Fevereiro 2008


 conv

Ele

No dia anterior fomos ao portinho da Arrábida, e no caminho vimos o convento. Assim que o avistei reconheci-o logo, pois tinha visto um documentário do Hermano Saraiva a falar dele. Ao longe o convento dava um ar místico que nos incitava a descobri-lo. Mas a praia chamou por nós e deixamos para outra vez.

Quando saímos do portinho decidimos seguir a estrada que dava até lá para ver se descobríamos o nome. Sem grande surpresa vimos que o nome era convento da Arrábida. Fizemos post-it mental e ficamos de o ir ver.

No outro dia quando acordamos, dei uma googlada e liguei para lá. Descobri que têm duas visitas por dia, uma de manha e outra à tarde. De manha já não dava e à tarde ia haver uma visita de estudo por uns alunos do 12º ano. Como havia possibilidade de irmos também, lá fomos.

Ao chegar abriram nos o portão e tivemos que andar ainda um pouco de carro até chegar ao convento propriamente dito, e a vista até lá é fascinante. A visita custava 5€, ainda é um pouco mas como também levamos uns mapas da costa azul nem me importei de pagar.

O pessoal da escola ainda não tinha chegado, mas fomos dar uma volta enquanto esperávamos. Vimos alguns estragos das tempestades de chuva que tinham feito cair um muro. Perto havia árvores de algumas espécies que nunca tinha visto. Havia uma que atraía os zangões e as abelhas de tal forma que podia claramente ouvir-se o barulho que elas faziam a 3 ou 4 metros de distância. Vimos mais tarde a saber que o convento tinha mel feito com as suas próprias abelhas. É claro que levamos um frasco dele.

Vimos ao longe uma igreja e fomos até lá. A meio do caminho somos abordados por um senhor que parecia um bruxo saído do filme do Harry Potter, mas mais pela fisionomia e pelo falar do que pela roupa. A maneira como falava era dura, áspera. Avisou-nos que se seguíssemos o caminho que estamos a tomar íamos encontrar uma porta fechada pela qual já não podíamos passar. Pedimos desculpa e voltamos para trás para a recepção. Ela não gostou nada do homenzinho, e de facto o homem não foi a coisa mais simpática daí a reacção.

Mas quando começamos a analisar, tínhamos sabido pela recepcionista que o homem que ia fazer a visita era também o caseiro que já vivia lá há algum tempo. Então a reacção dele foi como se tivéssemos a entrar no seu espaço. Decidimos dar mais uma oportunidade ao senhor.

Entretanto a escola chega, e era apenas uns 20 a 30 estudantes de uma escola de Setúbal que tinha qualquer coisa a haver com fotografia. Eu até agradeci de me ter esquecido da maquina fotográfica pois com aqueles gajos todos equipados e cheios de técnicas até me ficava a sentir pequenino 🙂

Começa a visita e realmente o guia tinha uma personalidade diferente, talvez até desadaptado da sociedade. Deve ser efeitos do isolamento. Também pode ser o caso de estarmos habituados a que os guias sejam muito simpáticos e este não o era. Se ele fosse professor era simplesmente um daqueles chatos que é muito recto e correcto.

Ela

Ao passearmos na véspera pelo Portinho da Arrábida, vimos o convento. Ele disse que tínhamos que lá ir.
No caminho de regresso passámos por lá. Tirámos o nº de telefone para marcação de visitas.

Lá estávamos no dia a seguir.
Juntámo-nos a uns alunos do secundário. Estavam no curso de fotografia e aquela visita era, sobretudo, uma aula prática.
Nós, tínhamos esquecido da máquina fotográfica! Achamos engraçado.

