Agosto 2009


trebåt festivalen i risør

Ele

Chegamos a Risør no início da tarde. Estacionamos fora do centro e fomos a pé o resto do caminho. Passamos por duas ou três pessoas a comer gelado, e acabamos por ter de ir comer gelado também. Mas cada cone de gelado levava meio litro de gelado, fiquei enjoado no final.
Fomos até ao porto ver os barcos até nem havia muitos, mas vim a saber que era porque e domingo e muitos tiveram de partir para as suas terras.
Havia muitas bancas de construtores de barcos ou lojas que vendem acessórios para barcos. Vimos um grupo que angariava fundos para fazer uma réplica de um barco dos vikings. Eles queriam no fazer da maneira tradicional, tinham as ferramentas e alguns troncos já trabalhados.
Um dos barcos que da exposição era uma replica funcional de um barco de vikings. Os marinheiros deste barco também estavam vestidos a rigor. Estava muito engraçado.
Ao longe vimos uns mastros muito grandes. Aproximamo-nos e vimos o “Gonthenburg” um género de uma caravela do tempo das índias. Já o tínhamos visto em Arendal e não quis ir ver na altura, mas agora não queria deixar passar a oportunidade. Vimos o barco por dentro e falamos com algumas pessoas da tripulação. Só métodos tradicionais eram usados neste barco. Achei fantástico que um barco de 1700 tinha sobrevivido e adaptado aos novos tempos. Uns dias de pois tive a triste noticia que afinal era uma replica que fizeram em 2000. Mas tudo bem é uma réplica mas foi feito à moda antiga apenas adicionas certas necessidades para fazer longas viagens. Descobri também que poderíamos fazer voluntariado no barco o que é uma boa oportunidade de férias.
Vimos um pouco de um dos concertos, sentamos num banco à distância e ficamos ali a descansarmos um pouco antes de irmos embora.
No caminho de regresso viemos pela estrada velha para passarmos por tvedestrand, esta estrada era fina demais não dava para passar dois carros sem um deles meter uma roda fora. Mas valeu a pena porque tvedestrand é uma cidade mesmo bonita. Teremos de passar por lá mais tarde.
Ainda tivemos tempo para passar pela pelos nossos amigos portugueses que estavam de volta à Noruega, para dar boas vindas.
Foi um fim-de-semana em grande, de sexta a domingo sempre a partilhar momentos e amor com Ela.

Ela

Saímos de Mandal, passamos por Grimstad e fomos para Risor.
O destino era o festival de barco de madeira. Realizava-se só naquele fim-de-semana. Era a oportunidade para ver alguns barcos e tudo o que estava relacionado.
Chegamos perto do fim. Creio que pelas 16h (e iria fechar às 17h). Tivemos oportunidade de ver alguns artesões a fazerem um barco, pequeno, de madeira, algumas velharias, muita informação, roupa e brindes. Mas o que era ainda mais importante eram os barcos ancorados na marinha. Veleiros e pequenos barcos de recreio estavam ali expostos. No festival estava atracado o galeão Gotemburgo que tivemos oportunidade de visitar.
Já o tínhamos visto em Arendal mas foi em Risor que o visitamos. É imponente e faz-nos imaginar quais as viagens que terá efectuado. O mastro é enorme, o leme igualmente, enfim…
Pouco depois das 17h estava tudo a arrumar as coisas. Ainda havia um trio que cantava no palco um blues muito suave. Ali sentados num banco para o porto, ficamos por um pouco!
A viagem de regresso foi feita pela estrada da marginal. Passamos por Tvedestrand e fomos até Arendal visitar o D. e F. Eles tinham chegado de Portugal no dia anterior e ainda estavam a habituar-se.
Chegamos a casa por volta das 21h e pensámos que grande fim-de-semana que tivemos 🙂

