Abril 2008


Ele

Como vim a Portugal, aproveitei também para ver o espectáculo dele. É mais uma daquelas coisas que estamos sempre a dizer que temos de ir fazer mas depois nunca vamos. Mas como agora já tenho idade para ter juízo, Ela deu a dica e lá comprou os bilhetes.

Tivemos um dia em grande na minha terrinha, correu tudo bem e ainda melhor do que o espectável. Fizemos um picnic, tomamos banho num lago, menos os que não tinham fato de banho. Foi mesmo especial. Quando chegamos a Lisboa fomos ao encontro de alguns amigos, não houve muito tempo para conversar, mas dar um aperto de mão como deve ser, sabe bem e mata a saudade.

Entramos no Trindade, ainda nunca tinha visto nenhum espectáculo nesta sala mas fez-me lembrar de outros espectáculos no início do nosso namoro. A sala estava cheia, por isso prometia um bom ambiente.

Entra o Tochas e começa as gargalhas, não dá para descrever, é mesmo à Tochas.

Ficamos a saber que não gosta muito de ser interrompido, pela maneira como ele caiu em cima do Júlio, um pobre rapaz que teve a triste ideia de mandar uma laracha no meio do discurso dele. Tudo o que acontecia na sala era causa para um momento de improvisação, que basicamente quer dizer gozar com eles. Houve uma rapariga que se estava a sentir mal e saiu a meio mais os seus amigos, e houve ainda mais situações.

A ideia geral do espectáculo é falar dos sonhos de infância. Mais do que uma vez tenho ouvido, de pessoas que me parecem realizadas e felizes, que é muito importante seguir os sonhos de infância. No caso do Tochas é ser um artista de rua. E é isso que ele gosta de fazer. Mas o meu problema é que a única coisa que me lembro como sonho de infância é ser o homem do lixo. Ela acho q é mais difícil pois o sonho dela era ser polícia. Será que consigo arranjar um emprego part-time como homem do lixo?

Como podem ver apesar de ser engraçado o Tochas passa a sua mensagem, pelo menos fez-me reflectir, outra coisa que ele disse foi para partilharem o vosso sonho de infância com outros, talvez alguém vos possa ajudar.

Depois deste grande espectáculo fomos embora para casa, para descansar da longa viagem, aninhados e felizes.

Ela

“Estou que nem posso…. Estou na mesma!” Na altura utilizava, também, esta frase. Mas, não lhe achava grande piada! E para não falar da personagem, com aquela franja comprida e, nos últimos tempos, a fazer um tótó…

Mas, ver o tochas ao vivo é daquelas coisas que tens que fazer. Depois decides se gostas ou não! Sim, porque há vida para lá da publicidade.

O dia calhava mesmo bem. A hora, melhor ainda 🙂 23.59!!!Sempre uma boa hora! Depois da bebida com alguns amigos dELE no Bairro Alto lá fomos para o teatro Trindade.

Moooooooontes de gente à porta!!! Lá está… pensava que pouca gente ia!

Observei o palco e fiquei horrorizada. Um balcão com umas garrafas de água (ai umas 5). Possas!!!! que exposição!!! Mais nada???? Homem Corajoso!

E ai vinha ele. Perguntando isto aquilo, dissertando da sua experiência, da sua compra do frigorífico, do seu pai, da sua Avelar… E depois o Júlio! Que foi o que falou na hora errada…

Na plateia estava a sua fã com + idade que se estava a fazer à promoção do jantar (espero que tenha conseguido!) e outra que se sentiu mal devido ao calor… Mentes fracas que não aguentam uma saunazinha…

Entre o Júlio e o bairro da Estefânia (conhecido bairro operário de Lisboa :-/) passámos 2 horas a rir. Ora mais ora menos!

Agora já vejo para lá das newsletters… e vou continuar a ver!

Adorei ver tochas ao vivo e vou continuar a seguir a sua carreira… Força!

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Ele

A última vez que eles vieram a Portugal também era para irmos, mas como é normal fomos tarde demais, os bilhetes já tinham esgotado. Ficamos aborrecidos e assim que os bilhetes deste espectáculo ficaram à venda comprámos logo, ou seja, em Novembro do ano passado 🙂

Agora que estou fora do país parece que estou a fazer uma de rico, venho a Portugal para ver o Cirque du Soleil. É claro que também aproveito para estar com Ela e com a família.

Neste dia como não podia deixar de ser fomos para a praia, apanhar sol como deve ser e dar um banho nestas águas geladas do atlântico. Estava a saber tão bem a praia que acabamos por ficar sem tempo para jantar.