Chegamos cedo. Fomos comprar o bilhete e metemos conversa com a Srª que gentilmente nos recebeu. Depois demos mais uma volta… andamos e fomos surpreendidos pelo cincerone!
Tinha um ar rude, de ermita, daqueles que já não suportam muito a civilização. Achei que tinha sido um pouco rude sem necessidade nenhuma…

Os alunos chegaram e a visita guiada começou.
Foi-nos pedido para observarmos bem a estátua que estava à entrada da capela. Ela iria xplicar muita coisa sobre o convento.
Depois entramos na capela, sentámo-nos e o nosso austéro cincerone começou a dar explicações: a quem pertenciam as terras, o primeiro monge, o auje, o declínio, a Fundação Oriente.
Esta fundação adquiriu o convento e recuperou-o da ruína. Hoje já podemos visitar a capela, a cozinha, o refeitório e as celas. E foi por onde andá-mos.
A vista é magnífica. Não admira que se quisessem resguardar de tudo o resto.
Demorámos +/- 1h na visita. De caminho passámos por mais uma paisagem e começamos a preparar-nos para a noite que ía ser divertida 😉

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 o bando

Ele

Ela concorreu a um concurso e ganhou dois bilhetes para o teatro. Por isso fomos, mas também porque já andávamos para ir há imenso tempo. Tínhamos tido uma pitada de, o que era o Teatro O bando, na festa do avante mas eu já nem me lembrava bem.

Neste dia fizemos um passeio pedestre à chuva no cabo Espichel, então viemos a casa tomar banho e descansar um pouco. Tivemos quase para nos deixar ficar a dormir uma sorna e não ir. Mas lá acabamos por arranjar vontade.

Fomos um pouco em cima da hora, mas como chovia não dava para andar mais depressa. Ao chegar levantámos os nossos bilhetes e informaram-nos que por causa da chuva ainda havia muita gente atrasada, então tivemos oportunidade e apreciar o barracão de espera.

Este grande barracão estava como é claro muito frio, mas ainda bem porque com calor dá vontade de dormir. Tinham uma lareira no meio do barracão, sofás em volta, mesas para o café. Perto da lareira estavam umas mesas que tinham umas cadeiras muito interessantes feitas de ferro forjado e com três pés, nelas nos sentamos a ler um texto que dava mote à peça de teatro.

O texto parecia uma trip, ficamos na mesma, expectantes. Passado um pouco chamam-nos para o teatro que ficava noutro barracão, este tinha todas as condições e duas lareiras para combater o frio. O cenário era diferente, tinha um monte de televisões velhas a passar uma transmissão ao vivo da câmara que estava em palco.

A peça em si era invulgar comparando com o que tenho visto no teatro, havia poucas falas e a maioria delas eram compostas por gritos. Os actores eram dois um homem e uma mulher, ambos exprimiam-se principalmente usando o corpo. O cenário tinha vario adereços cujo significado nunca percebi, a porta, as colunas, as pedras, o sofá, a televisão, entre outros.

Acho que foi isso que mais me frustrou, não perceber, não entender o significado. Para mim foi como aquelas manchas que são usadas pelos psicólogos. Posso que para mim aquilo significou isto ou aquilo mas na verdade são conclusões tão aleatórias que dizem mais sobre mim do que sobre o tema da peça. Isto é se a peça tinha um tema.

Em parte gostei, tecnicamente não achei falhas, uma boa representação e uma boa produção. Mas quando tento tirar conclusões, quando tento explicar a alguém o que é que tratava a peça, fico sem palavras. Talvez seja falta de formação na área.

A peça ainda deu par dar umas gargalhadas por isso valeu a pena. Acho que algumas pessoas ficaram aborrecidas, pelo menos a ver pela cara de algumas.

Assim que acabou voltamos para casa para acabar este dia, em cheio.

Ela

Assim como quem não quer a coisa, concorri a um concurso na net. Acabei por ganhar 2 convites para uma peça com base em escritos de Adolfo Luxuria Canibal. Tínhamos que ir…

A viagem do Alentejo tinha começado logo às 7h00m. Depois o passeio pelo Cabo Espichel e uma termenda molha…

A meio da tarde lá fomos para Palmela conhecer as instalações do Bando.
Entrámos num “barracão” acomodado em café e pequena sala de espera.
Haviam 2 sofás muito majestosos a gritarem conforto. Estava um pouco cansada e tinha medo de me deixar dormir em 3 tempos! Mas, a jogar um knifel no telmóvel consegui manter-me acordada.
Fomos encaminhados para o teatro. O promenor + interessante foi estarem 2 salamandras ao canto do palco. Tornava o ambiente acolhedor. Depois começou a peça.

