Busk og Grande

Ele

Fomos a Kristiansand para ouvir Kjetil Grande. Já o tinha ouvido em Lilesand antes de Ela vir com uns amigos do trabalho e adorei. Ainda por cima descobri que ia ser num parque que tínhamos visitado com a S., por isso agora não queria falhar.
Tínhamos pensado inicialmente em só irmos os dois, mas depois o P. disse que também estava interessado e acabamos por estender o convite a mais gente. No final só o P. é que veio.
Fomos ter com ele a casa, mas ele tinha ido jogar futebol e ainda não estava despachado, depois com a pressa toda acabou por não jantar e passou o concerto todo com fome.
Chegamos lá mesmo na hora, já estava a plateia bem cheia e não havia sítio para sentar, havia alguns bancos compridos e também algumas mesas. A maior parte de malta eram velhadas, de 40 a 60, havia alguns jovens mas pouco. Mas o tipo de música de Grande é mais antigo, quer dizer é mais erudito, por isso percebe-se a pouca afluência de jovens.
Pedi uma cerveja para mim e uns amendoins para Ela, ainda nem o concerto tinha começado e já havia montes de bêbados.
O grande entra no palco com um grupo diferente. Da última vez que o vi ele era o único guitarrista. Desta vez tínhamos dois, o Grande e o Velho que eu não me lembro do nome. O grande acho que é melhor do ponto de vista musical faz solos melhores e tem um som mais fixe. O velho comunica melhor com o público é mais brincalhão.
Eles disseram de início que iam fazer o concerto ao contrário, então começaram com o encore, depois a ultima musica e por ai a fora até á primeira.
O concerto decorria sem pautas e com muito espaço para a improvisação, foi o que eu gostei mais. Os dois guitarristas comunicaram muito bem e estava sempre a provocar mutuamente nos solos, mas de uma maneira construtiva. Foi um diálogo, e nós ficamos ali a ouvi-los e a participar com as nossas palmas e assobios. O concerto foi no total 3 horas e valeu muito a pena, gosto de partilhar com Ela a música que gosto.
Antes de irmos para casa ainda fomos papar umas batatas no kebab que é a única coisa aberta na Noruega depois da meia-noite, cumprimentamos o F. e regressamos à base.
Com um sexta-feira bem aproveitada até dormimos melhor.

Ela

Chegamos a casa do P. e em 15m ele despachou-se do banho. Esqueceu-se de jantar mas, como já estávamos em cima da hora, resolveu sacrificar o seu estômago.
O concerto ía realizar-se na esplanada de um restaurante. Este restaurante situa-se numa das saídas de um jardim, espectacular, de Kristiansand.
Demorámos algum tempo a encontrar onde sentar. Mas com alguma paciência conseguimos conciliar-nos bem perto. Ficamos bem perto das colunas e por isso tive que colocar um tampão no ouvido para não ficar surda de vez.
Pouco depois chegou Grande. Um moreno vestido de negro, muito agradável à vista.
Depois foi aproveitar o som, a guitarra estridente e o duelo dos 2 guitarristas mas, sobretudo, o prazer com que estavam actuar.
Como aquele concerto foi o último da tournée, resolveram começa-lo do fim para o princípio. Engraçado porque ao fim de um música (The End dos Doors) eles saíram do palco e quando houve o encore, começou o concerto 
Grande convidou para este concerto Busk e com ele fez vários diálogos de guitarra. As músicas tinham um acorde inicial mas depois, ambos, eram levados para outras paragens. Busk estava com um óculos escuros e era muito expressivo com o olhar, era engraçado.
Pouco depois de começar troquei de cadeira com eLe. Eu estava mais bem sentada e ele precisava de se encostar. O nosso amigo P. começava a ter o estômago a dar horas, mas como o sítio era estupidamente caro lá foi aguentando.
O concerto demorou 3h. e ninguém se foi embora a meio!
Já perto do final alguns mais entusiastas levantaram-se e começaram a aproveitar a música pulando e dançando. Foi o extâse. Nessa altura eu tinha ido à casa de banho e resolvi ficar por ali a apreciar. Já haviam muitos copos mas a música foi boa até à última nota.
Acabamos a noite a comer batatas fritas no centro de Kristiansand. Depois foi regressar a casa e descansar um pouco.

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