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Skalldyrfestivalen i Mandal

Ele

Acordamos quando nos apeteceu, ia começar o nosso fim-de-semana de passeio a dois. Depois de andarmos sempre a sair mais malta ficamos com vontade de estarmos só nós para variar. Ainda despendi algum tempo para encontrarmos um sítio para ficarmos, e lá acabei por encontrar uma hytte (bungalow) num parque de campismo.
Quando chegamos a mandal deixou de chover e o céu estava mais ou menos limpo, fomos fazer o check in no campismo em primeiro lugar. O Parque era muito giro e muito bem arranjado. Notava-se que era a casa de um antigo agricultor que passou a usar o seu campo como parque de campismo. Ao fazer o check-in a senhora perguntou-me se eu tinha lençóis para o quarto, é que para ficar nas hyttes normalmente é preciso ter os lençóis, se não tivermos temos de alugar. Estamos fartos de saber isso e fomo-nos logo esquecer dos lençóis. Lá pagamos mais um pouco mas ficamos mesmo chateados com o nosso esquecimento.
Já tinha deixado de chover à bastante tempo por isso podemos ir a pé, mas a mim doía-me tanto o cu de ter andado a jogar squash no dia anterior. A viagem demorou 20 minutos, passamos pela parte velha de mandal e fomos em direcção ao centro. Ao passarmos pela ponde já dava para ver a actividade, a roda gigante ao longe, as pessoas, as bancas e os barcos no rio.
A maioria das bancas vendia merdices que se vê no mundo inteiro, t-shirts, óculos de sol e outras merdas. Ao andarmos por entre as bancas encontramos a brasileira de arendal com o seu marido a vender as suas canecas feitas à mão e Nila a mulher toda Zen da holanda. Ela tem uma loja em grimstad mas não estava a vender muito por isso anda por ai nas feiras. Trazia consigo um amigo e a sua filha que tinha uma cara lindíssima.
As ruas estavam cheias de pessoas e havia muita actividade, havia vários eventos e tivemos oportunidade de assistir a três. Primeiro foi uns miúdos que desciam uma grande rampa ai com 15 metros e depois mandava saltos para a água. Foi bastante fixe de ver. Fizeram alguns truques, mortais e assim mas passado 2 minutos já era aborrecido. A meio da noite houve uma trapezista que subiu uma torre com 25 metros e lá no fez umas habilidades, bastante assustador, recebeu uma salva de palmas. No fim da noite tivemos o ultimo evento um concerto. A banda não nos era conhecida mas aparentemente os noruegueses gostam porque não se podia entrar na área do palco era gente demais. Foi giro ver tanta gente acumulada não é normal por aqui.
Mas como era a festa do marisco queríamos era comer qq coisa. Fomos atacar e acabamos por escolher massa com marisco, camarão e king krab. Foi a primeira vez que experimentei o king krab e valeu a pena.
Com a barriga cheia voltamos para falar com a nila, descobrimos que estava a passar um mau bocado por causa de miúdos a roubar e bêbados e mijarem por de trás da tenda. A pobre coitada já nem falava direito. Acho que não tiveram uma experiencia muito positiva. Da parte dela também recebemos um convite para ir até Amesterdão iremos aceitar quando for possível. Deixamo-la em paz e partimos em busca de uma cerveja preta.
Encontramos a barraquinha da “Aass” uma marca de cervejas norueguesas com muitos anos de história. Pedimos uma cerveja preta para tirar a barriga de misérias, aqui na Noruega é muito raro encontrar cereja preta em bares. Já que estávamos sem carro podíamos beber à vontade. Mais tarde acabamos por encontrar Guinness num supermercado e temos umas poucas em casa para quando a sede apertar.
Depois de termos respirado esta festa norueguesa voltamos a pé para a nossa hytte. Recebi uma massagem no meu cu cansado, e adormeci em paz.

Ela

O destino era o festival do caranguejo. Gostamos da terra por isso resolvemos lá voltar. Alugámos uma cabana num parque de campismo porque a intenção era beber e não conduzir a seguir.
Chegamos por volta das 4h. Fizemos o check-in e “abandonámos” o carro. Andamos durante 1,5 Km.
Primeiro vimos as barracas com as t-shirts, óculos e tudo o mais made in China. Depois cumprimentamos a A., uma brazileira amiga, que nos indicou um sítio onde comer e nos alertou para os preços.
Mais à frente estava a decorrer uma prova de saltos para a água. Os adolescentes estavam com esquis de “down hill” e saltavam de uma rampa para a água elaborando vários saltos.
Entretanto fui visitar a N. Conheci-a em Grimstad no Verão. Ela tinha uma loja de Verão com coisas da Índia, incensos e óleos para além dos brindes. Ela estava um pouco em stress porque já tinha evitado vários roubos e tinha que lidar com alguma falta de educação. Mas dispensou-nos alguns minutos e logo nasceu uma empatia muito grande. Em breve a voltaremos a ver! 😉
Para além dos brindes a atracção é o que se come: Caranguejo rei, camarão, massa com marisco, sopa de peixe e muita cerveja ou vinho. Haviam vários restaurantes com vários menus. Resolvemos fazer a nossa escolha observando os preços e analisando a expressão de satisfação com que as pessoas ali estavam.
Entrámos num, comemos massa com marisco, camarões, caranguejo rei e vinho branco. Ficámos muito satisfeitos!
Depois foi fazer a digestão e andar por ali. Ver os concertos e subir até ao ponto mais alto de Mandal. Era uma espécie de coreto de vigia que nos mostrava a cidade e o mar.
Depois entrámos pelo estacionamento que tinha sido construído pelos alemães no tempo da guerra. Viemos dar ao outro lado. No caminho comemos um gelado como sobremesa.
Não podíamos ir embora porque iam actuar uma banda “muito boa” (só não me lembro do nome…). Havia muita gente à frente do palco. Muitos jovens, em contraste com o concerto de ontem, e muito fumo de efeito especial. O som era pop mas nada de muito original.
Pouco depois viemos embora. Estava visto. Viemos andando, andando e dormimos uma noite maravilhosa bem aconchegados.

