Julho 2007


fmm sines

Ele

Na noite anterior fiquei a trabalhar até mais tarde… podia ser mau se não tivesse a mulher mais maravilhosa do mundo. Ela acordou deu-me o pequeno-almoço na cama, depois ao super mercado comprar as coisas para levarmos e quando finalmente saí da cama, ordenado pela leve insistência dela, já estava quase tudo pronto. É mesmo maravilhosa e nada mais é preciso dizer.

Fomos buscar o nosso amigo P., mas não é o P. variado da mona, é o fixe. Partimos em direcção a Sines ouvindo música alternativa, africana e ena pá 2000. A chegar a Sines perdemo-nos um pouco mas lá encontramos o castelo, estacionamos o carro num sítio bom e começa o dia.

Primeiro fomos comprar os bilhetes e para nossa surpresa eram mesmo bilhetes, não aqueles bocados de papel impressos na hora, primeiro ponto positivo para Sines.

Fomos para a praia, directos ao banho, e a água estava congelada… nunca tinha estado numa água tão fria. O banho não demorou muito. Ponto negativo para Sines. Fomos nos secar e dormir uma soneca. Já quase à hora dos concertos tiramos umas fotos mesmo giras… vão directamente para um álbum.

Primeiro concerto, do melhor, uns gajos bretões, quando são descendentes dos celtas já sabemos que vamos ter um bom espectáculo. Tinham umas flautas com uns apitos que Ela gostava muito. A malta que estava assistir estava a curtir também o som, é bom estar assim num ambiente multicultural, multi-idades, multi-gostos… o P. fartou-se de rir com alguns dos “alternativos”, a frase do dia foi “podem ser alternativos, mas podiam tomar banho”.

Depois fomos ao carro comer mais umas sandes e agasalhar que já fazia um frio e partimos para o castelo. Por esta altura estava já muito mais pessoas na rua. Entramos no castelo e chegamos fomos ter com a amiga dela. Beijinho e nunca mais a vimos. Levamos os amendoins e enfardamos enquanto ouvíamos o grupo da Suiça, muito bom som mas a cantar inglês… ora se venho ao festival músicas do mundo eu quero é ouvir línguas estanhas como o bretão e não inglês. Mas eles eram muito bons, por isso é ponto neutro para Sines.

A seguir ouvimos o gajo da Somália a cantar em inglês, RAP muito bom é o que o safou. Ponto neutro.

Fomos comer mais umas sandes e agora já estava mesmo muita gente na rua, quando voltamos o castelo estava quase cheio, impressionante. Compramos uns cd’s que estavam a vender a 2 euros com todos os grupos do festival, muito bom, ponto positivo para Sines. Ficamos com um para nós outro para o P. e outros dois para festas de anos.

Quando voltamos ao castelo, estava já a tocar a melhor banda do dia. Reparamos também nos paneis que estavam no exterior do castelo a passar o concerto em directo para quem não tinha bilhete. Isto é um evento cultural e Sines não proibiu ninguém de o ver, ponto positivo.

Esta banda falava em inglês mas cantava em ucraniano e num inglês muito complicado, mesmo bom. Tinham uma energia impressionante que fazia saltar toda a gente, não como os gajos de Coimbra. Foram mesmo bons.

Saímos quando eles estavam na última música para não temos problemas a tirar o carro. Ainda tivemos tempo de beber uma ginja de Óbidos. Depois foi sair e meter na auto-estrada.

Andamos a jogar ao Stop para ela não adormecer, não chegamos a esgotar todas as palavras começadas por R. A meio do caminho trocamos de condutor, podia não ser 100% cool mas estava 100% acordado : )

Deixamos o P., fomos para casa e terminei este excelente dia nos braços dela, e isso sim vale a pena.

Ela

Há já algum tempo que tinha intenção de ir a este festival. Nem me lembro quando ouvi falar dele pela 1ª vez! :-/
Este ano o destino era certo: Sines – FMM

Primeiro pensamos em ir aos concertos em Porto Côvo, depois num ajuste de agenda, mudamos para o fim de semana seguinte.
Convidámos este, aquele e o outro. Parecia que ia muita gente mas no final fomos só 3! (Poucos mas bons).

A partida era por volta da hora do almoço. De manhã tínhamos tempo para preparar um belo farnel. Não tínhamos intenção de gastar muito dinheiro.
Por volta das 13h estávamos a caminho.

Chegados a Sines ainda nos perdemos no centro à procura do Castelo. Como só conhecia o caminho da marginal, desfiz o erro voltando atrás e indo em direcção à zona marginal. Não perguntei nada a ninguém…
Avistámos logo o palco e estacionámos bem perto do castelo. Carro arrumado fizemos tudo o resto a pé!
Fomos ao castelo, vimos o ambiente e encontrámos a bilheteira. Já com os bilhetes, fomos para a praia. E não andamos muito. Fomos logo para a Praia Vasco da Gama. Assistimos ao ensaio dos Norkst, dormimos uma soneca, tentamos ir à água mas era fria como tudo, possas!!! Fiquei a apanhar banhos de sol.