Ele tinha uma presença corporal extraordinária. A língua mexia-se e o seu corpo gritava palavras de desajusto da realidade. Ela era muito bem parecida e com muita presença. Conseguia ser repetitiva até à exaustão.
Juntos fizeram uma peça com poucas falas mas a gritarem com o corpo. Não dormi. A atenção estava direccionada para aquele local.
No final ainda tivemos uma troca de ideias sobre aquilo que cada um entendeu.

Eu estava de rastos e depois do jantar fui-me deitar… Ele chegou pouco depois e deparou com uma lua muito brilhante que iluminava o nosso quarto. Adormecemos bem agarradinhos…

 torre de palma

Ele

O Alentejo é onde mora a tia dela, e cada vez que lá vamos aproveitamos para conhecer mais umas coisas. Desta vez fomos a esta torre. Ela falou-me que tinha a ver com os romanos e tal, então estava à espera de uma torre toda à filmes Hollywood. Mas chegando lá a torre pertence a uma villa que foi em tempos uma quinta, agora em abandono.

Chegamos lá e descobri que eram umas escavações de uma aldeia romana onde encontraram uns mosaicos muito bonitos. Que estão algures num museu lisboeta. Num escritorizinho recentemente construído encontrava-se um senhor muito simpático que toma conta do local, vendeu-nos os bilhetes e como apanha uma seca do caneco lá sozinho o dia todo veio-nos dar uma visita guiada.

O local em si é relativamente interessante, tem os banhos públicos, a mini piscina que usavam para baptizar, e pouco mais.

Depois fomos com o senhor dar uma olhadela à torre de palma em si, e a casa que pertencia a pessoas ricas da zona, depois as heranças dão cabo de tudo. Dividem-se as grandes terras e depois ninguém as quer, vão todos para Lisboa e o interior ao abandono. E este sitio é realmente lindo a torre tem uma vista excelente sobre a paisagem alentejana e neste altura do ano está tudo verde, e é magnifico.

Depois desta visita, ainda passamos por a barragem do Caia, e fomos novamente ao museu de arte moderna de Elvas que tem uma nova colecção muito interessante.

E o melhor deste passeio é de facto o andar de carro no Alentejo, agora nesta altura estavam as amendoeiras em flor, e com tudo verde, estradas longas, paisagem bonita, e tão bom que a maioria do tempo nem ligamos a música para que pudéssemos guardar melhor esta memória.

Ela

A primeira vez que lá fui foi uma aventura.
Juntamente com uma amiga fomos lá numa tarde seca de Verão. Ficámos apaixonadas e durante muito tempo o nosso objectivo seria enriquecer para converter aquele lugar a uma pousada e dar-lhe vida. Queria lá levá-LO. E chegou o dia…

Logo depois de almoço fomos até Monforte e tomámos o caminho para Cabeço de Vide.
Grandes diferenças! Logo à direita tinham plantado novas oliveiras. Lembrava-me que lá existiam umas oliveiras pequenas. Pelos vistos chamam-se “oliveiras galegas”. Mas, as surpresas não ficaram por ai. Logo à entrada (antes da cidade romana) construíram um pequeno centro de acolhimento. Muito moderno!
Fomos muito bem recebidos pelo J. Que mais tarde nos confessou da falta de divulgação do local e que fazia grandes esforços para quebrar a monotonia num sítio que pouca gente visitava. Naquele dia foi uma azáfama, apareceram 4 pessoas. Um outro casal tinha lá estado de manhã…
Muito prontamente mostrou-nos toda a cidade romana, referindo pormenores e lançando o desafio à nossa imaginação. Mostrou-nos onde estavam os tapetes que estão no museu de Arqueologia de Lx.
Vistamos a “pia do batismo”, que, ficámos a saber teve uma réplica na Expo 98.
É pena o trabalho não ter continuado. Há bem pouco tempo um grupo de americanos fazia as escavações no Verão. Mas, agora (e certamente por falta de verba) o trabalho estava interrompido. Há projectos mas as coisas movem-se muito lentamente…

