Skalldyrfestivalen i Mandal

Ele

Acordamos quando nos apeteceu, ia começar o nosso fim-de-semana de passeio a dois. Depois de andarmos sempre a sair mais malta ficamos com vontade de estarmos só nós para variar. Ainda despendi algum tempo para encontrarmos um sítio para ficarmos, e lá acabei por encontrar uma hytte (bungalow) num parque de campismo.
Quando chegamos a mandal deixou de chover e o céu estava mais ou menos limpo, fomos fazer o check in no campismo em primeiro lugar. O Parque era muito giro e muito bem arranjado. Notava-se que era a casa de um antigo agricultor que passou a usar o seu campo como parque de campismo. Ao fazer o check-in a senhora perguntou-me se eu tinha lençóis para o quarto, é que para ficar nas hyttes normalmente é preciso ter os lençóis, se não tivermos temos de alugar. Estamos fartos de saber isso e fomo-nos logo esquecer dos lençóis. Lá pagamos mais um pouco mas ficamos mesmo chateados com o nosso esquecimento.
Já tinha deixado de chover à bastante tempo por isso podemos ir a pé, mas a mim doía-me tanto o cu de ter andado a jogar squash no dia anterior. A viagem demorou 20 minutos, passamos pela parte velha de mandal e fomos em direcção ao centro. Ao passarmos pela ponde já dava para ver a actividade, a roda gigante ao longe, as pessoas, as bancas e os barcos no rio.
A maioria das bancas vendia merdices que se vê no mundo inteiro, t-shirts, óculos de sol e outras merdas. Ao andarmos por entre as bancas encontramos a brasileira de arendal com o seu marido a vender as suas canecas feitas à mão e Nila a mulher toda Zen da holanda. Ela tem uma loja em grimstad mas não estava a vender muito por isso anda por ai nas feiras. Trazia consigo um amigo e a sua filha que tinha uma cara lindíssima.
As ruas estavam cheias de pessoas e havia muita actividade, havia vários eventos e tivemos oportunidade de assistir a três. Primeiro foi uns miúdos que desciam uma grande rampa ai com 15 metros e depois mandava saltos para a água. Foi bastante fixe de ver. Fizeram alguns truques, mortais e assim mas passado 2 minutos já era aborrecido. A meio da noite houve uma trapezista que subiu uma torre com 25 metros e lá no fez umas habilidades, bastante assustador, recebeu uma salva de palmas. No fim da noite tivemos o ultimo evento um concerto. A banda não nos era conhecida mas aparentemente os noruegueses gostam porque não se podia entrar na área do palco era gente demais. Foi giro ver tanta gente acumulada não é normal por aqui.
Mas como era a festa do marisco queríamos era comer qq coisa. Fomos atacar e acabamos por escolher massa com marisco, camarão e king krab. Foi a primeira vez que experimentei o king krab e valeu a pena.
Com a barriga cheia voltamos para falar com a nila, descobrimos que estava a passar um mau bocado por causa de miúdos a roubar e bêbados e mijarem por de trás da tenda. A pobre coitada já nem falava direito. Acho que não tiveram uma experiencia muito positiva. Da parte dela também recebemos um convite para ir até Amesterdão iremos aceitar quando for possível. Deixamo-la em paz e partimos em busca de uma cerveja preta.
Encontramos a barraquinha da “Aass” uma marca de cervejas norueguesas com muitos anos de história. Pedimos uma cerveja preta para tirar a barriga de misérias, aqui na Noruega é muito raro encontrar cereja preta em bares. Já que estávamos sem carro podíamos beber à vontade. Mais tarde acabamos por encontrar Guinness num supermercado e temos umas poucas em casa para quando a sede apertar.
Depois de termos respirado esta festa norueguesa voltamos a pé para a nossa hytte. Recebi uma massagem no meu cu cansado, e adormeci em paz.

Ela

O destino era o festival do caranguejo. Gostamos da terra por isso resolvemos lá voltar. Alugámos uma cabana num parque de campismo porque a intenção era beber e não conduzir a seguir.
Chegamos por volta das 4h. Fizemos o check-in e “abandonámos” o carro. Andamos durante 1,5 Km.
Primeiro vimos as barracas com as t-shirts, óculos e tudo o mais made in China. Depois cumprimentamos a A., uma brazileira amiga, que nos indicou um sítio onde comer e nos alertou para os preços.
Mais à frente estava a decorrer uma prova de saltos para a água. Os adolescentes estavam com esquis de “down hill” e saltavam de uma rampa para a água elaborando vários saltos.
Entretanto fui visitar a N. Conheci-a em Grimstad no Verão. Ela tinha uma loja de Verão com coisas da Índia, incensos e óleos para além dos brindes. Ela estava um pouco em stress porque já tinha evitado vários roubos e tinha que lidar com alguma falta de educação. Mas dispensou-nos alguns minutos e logo nasceu uma empatia muito grande. Em breve a voltaremos a ver! 😉
Para além dos brindes a atracção é o que se come: Caranguejo rei, camarão, massa com marisco, sopa de peixe e muita cerveja ou vinho. Haviam vários restaurantes com vários menus. Resolvemos fazer a nossa escolha observando os preços e analisando a expressão de satisfação com que as pessoas ali estavam.
Entrámos num, comemos massa com marisco, camarões, caranguejo rei e vinho branco. Ficámos muito satisfeitos!
Depois foi fazer a digestão e andar por ali. Ver os concertos e subir até ao ponto mais alto de Mandal. Era uma espécie de coreto de vigia que nos mostrava a cidade e o mar.
Depois entrámos pelo estacionamento que tinha sido construído pelos alemães no tempo da guerra. Viemos dar ao outro lado. No caminho comemos um gelado como sobremesa.
Não podíamos ir embora porque iam actuar uma banda “muito boa” (só não me lembro do nome…). Havia muita gente à frente do palco. Muitos jovens, em contraste com o concerto de ontem, e muito fumo de efeito especial. O som era pop mas nada de muito original.
Pouco depois viemos embora. Estava visto. Viemos andando, andando e dormimos uma noite maravilhosa bem aconchegados.

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