Os Norkst foram muito bons. Muito agradável surpresa. Houve várias teorias de onde seriam, mas tudo ao lado. Na avenida da praia depois de ter comprado uma peça de roupa, assistimos a um bom concerto. Até fizemos uma correografia de “bate-cu”.

Comemos no carro, mudamos de roupa e depois rumo ao castelo….
Nos entretantos ainda encontramos uma rapariga com quem tivemos oportunidade de particar Qikung. Descobrimos que ela é Cipriota e com um projecto em Portugal muito interessante! 🙂

Depois, comendo amendoins, assistimos a Erika Stucky & Roots of Comm. Foi um bom concerto, com instrumentos interessantes. Confesso que estava à espera de +!

Depois seguiu-se K’Naan, um rapper senegales. Ele começava a ficar desiludido porque queria não perceber nada daquilo que ouvia… Um pouco como o concerto que fomos ver do Baaba Maal …

Por fim, Gogol Bordello. Quando vi o cartaz, nem liguei, mas foi a maior surpresa. Música rápida, de festival a animar toda a gente. O castelo ficou ao rubro. Quando juntaram a pirotécnica, foi o extase! Muito bom.
Começamos a tomar + atenção para perceber se tocávam em ukraiano ou inglês. Acho que algumas vezes percebíamos uma coisas…

Pelas 3 da manhã em direcção a casa!
Mal sai de Sines ainda soprei no balão, mas estava a 00000000000 🙂
Começei a ficar vencida pelo cansaço e pelo sono. Ele fez de tudo para captar a minha atenção. Um autêntico co-pilto para melhor categoria
Na bomba de gasolina tomámos um café e trocámos de lugar. Depois também já não conseguia dormir e fomos todo o caminho a fazer o jogo das palavras. Palavras começadas por “R”… como Ramo-te!! 😉

kizomba

Ele
Ainda na onda do África Festival, fomos aproveitar este workshop. A s. avisou, Ela inscreveu. No dia da aula acordamos e fizemos desporto até ser hora de ir, nem chegamos a almoçar como deve ser.
Chegamos lá e ainda havia pouca gente, fomos comer qualquer coisa e esperamos mais um pouco pelos muito atrasados. Enquanto esperávamos reparei no panfleto que isto era uma aula com nível médio avançado, nós que para além de termos visto o DVD nunca fizemos mais nada fiquei preocupado. Então fui falar com o professor para avisar que éramos principiantes, mas quando se foi a ver éramos todos principiantes, ninguém leu bem os papéis do workshop.
Começa a aula, o professor Avelino chantre explica tudo desde o inicio, nós conseguimos apanhar os primeiros passos, mas depois ele começa a complicar. Como havia mais homens do que mulheres íamos rodando, então de vez em quando lá pisava os pés de outras mulheres. Ficava-me a sentir mal e pedia as minhas desculpas. Mas no fundo para uma aula aquilo nem estava a correr nada mal.
Quase ao fim ele começa a complicar ainda mais e eu já pensava em desistir, os últimos passos eram difíceis e não gostava nada de anda a atrapalhar as outras senhoras que já se safavam bem. Mas Ela insistiu e ficamos até ao fim. Fartamo-nos de suar o que só faz é bem. Já vimos que temos capacidades para apreender, temos é que praticar.
Nada me dá mais gozo do que praticar com ela qualquer tipo de desporto, é uma partilha como o nosso amor.

Ela

Este workshop foi-nos falado por uma amiga. Infelizmente à ultima hora ela não pode ir e acabámos nós por ir.
No dia anerior tivemos um jantar por isso levantámos tarde. Comemos qualquer coisa à pressa e lá fomos aprender uns passos.
Chegámos lá à hora que pediam. Mas, a aula teve que começar um pouco mais tarde porque os “Kizombeiros” demoravam a mostrar o ar da sua graça.
Enquanto esperavamos, esponjámos nos sofás à entrada a ler um panfleto sobre o “Africa Festival”. Ficamos curiosos com alguns nomes e desejamos conhecer mais. Foi ai que surgiu a maior surpresa: O curso era para Intermédios/Avançados. Ui ui ui… ELE foi falar com o professor justificando que não sabiamos de tal e que nós não tinhamos qualquer tipo de experiência.
Os primeiros passos sem stres… mas mesmo assim tinha alguma dificuldade. Ás vezes confundia com uns passos de salsa e o final não era o desejado. ELE estava mais preocupado em fazer as coisas na perfeição. Eu estava lá para me divertir! E aconteceu… Bem ou mal, já não ligo muito ao que poderão pensar. Espero divertir-me e fazer o melhor que posso. Fique aqui já esclarecido que o melhor que faço a dançar não é lá grande coisa  😦  Mas, divirto-me imenso!
Como havia menos homens do que mulheres, os homens tinham que se revesar por várias mulheres. Não achei muita graça. ELE era o meu par! Mas lá deixei…
No intervalo ele foi pedir desculpas a 2 senhoras pelas pisadelas de iniciante. Adorei esta atitude. Não lhe disse nada mas fiquei muito orgulhosa dele. 🙂
Depois foi máis fácil. Não trocávamos de par e improvisámos muitas vezes. Cada vez mais apaixonada corri o chão do São Jorge ao som de muitas Kizombas!