Depois perguntámos se podíamos ir até à Torre. Ele disse que sim e lá fomos à invasão…
Ao que nos contou o nosso simpático cicerone, a quinta pertencia a 2 irmãos e depois do 25 Abril foi ocupada e hoje está muito degradada porue não teve obras de recuperação.
Andámos dentro da casa, por escadas em caracol, a pisar o chão que outros pisaram e sentia-se história!
Chegámos ao topo e assustámos as cegonhas (que se tornaram os habitantes mais assíduos). A vista, mesmo com nebelina, era magnífica. Umas cadeirinhas e seria a delícia de qualquer um 😉
Já estava na hora de vir… Despedímo-nos do nosso companheiro com promessa de voltar!

Depois rumamos ao nosso museu de arte moderna de Elvas. Fizemos um pequeno desvio para a barragem do Caia. Conseguimos tirar uma foto com um mix muito interessante de Azul e Verde!

O museu de Elvas… Continua a ser aquela surpresa que gostamos. E só de artistas portugueses 🙂

Foi um dia de despedida muito proveitoso. Mas, o alentejo estará sempre à espera DELE…

tango

Ele

Estive por casa o dia todo, e aproveitei para lhe fazer umas sandes, para comer enquanto não começasse a aula. Fui ter com ela à FNAC, mas ela já estava cheia de sono por causa do ambiente quente e relaxante. Fomos então beber um café e comer as sandes que tinha feito.

Quando acabamos fomos a pé até Santa Apolónia que ainda é um esticão, mas só quando lá estávamos a chegar é que nos arrependemos. Para cá já viemos de transportes.

Ao chegar ao sítio, tivemos a oportunidade de ver uma exposição de pintura cujo tema era o tango. Tinham algumas peças muito que me transmitiam muitos sentimentos e outras que nem por isso.

Ao entrar vimos que a maioria das raparigas estava com salto alto, Ela começou logo a ficar meio desconfortável com as suas botas super confortáveis e boas para andar. Mas depois chegaram umas raparigas que estavam de sapatilhas, mas de repente sacam de um saco o seu tacão alto que ficava muito bem com as calças de desporto. Ela voltou a ficar meia envergonhada. Mas quando começou a chegar mais gente já havia muitas raparigas sem tacão alto.

Já estaca a salão bem composto quando reparei que não havia muitos negros, pensei que fosse porque estes ritmos não agravam as pessoas de descendência africana. Mas depois Ela chegou a uma conclusão engraçada. Será que nós os dois somos racistas, porque já não é a primeira vez que damos por falta dos negros, o mesmo aconteceu na queima de Coimbra e na Alemanha. Talvez ela tenha razão, mas também é um racismo esquisito porque só me faz diferença, quando dou pela falta dessa raça nas pessoas que estão à minha volta.

Ao começar a aula deu para ver que a professora era muito bonita, no fim viríamos que também dançava bem. Dividiram as 50 ou mais pessoas que estava lá em duas filas de homens e mulheres. Depois incentivaram a juntarem-se em pares e fazer umas macacadas engraçadas, que de alguma forma eram úteis para a dança. Entretanto começamos a fazer alguns passo e até estávamos a atinar com aquilo, mas estava tanta gente que estamos sempre a bater uns nos outros. Após algum tempo encontramos um cantinho que não tinha ninguém e lá praticamos os passos.

Estava quase para me ir embora mas ela insistiu e ficamos, e valeu a pena porque no fim o par de professores fez uma dança para nós. E que dança, foi algo de excepcional, fantástico, maravilhoso.

Logo de seguida fomos para casa, a S. que tinha jantado com o seu R. estava apeada, e ela veio ter connosco e dormiu em nossa casa.

A dança é uma partilhar de amor, é um abraço, é um beijo, e a dançar adormecemos.

