MACE - noiva

Ele

Depois de uma breve visita a Elvas fomos a este em museu em vez de ir ao museu militar do forte. E que bem que fizemos. Este museu era um antigo hospital agora remodelado ficando cheio de espaços amplos e luminosos. Os assistentes foram simpáticos e atenciosos e auxiliaram-nos quando foi necessário. Gostámos muito de saber que os artistas eram todos nacionais, as peças eram interessantes e mereceram sempre e minha atenção e a dela. Tinham daquelas peças que até pensávamos que as conseguíamos fazer como umas cadeiras com umas caixas embrulhadas em acrílico, outras peças como quadros faziam-nos parar e concentrar nas cores e formas.
Entre todas as que vimos lembro-me claramente dos rolos com colans, o tronco de cordas, o quadro com sombras, o castiçal de tampões, os espelhos para o infinito e o quarto da vergonha. Não são os nomes correctos mas é como me lembro deles. Ela gostou do tronco de cordas e os dois apanhamos um susto no quarto da vergonha.
No fim ainda usamos os computadores que têm para uso livre de toda a gente para ver os mails e outras coisas, passamos pela cafetaria que tem uma bela vista sobre a cidade.Fiquem a saber que a cada três meses renovam a colecção por isso podem sempre voltar e é o que faremos os dois para juntar mais um pouco de arte, à arte de amar.

Ela

O destino, daquela tarde, seria ou Elvas ou Vila Viçosa.
São 2 cidades que quero mostar a ELE. Optamos por Elvas.
O caminho que nos levava até lá é só para conhecedores. Trata-se daquelas estradas secundárias que passa um carro de vez em quando…

Algures por lá apercebemo-nos do “Freedom Festival”. Não fazíamos a mínima ideia. Como o bilhete ainda era 65€ teve que ser adiado para outra vez 😉 Talvez daqui a 2 anos!
Continuado caminho por entre montes… lá fomos.
Entramos em Elvas pelo viaduto. Torna a paisagem imponente. É um feito da engenharia.
Depois demos mais umas voltas, entramos no centro da vila e fomos ao castelo. por 0.75€ visitamos as muralhas, algumas salas abandonadas do castelo e apreciámos a vista. Nada demais mas agradável. A Srª da recepção ainda nos esclareceu de várias dúvidas e sugerio-nos uma ida ao Museu de Olivença. Tomando o caminho para Badajoz corta-se na placa que diz “AJUDA”. Bom, fica aqui a nota para não me esquecer no futuro 😉
Tentei localizar-me naquela cidade, demos uma voltinha a mais e sem perguntar nada a nnguém, chegámos ao Museu de Arte Contemporânea de Elvas.

Foi inaugurado em Julho e é um espaço bastante agradável. O antigo hospital ganhou vida e novas obras.
Reparei que a maioria das obras tinha por título “sem título”. Achei um pormenor por si só simpático… A obra vale por si e não por aquilo que desejamos apelidar.
Logo na entrada uma “ventoínha colorida de meias de vidro”. Obra engenhosa, colorida, original e interactiva.

Depois no 2ª andar estava um tronco de arvore feito de corda. Muito giro! (isto só para falar das obras que + me marcaram!). Também nesta sala havia a disposição de uns espelhos que dava a prespectiva do infinito. É claro que aproveitamos para brincar um pouco. Não sabemos se se poderia tirar fotos ou não… bom! nós tiramos algumas :-/

No 3ª andar uma obra que nos valeu um bom susto. num pequeno retiro estava disposto um boneco, com a cara escondida entre mãos e colocadas sobre os joelos. Á sua frente estavam dispostos espelhos de vários tamanhos. Antes de entrar estava um explicação resumida da obra. Aquilo que aconteceu foi que esta apresentação foi muito observada e quando entramos na sala, apanhámos um valente susto. Eu até pensei que estava ali uma pessoa e não um boneco. ihihihi. Depois de me ter assustado, encaminhei-o para lá, não dizendo nada. E o resultado foi o mesmo. Um bom susto :-))
Depois seguiu-se o espaço educativo e de internet. Teclamos um pouco, navegamos, jogamos e fomos embora… Decidimos aproveitar + o Museu!

No terraço estava uma cafetaria de onde podíamos observar uma vista sobre o centro da cidade. Aproveitamos para tirar umas fotos bem juntinhos e claro… dar uns bons beijos!
Fizemos o percurso inverso e quando íamos embora visitámos mais uma sala onde estava o “candelabro de tampões”. Já tinha ouvido falar nesta obra e vê-la ali, foi muito divertido! + uma foto à rebelia…
O tempo tínha passado sem darmos por isso. Foi muito bom e ficámos a saber que as colecções são mudadas trimestralmente. Temos que lá voltar para a próxima!

Depois foi a viagem, o gelado e o jantar.

O melhor ficou guardado para a noite.
Ele queria lavar o cabeça e eu estava com dores de pés. Eu lavei-lhe o cabelo, ELE lavou-me o meu. ELE lavou-me os pés, eu lavei os dele.
Entre conversas, observando o escuro e ouvindo os nossos vizinhos divertidos, acabamos o dia com a sensibilidade à flor da pele… pele lavada com sabão azul e branco.
Não dá para transmitir a boa memória… Só vivendo-a a seu lado!