Novembro 2007


 fadop

Ele

Mais uma vez saí do ISEL, para ir directamente para o jantar, pensava que não devia ir para poder estudar mais, mas quis agradá-la. Encontrei-me com elas no bairro alto, e estivemos à espera do marido da M. que nunca mais aparecia. Fomos andando para o restaurante sempre com uma conversa agradável que a companhia delas sempre me proporciona.

O empregado estava na porta a angariar clientela, mas nós já estávamos angariados, ele ainda ofereceu um desconto se ajudássemos na cozinha 🙂

A M. já estava a passar-se de estar à espera do filho e do marido. Nós andávamos já a escolher o prato. Entretanto descobri com Ela que existe quem faça uma caminha para o amigo castanho não salpicar o olho, quem diria…

Depois da espera a M. lá descansou ao ver o filho e o marido, entramos e pedimos. O primeiro fado veio antes da comida. E outros se seguiram depois em períodos regulares. Era um homem ou uma mulher que cantava, belos fados mas gostei mais da voz do homem. Eram simpáticos especialmente quando nos tentavam impingir os CD’s de cada um. Muito fraco a parte comercial. Mas um ou outro lá comprou um CD e ainda pedimos ao senhor para cantar uma canção para a S. que ficou toda encavacada.

No final não havia baba de camelo nem mousse de chocolate, isto originou uma risota que é difícil de pôr em palavras um quadro tão engraçado.

Deixamos os amigos e novamente nos recolhemos ao meu quarto para a última noite da semana, onde nos braços um do outros nos entrelaçamos, festejando assim os 14 meses.

Ela

O próximo jantar (de 3 amigas) teria que ser de fados.
Depois com o aproximar da data foi-se juntando o marido, o filho, a prima e o namorado. o meu namorado!
De um jantar de gajas fizemos um jantar de confraternização alargado às flanges 😉
“Já disse” foi o restaurante escolhido. Restaurante recatado, localizado no Bairro Alto onde se pode ouvir fado. Fado amador mas onde temos direito a fazer um pedidos especiais.
Depois do jantar tentamos ir até ao Pavilhão Chines mas, como tinhamos um menor, e já era um pouco tarde, não pode ir.
Encontramos, mais à frente, um bar tranquilo onde podíamos trocar algumas palavras.
Já era tarde e no outro dia era dia de trabalho!
Ficou o divertimento e uma noite muito bem passada. É claro que para repetir.

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 Seu

Ele

Tive a oportunidade de dar-lhe a conhecer este músico, que sempre nos deu aquele sorrisinho de felicidade cada vez que ouvimos a sua música. Quando soubemos da sua vinda a Portugal, notamos que a data era relativamente próxima do Circo do Soleil e só queríamos ir a um deles. Como para o circo já não havia bilhetes acabamos por ir a este concerto.
Passei o dia todo na universidade, a dar o máximo para chegar à meta, nem tenho tido mais oportunidades de estar com ela. Por acaso nos últimos 5 dias temos estado juntos, é a vantagem de ter casa em Lisboa.
Antes de começar fui à casa-de-banho para depois não interroper o concerto, mas quando acabei, o concerto tinha começado, vim a correr, quando deparo com um Seu Jorge branco, afinal era o JP Simões. As suas músicas começaram a parecer que não eram grande coisa, mas no fim lá gostei de umas poucas. Ela é que não estava a gostar nada, nem das músicas, nem a maneira de ele falar nos intervalos delas.
Entretanto lá começa Seu Jorge, maioria das musicas desconhecidas, e com um tempo mais rápido do que o álbum que estávamos habituados a ouvir. Mas todas as que ouvimos eram fixes, e a sua banda que o acompanhava tinha uma força muito grande, era uma parte importante do espectáculo e não um adereço.
No meio das músicas ele deu uns discursos muito emotivos, que me fazia lembrar o Brix que por vezes explica o sentido das suas músicas.
No final fizeram um encore com samba e convidaram um monte de mulheres para cima do palco, foi muito engraçado. Ela quis logo apreender a dançar samba, mas eu disse “O samba está no sangue de quem sabe dançar samba.”
Foi curioso que nesta parte final do encore o Seu Jorge não participou, veio só dizer um adeus e saiu logo, porque será?
Depois passamos uma noite a descansar nos braços um do outro.

Ela

Foi ELE que me deu a conhecer Seu Jorge. nunca tinha ouvido falar dele.
Apaixonei-me pelo albúm “CRU” e não é impossível. A música “Bola de Meia” tornou-se a nossa música 🙂
Quando vi que cá vinha com uma orquestra de 16 elementos, sabia que tínhamos que estar lá. Sem dúvida…
Antes do concerto estava com vontade de um Kebab. Ele preferiu uns bifinhos. Depois de bem satisfeitos, lá fomos para o Coliseu.
Para surpresa dele, a sala estava bem composta.
Mas, houve uma primeira parte: O JP Simões. Não gostei!

Depois sugiu Seu Jorge. Logo no início agradeceram. Achei lindo! Dar graças por estarem ali… e prometeram que, como era o último concerto da digressão, ser o melhor!
Achei-o bastante bom.

Dançei, pulei e não sambei (só porque não sei!)

O concerto teve 3 partes: A primeira ele e a banda, depois alguns menbros da banda e Seu Jorge acústico. Muito bom!
O final foi apoteótico. Ao som de samba convidou o público para subir ao palco e dançar. No final, deixámos de o ver e tivemos que ir embora porque senão perdíamos o último metro.
“Fui eu quem te dei
O primeiro beijo
O primeiro toque
A primeira canção
Se realmente quer ficar comigo
Não faz bola de meia com meu coração”