Ela

Era uma dança que me deixava indiferente. Mas, como o workshop era de graça, achei que seria uma boa oportunidade para conhecer mais.
Bom… lá fomos!
Saímos em Stª Apolónia, e andamos, andamos, andamos… quase que juramos que quando chegássemos ao Clube dos Ferroviários já não conseguíamos fazer nada.
Era para começar às 21, mas foi-se atrasando. Acho que fomos uns dos primeiros a chegar. A sala tinha mesmo ambiente de tango. Uma longa pista no meio com mesas e cadeiras na lateral.
A observação dos outros era inivitável. Observei que as “pró” trazem o belo sapatinho de salto alto e trocam para ir dançar. Por instantes até fiquei comprometida de ir de salto razo. Mas já não consigo suportar os saltos altos 😦
Depois surgiu um monte de gente e achamos que seria dificil fazer qualquer coisa naquelas condições. Havia demasiada gente. Ele ainda pensou em irmos embora, mas fomos ficando mais um pouco.
Começamos com exercícios de descontracção, confiança, abraços (nada dificil) e depois lá veio um passinho 😉
Lá estivemos a trocar abraços e a arrastar os pés e a tentar fazer o trinco…
Os professores eram argentinos. O seu espanhol percebia-se bem. No final (e após os iniciados terem dançado 2 tangos) eles dançaram para nós! FOI MAGNÍFICO! Parecia que tinha 3 pernas. Ele a comandar mas ela estava magnífica. Aprendi a gostar mais desta dança, muito mais…
Quando saímos ainda desalinhamos uma amiga nossa para um chocolate quente!
A noite acabou bem, bem aconchegada nos braços deLe!

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Ele

1º dia, Sábado – Enquanto que ela foi fazer o passeio pedestre, fiquei por casa a tratar das minhas cenas. Pegamos nas malas e lá fomos, ouvindo música e conversando.

Ao chegar a Torres Vedras, estava a dar um programa na Antena 1 onde passavam as musicas mais escolhidas por diversas personalidades da sociedade. Algumas músicas eram-nos desconhecidas e outras mais famosas, mas todas eram excepcionais. Então já não fomos capazes de desligar o rádio e ficamos ali à porta da S. a ouvir música recebendo um sol maravilhoso, ela escorregou para o meu colo e só fomos embora porque já estávamos a adormecer.

Ao entrar em casa da S. vimos que esta ainda limpava a casa. Demos uma ajuda e depois eu fui por uns filmes a gravar para DVD para vermos. Ao que parece a selecção que eu fiz não lhes agradou muito mas o Super Bad é engraçado. Antes do filme acabar começa a chegar os outros convidados, começa toda a fase de vestir e pinturas. É a única época do ano que um homem pode ficar preocupado com o batom dos lábios. Vinham dois casais connosco, o J. e a D. e outro que eu não me lembro do nome mas eram do Alentejo. Nós vestimo-nos de tuaregues e lá fomos todos para o restaurante.

No restaurante fiquei ao pé da alentejana, mas o teu alentejano tinha uma dinâmica esquisita com ela. Parece que ele fazia de conta que não a conhecia, pobre da rapariga era a única do grupo que ninguém conhecia e o alentejano não parecia muito preocupado em mudar isso. Eu também não podia falar muito com ela porque estava bastante rouco, para ela me perceber tinha de gritar muito para vencer o barulho do restaurante.

O jantar foi bom e bem regado, o J. até pediu manta (nome de um prato) para não ter frio, já que estava vestido de escocês com a saiazinha. Como regamos bem já vínhamos com a cama feita para não gastar muito dinheiro nos bares.

A noite a seguir ao jantar foi demais, não vale a pena descrever muito aquilo que é melhor percebido se for vivido. Eu tive que andar a beber Vinho do Porto e Licor de Beirão para dar aqui um jeitinho à garganta. Fartamo-nos de dançar e passear por bares e ruas infindáveis repletas de mascarados.

Depois de bastantes horas o corpo já acusava o desgaste, fomos para casa de rastos e teria ido directamente para casa se não fosse a necessidade de beber um leite quente com mel.

