Junho 2007


baaba mal

Ele

Passamos o dia separados porque sabíamos que iramos estar juntos à noite. Já tínhamos tudo combinado entre nós e faltava só convidar uns amigos, mandei umas mensagens e fiz uns telefonemas, chegamos à conclusão que íamos sozinhos. Não faz mal, dervitimo-nos sempre à brava.
Assim que chegamos e vimos montes de carros e preferimos procurar um melhor sitio para estacionar, acabamos por encontrar um sítio ideal que tinha um bar com um estilo muito fixe. Vamos lá voltar é certo.
Começamos a ouvir vozes africanas amplificadas, fomos nos aproximando do palco e reparamos que a audiência não era maioritariamente africana como era de esperar.
O som começou a penetrar no nosso corpo e a nossa atenção ficou agarrada ao palco. A primeira senhora era dos camarões e tinha um som divinal, muitos batuques como Ela gosta. Vibrei bastante com o som e notava-se que algumas pessoas tinham quase involuntariamente começado a dançar, Ela estava um pouco com o estômago aos saltos por isso deixou-se ficar, mas o seu sorriso não enganava.
Veio o intervalo e fomos comer umas pipocas para o chão e algumas do chão 🙂 partilhamos ali um pouco do nosso amor, e vimos umas crianças a chegar que brincaram um pouco na Oliveira que está perto de nós, gostei da imagem.
De seguida veio o homem que realmente nos entusiasmou, Baaba Maal, realmente fantástico o seu som vindo directamente do Senegal. Tinha um grupo de pessoas com ele que também eram interessantes, principalmente as dançarinas que faziam uns movimentos extraordinários, digo até quase sobre humanos.
Assistimos, deliciados, o concerto até ao fim, depois compramos um CD com algumas músicas deles e de outros artistas africanos. Fomos então para casa com os sons africanos, e dormimos profundamente, juntos, partilhando o sentimento.

Ela

Tínhamos pensado ir ao Alentejo nesse fim de semana, mas as coisas acabaram por se alterar à última hora. É claro que tívemos que encontar algo que fazer “à última hora!”.
ELE tinha passado o dia, com os seus colegas de estudo, para concluirem um trabalho que apresentava uns gráficos com traçinhos. Apesar da explicação lá foi isso que vi e não entendi grande coisa. Mas ele é um master 😉
A noite era só para mim. Rumamos à Torre de Belém onde estava a decorrer o Africa Festival.
Foi uma boa escolha, novos sons, longe de todo o som comercial que se ouve nas rádios.
Primeiro assitimos ao concerto da SALLY NYOLO (Camarões). Gostei imenso. Imensa cor em palco, energia, musicalidade, e ainda deu para treinar o meu francês em algumas traduções. Na sexta tinha sido atacada por uma gripe de Verão. E no Sábado ainda estava “murcha”. Ele estranhava porque estava a assistir o concerto estática, coisa que não é muito comum!
No intervalo fomos deliciar-nos com um pacote de pipocas “à sombra” de uma oliveira. Não havia muita gente…
Depois veio a actuação de BAABA MAAL (Senegal). Do Senegal só conheço o “Dakar”, o famoso rali… que me trás algumas recordações… Bom, adiante!
Novamente Africa em palco. Majestosamente representada. Não o conhecia, nunca tinha ouvido falar dele. Fui agradavelmente surpreendida.
Apresentou um concerto cheio de alegria e boa música. Apesar de dar grande importância à letra das músicas, deixei-me levar pelo desconhecido e diverti-me imenso.
Fiquei espantada com as 2 bailarinas. Lá dançaram a música do Senegal com uma ginástica invejável. Havia uma que era um pouco mais cheinha mas que se movimentava de forma notável. No final tentavamos fazer o mesmo mas, sem muito sucesso!
Ficamos fãs do Baaba Maal que resolvemos comprar um cd de música africana, no qual ele constava. A sua edição também revertia a favor da Amnistia Internacional.
Depois foi rumarmos a casa… Só me lembro de ELE me ter feito um chazinho para tomar o comprimido da noite e de um toque de telefone. Apaguei naquele instante nos braços do meu amor 🙂

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santos

Ele

A noite dos santos e o ano novo são as noites boas para se sair em Lisboa, com preferência pela primeira. Pode não se sair para lado nenhum durante todo o ando mas neste dois dias é festança garantida 😉

Fiz um teste às 18:30 que é para começar bem, e até comecei porque vim a ter 15. Assim que sai dele fui a casa para deixar a mochila e levei o b. que até nem tinha muita vontade de vir. Ela já estava ao pé do nosso cefalópode com a s. e o primo, ainda convidei mais um ou outro e o f. disse que depois aparecia.