Busk og Grande

Ele

Fomos a Kristiansand para ouvir Kjetil Grande. Já o tinha ouvido em Lilesand antes de Ela vir com uns amigos do trabalho e adorei. Ainda por cima descobri que ia ser num parque que tínhamos visitado com a S., por isso agora não queria falhar.
Tínhamos pensado inicialmente em só irmos os dois, mas depois o P. disse que também estava interessado e acabamos por estender o convite a mais gente. No final só o P. é que veio.
Fomos ter com ele a casa, mas ele tinha ido jogar futebol e ainda não estava despachado, depois com a pressa toda acabou por não jantar e passou o concerto todo com fome.
Chegamos lá mesmo na hora, já estava a plateia bem cheia e não havia sítio para sentar, havia alguns bancos compridos e também algumas mesas. A maior parte de malta eram velhadas, de 40 a 60, havia alguns jovens mas pouco. Mas o tipo de música de Grande é mais antigo, quer dizer é mais erudito, por isso percebe-se a pouca afluência de jovens.
Pedi uma cerveja para mim e uns amendoins para Ela, ainda nem o concerto tinha começado e já havia montes de bêbados.
O grande entra no palco com um grupo diferente. Da última vez que o vi ele era o único guitarrista. Desta vez tínhamos dois, o Grande e o Velho que eu não me lembro do nome. O grande acho que é melhor do ponto de vista musical faz solos melhores e tem um som mais fixe. O velho comunica melhor com o público é mais brincalhão.
Eles disseram de início que iam fazer o concerto ao contrário, então começaram com o encore, depois a ultima musica e por ai a fora até á primeira.
O concerto decorria sem pautas e com muito espaço para a improvisação, foi o que eu gostei mais. Os dois guitarristas comunicaram muito bem e estava sempre a provocar mutuamente nos solos, mas de uma maneira construtiva. Foi um diálogo, e nós ficamos ali a ouvi-los e a participar com as nossas palmas e assobios. O concerto foi no total 3 horas e valeu muito a pena, gosto de partilhar com Ela a música que gosto.
Antes de irmos para casa ainda fomos papar umas batatas no kebab que é a única coisa aberta na Noruega depois da meia-noite, cumprimentamos o F. e regressamos à base.
Com um sexta-feira bem aproveitada até dormimos melhor.

Ela

Chegamos a casa do P. e em 15m ele despachou-se do banho. Esqueceu-se de jantar mas, como já estávamos em cima da hora, resolveu sacrificar o seu estômago.
O concerto ía realizar-se na esplanada de um restaurante. Este restaurante situa-se numa das saídas de um jardim, espectacular, de Kristiansand.
Demorámos algum tempo a encontrar onde sentar. Mas com alguma paciência conseguimos conciliar-nos bem perto. Ficamos bem perto das colunas e por isso tive que colocar um tampão no ouvido para não ficar surda de vez.
Pouco depois chegou Grande. Um moreno vestido de negro, muito agradável à vista.
Depois foi aproveitar o som, a guitarra estridente e o duelo dos 2 guitarristas mas, sobretudo, o prazer com que estavam actuar.
Como aquele concerto foi o último da tournée, resolveram começa-lo do fim para o princípio. Engraçado porque ao fim de um música (The End dos Doors) eles saíram do palco e quando houve o encore, começou o concerto 
Grande convidou para este concerto Busk e com ele fez vários diálogos de guitarra. As músicas tinham um acorde inicial mas depois, ambos, eram levados para outras paragens. Busk estava com um óculos escuros e era muito expressivo com o olhar, era engraçado.
Pouco depois de começar troquei de cadeira com eLe. Eu estava mais bem sentada e ele precisava de se encostar. O nosso amigo P. começava a ter o estômago a dar horas, mas como o sítio era estupidamente caro lá foi aguentando.
O concerto demorou 3h. e ninguém se foi embora a meio!
Já perto do final alguns mais entusiastas levantaram-se e começaram a aproveitar a música pulando e dançando. Foi o extâse. Nessa altura eu tinha ido à casa de banho e resolvi ficar por ali a apreciar. Já haviam muitos copos mas a música foi boa até à última nota.
Acabamos a noite a comer batatas fritas no centro de Kristiansand. Depois foi regressar a casa e descansar um pouco.