2º dia, Domingo – Ao acordar já ouvíamos a S. atarefada com os preparativos do pequeno almoço. Levantamo-nos e fomos ajuda-la. Eu fiquei a fazer o sumo e elas trataram do resto. A minha aparente fácil tarefa era dificultada com o facto de ter de usar um espremedor manual para fazer o sumo, ficando entretido com isto até o R. chegar.

O R. é um escocês de verdade que está aqui em Portugal à pouco tempo e ainda só fala inglês, mas não é coisa que a S. se importe pois gostava bem de lhe trincar a língua. Mas o rapaz vinha cheio de vontade de trabalhar então foi logo completar a minha tarefa do sumo, e eu fui por mais uns filmes a gravar.

Entretanto chegam os convidados de ontem e começa o pequeno almoço tipicamente para engordar, panquecas, bacon, ovos mexidos e ainda outras carícias da gula.

Logo depois eu, Ela, a S. e o seu R, fomos ver o corso de Torres Vedras, este ano dedicado à banda desenhada. Tinham algumas ideias originas foi bem giro, a meio começa a chover e lá fomos para um café, depois chove torrencialmente e deixamo-nos estar. Quando finalmente termina a chuvada fomos à procura do corso mas já só havia carros alegóricos e os participantes tinha desaparecido todos.

Depois desta banhada literal, fomos para casa ver os filmes que tinha gravado. O primeiro não foi ao agrado de ninguém excepto eu, mais tarde vi o “Balls of Fury” e tinham razão na valia nada. Como não estavam a gostar meti o “Juno” e este foi o jackpot pois era um daqueles filmes mesmo bom.

Terminando o filme já era hora de jantar, fomos nos juntar com o J. e a D. O restaurante escolhido foi o Camelo, que aparentemente é um dromedário. Ainda estávamos a olhar para a ementa tive logo uma desavença com empregado, e depois passamos o resto do jantar a gozar com aquilo e outras coisas, foi pena não termos incluído o R. nestas brincadeiras a linguagem foi uma barreira.

O bowling seguiu-se ao jantar, para gastarmos umas energias. Foi de partir a rir, estávamos sempre na brincadeira enquanto que outros andavam na luta pelos pontos. O R. foi o grande vencedor, mas todos ganhamos uma grande noite de divertimento.

Fomos até à praia de Santa Cruz para a acabar a noite mas ninguém resiste ao carnaval de Torres Vedras e estavam fechados todos os bares sem excepção.

Antes de dormirmos bebemos um chá com uns bolinhos fantásticos que a S. tinha por casa, o R. dormiu no sofá com muita pena da S. e nós, juntos aquecemos os lençóis e rapidamente adormecemos.

3º dia, Segunda feira – Ao levantar vimos que a S. e o seu escocês tinha ido embora, o que foi bom porque assim deu para ficarmos juntinhos. Ninguém estava com muita fome e quando a S. chegou comemos umas torradas para enganar o estômago e fomos para Óbidos.

No caminho recebo uma chamada da Noruega a confirmar a minha colocação numa empresa para a qual tinha enviado um CV. Vou começar em Março, esta notícia ao mesmo tempo boa e má criou um ambiente estranho no carro que se foi dissipando com o tempo e algumas piadas. Ela, é que literalmente chorava e ria…

Toda a vila de Óbidos em volta do castelo é muito gira, um monumento. Para além disso tem sido bem conservado e utilizado, tanto pelo comercio como para feiras. É realmente um exemplo para outras freguesias do género.

Demos uma volta por lá, andamos na muralha e ainda compramos umas garrafas de ginga para oferecer e uma de champanhe para beber. Fomos à pousada também que é de facto bonita e tem um restaurante muito caracterizado. À saída da pousada apanhamos uma estrangeirada que vinha com um guia e aprendemos algumas coisas. Como por exemplo, a pousada foi a primeira feita em Portugal e mandada construir por Salazar para dar o exemplo às que se fizessem de seguida.

Depois ao chegar a casa vamos ver mais um filme, desta vez foi o “Elizabeth” mas também não era nada por ai além, a S. adormeceu, e eu e Ela ainda vimos até ao fim mas porque não tínhamos muito sono.