Cheguei lá, ela logo apareceu e o meu dia começou então verdadeiramente, ficamos um pouco na fila do restaurante, e começou a janta. Muita conversa, sardinha boa, outras cruas, salada, sangria e divertimento. No fim do jantar já o f. tinha chegado e partimos para os bairros. fomos até ao PS no largo do limoeiro. Todos queriam ir para o bailarico, e como eu já tinha muito anos de percorrer Lisboa inteira a pé nos santos, pedi indicações ao f. e lá fomos.

Chegamos a Alfama e lá estava o bailarico das escadas ao pé da igreja, ficamos ai ao pé das quase a noite toda, muito dança, saltos, musica pimba e tivemos oportunidade de mostrar à s. o novo movimento o “coentro” que é primo do “bang-cock”.

Eu e ela fizemos tanta macacada que o f. diz que lá perto o pessoal olhava de lado para nós, mas o divertimento faz com que vivamos num mundo à parte.

O f. já estava a fritar e fomos dar uma volta, depois de um xixi à descarada, passamos pelo PS novamente mas a festa era no bailarico, o f. estava já cansado e foi para casa, o resto foi andando para o bailarico. O primo da s. já começava a ficar contente por esta altura, era só fazer amigos e beber ginja 🙂 O b. só fugia do rapazes das t-shirts cor de rosa e olhava para as gajas.

Como ia ter um teste breve disse a ela para irmos andando, mas como o primo da s. já estava mesmo quente fomos todos embora, ele não gostou muito… mas teve que se contentar 🙂

Grande caminhada até ao carro, pequeno percurso até casa e dormi um sono de anjos com Ela do meu lado a fazer com este dia de divertimento, partilha e amizade me confirmasse que Ela é realmente uma pessoa especial com a qual eu quero partilhar os meus momentos.

Ela

É uma das noites que mais gosto em Lisboa.

Já tenho mais ou menos planeado onde deixo o carro (longe… bem longe…), onde fico a ver quem passa e onde podemos comer qualquer coisa.

Na companhia de amigos lá nos fizemos à noite. ELE tinha um teste pelo que iria chegar um pouco mais tarde.

Eu e a minha amiga lá fomos, como o caminho era longo, colocando a conversa em dia… O seu primo vinha um pouco atrás apreciando ruas e vielas da antiga Lisboa 😉

Começamos a apreciar onde íamos jantar. O menu estava decidido: chouriço assado e sardinhas!
Encontramos um restaurante simpático e como queríamos uma mesa na esplanada… aguardamos… aguardamos… aguardamos de 20 minutos, aguardamos +/- 1.30H. Mas, valeu a pena.  ELE já se tinha despachado do exame e ainda chegou a hora do jantar, juntamente com um amigo. Porreiro!

A noite estava a correr muito bem! O manjar estava apetitoso e a larica era tanta que limpámos os pratos com rapidez. Haviam 2 sardinhas que não estavam bem assadas e conseguimos ganhar + uma dose à conta delas! Depois foi dar um giro e procurar um bailarico! Ainda me recordo do primeiro ano que lá fomos que nunca o encontrámos (eu e a minha amiga!) Nas ruas de Alfama, lá fomos em direcção ao bailarico. 

O homem dos 7 instrumentos lá estava e animava uma imensidão de gente.  Foi o delírio quando se tocou Quim Barreiros. Nos braços dele houve moche a valer! Diverti-me tanto e melhor ainda, senti que os meus amigos também estavam divertidos e a aproveitar a noite.  A dançar em grupo, aos pares, nos braços dele, passaram + 4 horas de divertimento puro.

No meio de todo o turbilhão (moche à séria!!!)  ainda observamos um casal, de meia idade, que se divertia, abraçados e apaixonados. Desejamos sentir e viver o mesmo quando o tempo chegar!

Chegou a hora da partida. Mas o nosso amigo tinha-se apaixonado pela Ginja e foi complicado arrastá-lo do arraial. Enfim, para o ano há mais 🙂