Demos com a tenda do circo facilmente e já muita gente se deslocava para lá. Ao olhar para a tenda achei estranho porque era uma tenda normal, isto de ser o Cirque du Soleil uma pessoa fica à espera de ser tudo muito especial, que quando vemos o normal até achamos estranho. Isto é o que se chama o puder do marketing e das altas expectativas.

Assim que entramos para a área de recepção, fique admirado com tanta brindalhada que eles “impingiam” em nós e dos preços estupidamente caros. Paguei 4 ou 5 euros por pão com uma salsicha, até percebia se os preços dos bilhetes fossem baratos, mas enfim.

Fomos para o nosso lugar, e ficamos admirados por o espectáculo começar exactamente às 21h em ponto como estava no bilhete. É claro que havia algumas pessoas atrasadas, então o palhaço fartou de andar a gozar com os atrasados. Também achei engraçado que é os bilhetes mais perto do palco eram dos VIP’s mas eram só esses que o palhaço chamava ao palco para andarem a fazer parvoíces, foi muito engraçado.

Apesar da arena ser redonda o espectáculo era conduzido como numa casa de teatro, apenas numa direcção. Como estávamos sentados de lado não conseguimos ter uma visão tão clara da acção. Digo acção porque esta é a característica do Cirque du Soleil, existe um fio condutor que liga todos os espectáculos. Neste caso aquilo que eu vi é que uma menina não tinha nada para fazer em casa ou os país não lhe ligavam nenhuma, e então vai dar uma volta num mundo de fantasia, entretanto assusta-se com uma das personagens e volta para casa.

A forma que o Cirque du Soleil tinha para fazer entrar e sair as várias personagem e artistas era muito gira, era como se eles viessem a voar, os por vezes faziam grandes coreografias para “rodar” os artistas. Era muito bonito de se ver.

No intervalo, assustei para lá uma raparia estrangeira sem querer, e encontrei à venda um cartaz do Quidam, por 15 € (um abuso), e decidi comprar porque andava mesmo necessitado por ter alguma cor no meu quarto.

Resumindo gostamos de tudo, mas os que nos marcaram mais foi uma coreografia com montes de personagens a saltar à corda, um casal que fazia uma coreografia com movimentos lentos e o palhaço. O palhaço era demais, sem falar, dos verdadeiros palhaços. Era impressionante como ele conseguia fazer aquilo com tanta facilidade. Como Ela se anda a formar na mesma disciplina apreciou ainda mais.

Acabando o circo, fomos para a terrinha visitar a família, por a cereja no topo deste bolo de amor.

Ela

Quando não arranjei bilhetes porque pensava que ninguém conhecia o circle du soleil… Pensei 2x quando vieram cá novamente.

Compramos os bilhetes logo em Dezembro. Mal sabíamos as voltas que as coisas ainda iam dar.

lá chegou o dia 25 Abril. Fim-de-semana longo por isso muitos remaram ao sul. ELE tinha chegado na véspera.

Nesse dia levantámos, relativamente, cedo e o tempo chamava-nos para a praia, Meco foi o nosso destino.
Enganámo-nos no caminho. Passamos à porta de um casal amigo e convidámo-los a virem também.

A praia estava um espectáculo. Arrependi-me de não ter levado fato de banho 😦

Depois tomámos o caminho para Algés. Avistámos, ao longe, a tenda do circo por isso estacionámos assim que vimos lugar. Tinha impresso o bilhete e não sabia se seria aceite ou não. Sem stressssss!! correu tudo lindamente.

Logo a primeira tenda tinha o merchandise do CS. Entre coisas giras e inúteis, consegui resistir a tudo!!! Ele não… lá comprou um poster (muito giro) para dar cor às paredes do seu quarto.

Depois o espectáculo. Começou às 21.30 em ponto. O palhaço interagia com as pessoas que iam chegando atrasadas. Depois os espectáculos que os caracteriza… Aquele que mais gostei foram o de saltar à corda. Havia monte de pessoas no palco e parecia que iam-se confundir e cair numa ou noutra corda. Nada disso! Davam um passinho com uma descontracção, com naturalidade! Adorei!!!

Um outro número foi o do palhaço. Ia buscar os espectadores e com eles fazia o nº!!! Que espectáculo… Mesmo com muitos cursos será difícil chegar aquele nível! Mas, vou tentando…

Outro número que não esqueço é o do casal de acrobatas em “slow motion”. Nada de velocidade, só força e equilíbrio. A forma de entrarem no palco foi por meio dos outros figurantes a simular o nascer por entre uma flor (não consigo transmitir por palavras… só vendo!).

Conclusão: Realizei um sonho! Ainda pensei que ELE poderia não ir comigo. Com ELE foi bem melhor assistir a este espectáculo que nos faz sonhar!

A noite não acabava por ai…