Logo que o filme acaba vamo-nos mascarar, desta vez eu e ela só metemos uma peruca, mas ficou gira na mesma. Fomos para o restaurante, o mesmo de sábado e a malta era mesma, com a excepção de uma prima de dois irmãos que tinha irado algumas das mulheres no sábado, por ter feito umas danças muito eróticas com um dos “primos”. Mas como ela também era uma mulher bonita deve ter ajudado.

Desta vez havia menos pessoas nas ruas do que no sábado mas o divertimento foi o mesmo… Muita dança, muito divertimento, alguma bebida… e lá acabou a noite. Acabamos em casa com a S., o J., e a D. a beber um chá e a comer bolinhos. A D. fartou-se de falar mal do J., mas ele aceitou tudo, foi mesmo engraçado.

Eu e Ela acabamos então esta noite gentilmente nos braços um do outro, encaixados e assim adormecemos.

O carnaval acabou na manha seguinte depois do pequeno-almoço partimos para casa, a ouvir a nossa música e já a pensar nos preparativos para a minha ida.

Ela

Não gosto do Carnaval… Mas em Torres e com amigos, de amigos, de amigos… É um espectáculo!
O fim de semana seria só para o Carnaval. Segunda-feira meti um dia de férias para não estragar os festejos 😉
Chegamos a meio da tarde de Sábado. Ainda dava tempo para meter a conversa em dia, ver um filme, passar a mascara a ferro e preparar para o jantar na Petiskeira (Mata… muito bom!)
Depois do jantar começou a caminhada pelos bares nas ruas de TV. Ouvíamos isto, depois mudávamos mais para outro lado, íamos apanhar ar… Enfim todos estavam bem porque se podiam mudar facilmente 😉
A festa durou até +/- às 4h. Também começou bastante cedo. Logo às 23 já estavamos no auje!
Vestidos de TUAREG, dançamos, divertimo-nos e suámos bastante… Mas não fomos os piores.Quem estava vestido de ursinho carinhoso tinha um fato bem mais quente 😉

No segundo dia foi levantar tarde e curtir a perguiça.
Depois do “Brunch”, com o pessoal todo, a tarde foi de perguiça. Vimos um filme e começamos a preparar para um noite, supostamente, mais calam. Abandonámos TV e jantamos nos arredores. Mais concretamente no restaurante “CAMELO”.
Eramos 6 pessoas, por isso escolhemos uma mesa redonda para a conversa ser mais fácil 😉
Na boa disposição surgiu um pedido de explicação como erra o “Coelho…”, se não era sopa. O Sr. respondeu um pouco com maus modos, e informou que não era Sopa!!! a partir daí foi gozar com sopa e tudo +…
No final a sobremesa era tão grande que merecia uma colher de sopa. Foi um jantar em que o bom humor foi REI!
Depois, para continuarmos a relaxar, fomos jogar um bowling. Ainda consegui acertar umas vezes e cheguei a estar à frente dele. Mas, rapidamente perdi 😦
Estavamos cansados e fomos directos para casa.

No outro dia tivemos um muito bom despertar. A nossa amiga S. tinha ido mostrar (ao seu amigo) TV.
Depois fomos até Óbidos ver a vista e comprar uma ginjas. No caminho ELE recebeu a noticia que esperava. Surgiu a boa oportunidade de trabalho e lá vai ele para a Noruega. Começamos a comemorar logo ai…
Depois apreciamos a transformação da cidade do pais Natal em cidade do Chocolate. Só tiveram que pintar algumas “barraquinhas” e puf…. deu-se transformação!
Compramos as ginjas e o champagne para a noite.
Ainda houve tempo para um filme e preparar para a última noite.

O jantar teve champagne e celebração! Depois foi dançar, pela últim vez, as repetidas músicas de carnaval. Confesso que já estavam a enjoar 😦
A noite não durou muito. Viemos para casa tomar um chazinho e deitar conversa fora!

No último dia, após o pequeno almoço, rumamos a casa.
Começamos a fazer a agenda e a planear os últimos dias que ai vem…