitrais, uma experiência diferente.

Levantamos cedo no Sábado porque eu queria ver a abertura do Castelo ao som da gaita-de-foles. Ainda pensei que eram uma data deles mas, não!!! Era só um. Vimos os Kilts, tiramos fotografias e fomos fazer a visita guiada às 10:05. Ela era muito escocesa e no fim dizia: “Does anybody has any questions, so far!?” É claro que eles fizeram umas perguntas, parvas, mas ela com o seu “scotish accent” e profissionalismo, respondeu.

Vimos a velha capela, séc. XI, de Sta Margarida, o palácio, as jóias da coroa, a pedra do destino (ainda hoje não percebo: Temos as jóias da coroa e ao lado um calhau que ninguém sabe de onde veio e o porquê. É destino!), a prisão, tudo o que tínhamos que ver. Passamos lá toda a manhã.

Depois descemos e viemos almoçar ao “Grass Market”. Como o nome indica era o local do mercado dos produtos frescos. ELe experimentou os típicos Haggies, vísceras cozinhadas no estômago da Vaca. Mais ninguém teve essa coragem. Comida banal foi o almoço dos restantes.

De novo a caminho passamos por uma loja que vendia roupa/acessórios de fantasia. Resolvemos ser diferente: ELEs compraram um chapéu alto e ELAS as orelhas do coelho da playboy. E passeamos assim, pela cidade, durante todo o dia/noite 🙂

Às 15h começamos a nossa visita guiada, a pé, pelo centro da cidade. A “newedinburghtours” não cobra ingresso e baseia-se na gorjeta no final da viagem. Foram +/- 3h a ouvir os segredos e historias desta cidade mítica. Contaram-nos várias histórias fantásticas, do médico assassino, do rei, de  J. K. Rowling e Harry Potter. Ao que fiquei a saber a autora inspirou-se nesta cidade para varias cenas e personagens. Até passamos à janela onde morou.  No final ficamos a saber a história da “Pedra do Destino” que é usada nas coroações. Os Ingleses roubaram-na aos Escoceses e Vice-versa. Mas é estranho ver as jóias da coroa com um calhau ao lado 🙂

Depois demos mais umas voltas pela “New Town” e viemos descansar um pouco ao Hostel e prepararmo-nos para o jantar. O jantar foi num restaurante francês. Muito boa comida:-)

Fomos a um bar ali perto com gente + nova. Vimos dançar, eles dançaram para nós, bebemos uma Guiness e resolvemos mudar. Apanhamos um riquexó e fomos até ao “Grass Market” ver como estava a noite. Entramos num bar, bebemos uma cerveja e pronto…. Voltamos para o hostel. Eram perto das 2h30!

No Domingo o check-out tinha que ser feito ata às 10h. Levantámos pouco antes.

O dia estava lindo e as lojas abertas. Fizemos umas compras, tiramos as últimas fotos, fomos ver o parlamento e o palácio real. Magnifico!

Ainda faltava comer o “fish & chips”. Encontramos um pub no caminho que parecia agradável e resolvemos entrar. Tinham a promoção de na compra de 2 pratos ofereciam o + barato. Humhumhuhm, mesmo bom!

Estava quase a começar o jogo Alemanha vs Inglaterra. Estávamos no local certo e com muitas televisões perto. Estávamos a torcer pela Inglaterra para jogar com a Argentina. Mas, a Alemanha marcou 2 golos na primeira parte que foram muito celebrados no Pub. Ai que saudades desta animação…

O tempo era pouco. Voltamos ao Hostel -> apanhamos autocarro -> aeroporto. Tínhamos que chegar a tempo de ver o jogo Argentina vs Mexico. Mas, a Ryanair tem destas coisa e o voo atrasou +/- 1h.

Mal chegamos foi correr para ver o jogo na televisão do bar do aeroporto. Surpresssssssssssssssssssssaaaaaaaaaaaaaa!! Já estava fechado às 22h, sempre estamos na Noruega! Ainda vimos os jogadores pela net e soubemos que estava a ganhar 3-0.

Na viagem de regresso, e porque não vimos o jogo, tínhamos os gritos dentro de nos que precisavam de sair. Na viagem de regresso cada vez que víamos um carro vermelho gritávamos “aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh putos” – guerras antigas da América do Sul! Assim mantivemo-nos acordados.

Entretanto o C. (branquelas) tinha sido atacado por melgas e não parava de se queixar e coçar. Então, cada vez que ele começava a falar nas malditas melgas, nós os 3 começávamos a cantar/dançar “don’t touch this”. Foi a viagem mais divertida que fiz na E18!

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