dead combo

Ele

Pela primeira vez fui a um concerto ao qual não conhecia minimamente a banda. Ela falou-me do concerto que ia ser no Barreiro e disse logo que queria ir. Talvez conhece-se a o nome mas não a música.
No dia do concerto consegui sair da faculdade a tempo de vir com ela no barco, passamos por casa só para relaxarmos e depois fomos directos para o concerto. Os alternativos do Barreiro compareceram todos à espera para entrar, fomos ver novamente a exposição dos panos, mas que bela exposição.
Começamos a entrar e fui antes à casa-de-banho, Ela podia ter entrado logo mas esperou por mim, que linda.
Depois começaram a tocar, a plateia estava bem composta, e o som, muito bom, muito bom. Duas pessoas que vê-se que em termos musicais comunicam muito bem, guitarras e contrabaixo foram as ferramentas que nos desarmaram e ficamos rendidos ao seu som. Sem vozes mas com muito sentimento fomos entretidos durante 2 horas. Estava alguns amigos da banda que deu um ambiente acolhedor. Foi bom, quando voltarem, haverá mais.
No fim da noite partilhei com Ela o chocolate e não só, logo de seguida fomos para casa pois no dia a seguir tínhamos que ir para a fila.

Ela

Gosto de estar atenta à programação do Auditório Municipal Augusto Cabrita. Penso que se não houver público nos eventos que se realizam, provavelmente deixarão de existir. Quando li que os DC iam lá actuar (e o preço era convidativo) disse-LHE que teríamos que lá ir 🙂

Não os conhecíamos mas gostamos da apresentação, quer da foto, quer da literatura. Fomos comprar os bilhetes 2 dias antes e quando me apercebi que só havia +/- 6 bilhetes vendidos fiquei preocupada… resolvi colocar anúncio do MSN mas, ninguém apareceu 😦

No dia a sala estava a 30%. Menos-mal para uma banda muito pouco conhecida. Penso que deve ter sido a primeira vez que fui a um concerto para conhecer… O duo apresentou-se. Confesso que os sapatinhos brancos do guitarrista me chocaram um pouco. Mas depois parecia que estavam de acordo com toda a indumentária.

A música era um misto de blues e rock bem puxado da guitarra.A relação, íntima, que os músicos tinham com os instrumentos era invejável. O contra-baixo é imponente. E o músico tinha com ele a relação que acho característica. Envolvia-o e com a cabeça mais baixa e sobre as cordas, deixava transparecer carinho. O guitarrista, sempre curvado sobre a guitarra, envolvia-se num ambiente só dele. Naquela noite não me apetecia ouvir “letras”. Só música! foi isso que aconteceu durante +/- 1 hora. 

No final houve uma grande ovação. E ao que pareceu não estavam preparados para outro “ancore”, mas lá aconteceu…

Foi um serão calmo, íntimo e muito bom na companhia de quem mais gosto: DELE!

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