cisterna svicente

Ele

A noite fizemos guerra com as melgas, ao acordar havia mortes e picadas, foi um empate técnico. O B. já estava acordado e por isso partimos logo para a feira da ladra. Era a minha segunda visita, na primeira até comprei um livro bem bom, mas desta vez depois de ver muito lixo, vi uma banca que tinha lá um modem ADSL, e pensei se for um euro ainda o compro. Apenas estavam lá umas velhotas lá perto e perguntei se sabiam de quem era a banca, era de uma daquelas velhotas todas podres, devia quase 80 anos. Pediu-me 1,5€ mas só queria dar o euro e ela aceitou. Pensei que tivesse estragado, mas para minha surpresa até funcionava.

Antes de termos vindo para a feira tínhamos passado pela igreja de S.Vicente, e como ainda nem era hora de almoço lá fomos nós. O homem que estava à recepção era aquele tipo clássico que é apenas simpático para os estrangeiros. Mas lá pagamos e fugimos dele, logo à entrada vimos uma cisterna, que parecia um daqueles filmes tipo Indiana Jones, uma sala antiga inundada com água, mesmo giro. Mas Ela e o B. é que ficaram mesmo impressionados, agora que é que percebo que é por causa de não terem um cisterna. Se tivessem limpado a cisterna da casa dos meus pais tantas vezes como eu aposto que já não achavam piada.

Passamos depois aos claustros, todas as pareces tem azulejos pintados mas não percebo o que eles querem dizer será que é cenas da vida quotidiana aleatórias ou será que tudo aquilo tem um significado místico. Passamos pelo poço que dava para a cisterna e lembramo-nos do fim-de-semana em Veiros. No segundo piso encontramos uma esposição com as fábulas de La Fontaine, já estava com os pés cansados mas ao mesmo tempo as fábulas eram tão giras. Também encontramos túmulos de reis e rainhas, capelas do santo António, e uma capela feita com materiais vindos do Brasil.

Havia um pequeno museu com jóias dos bispos e das igrejas, para vermos bem a ostentação da igreja. A seguir subimos para o miradouro.

Do topo da igreja tínhamos uma vista linda de onde se vê a maior parte da Lisboa antiga. Ela encontrou a nossa casa de sonho e ainda pode ouvir os seus sinos a tocar.

Quando chegamos a casa dormimos uma soneca sem melgas que estamos mesmos a precisar, nos braços um do outro em paz ficamos. Acordamos mesmo a tempo de ir a correr ter com um amigo para nos despedirmos.

Ela

Já tinha ido várias vezes à Feira da Ladra mas desta vez foi diferente.
Diferente o local de partida, a companhia, a volta, tudo…
Levantamos relativamente cedo. Na companhia DELE e de + um amigo, apanhamos o metro, descemos no Martim Moniz e fomos o resto a pé. Entre a Mouraria e o Castelo, Chegámos à feira da Ladra do lado mais a norte.
Começamos a ver as velharias. Os livros e algumas gravuras são bastantes interessantes. Ainda me interessei por umas saias originais…
Depois foi descer e continuar a ver aquele monte de velharias…
Vimos daqui, dali, rimos um pouco com situação criadas: como andar de metro com objectos cortantes (lol).

Logo à chegada reparei que a igreja de S. Vicente estava aberta. Nunca tinha lá entrado. Aproveitamos e demos uma volta. Nas explorações fomos mais ao lado e demos com o convento. Dissemos que havíamos de lá ir!
E fomos logo lá nesse dia…
Logo à entrada tem uma cisterna majestosa, imensa, nem queria acreditar. Depois andamos, andamos, andamos! Vimos tudo o que tínhamos direito e continuamos a andar, andar, andar!
Estava presente uma exposição sobre as fábulas de La fontaine. Aproveitamos para conhecer mais algumas.

O ponto alto da visita foi a subida ao terraço. No primeiro a vista era limitada. Via-se o rio e um terraço de 5*! Por alguns instantes imaginei a tomar longos pequenos almoços com vista para o Tejo. ELE preferia uma casa que tinha um pequeno jardim, um pouco mais abaixo… Sonhos!
Subimos mais um pouco e fomos ao terraço de onde se vía Lisboa em 360º. Magnífico! Estávamos no tecto da Igreja a dislumbrar uma vista extraordinária.
Com toda esta brincadeira era já 1 da tarde e o sino assinalou isso mesmo. Adoro o som de sinos e aqueles estavam bem perto!
Com uma estratégia a “macgyver” pegamos na corda do sino e ELE ainda tomou balanço. Mas, o pendulo era bem pessado e com o impulso iria dar som. Desistimos de tocar o Sino… Podíamos confundir alguém ali por perto 😉 Mas ELE continua a tocar, muito bem, em mim!

Anúncios