Maio 2007


mercado

Ele

Ela desta vez teve que me ensinar cangurunês, ser canguru, ir a todos os sítios e estar com toda a gente. Tínhamos o concerto e ainda tinha q estar na faculdade a fazer um trabalho de grupo. Era complicado, mas ela deu-me umas dicas e consegui.

Depois do trabalho de grupo fui ter com um amigo meu e fomos em direcção ao B.leza, com medo de chegar atrasado fui o primeiro a chegar. Ela encontrou os amigos em sentido contrário mas lá acabaram por encontrar o caminho certo e todos juntos nos dirigimos ao B.leza. Um americano que vinha connosco já queria entrar numa loja de apliques de casa de banho a pensar que era o sítio. Tomamos a direcção certa e chegamos ao paço onde o Marquês de Pombal deve ter tomado algumas decisões importantes. Pensávamos que tínhamos chegado atrasados mas as pessoas ainda nem podiam entrar. Fui canguru e resultou. Ficamos no paço mais um pouco na conversa e na brincadeira, até com imitações do Marquês de Pombal a fazer algumas decisões.

Entretanto as pessoas começaram a entrar e fomos observando o interior daquele lugar antigo e com muita história. Parece que fizeram um bar no interior de um museu, é mesmo cómico. Não tinham cerveja preta… que raio de bar era aquele? Ficamos chateados, mas como vinha lá boa música não ligamos. Mas em vez de vir o Mercado Negro, meteram uns gajos com muito mau som para alegrarem a casa… Tivemos que nos contentar com a conversa e eu com uns carinhos dela.

Finalmente depois de alguma espera começaram os Mercado Negro, e foi o que estávamos à espera, muito bom som, muito boa energia. Saltamos, pulamos, gritamos, cantamos, assobiamos, divertimo-nos, foi do melhor que se pode pedir num concerto. Fez lembrar o concerto do Brix, mas esse foi mais intimista. Neste divertimo-nos à brava.

Pensávamos que o Brix ia ter uma parte mais activa neste concerto em termos vocais mas não o vocalista principal é quem lidera a banda. Não sei porque mas senti que o vocalista principal (não me recordo do nome) liderava a banda em termos ditadura, não sei explicar mas era um sentimento estranho mas negativo, do vocalista principal perante os outros membros do grupo. Mas todos davam a sua alma com coração e boas energias.

Tanto eu como ela também não gostamos muito da parte comercial, “compra, compra” e as T-shirts… não nos bateu bem.

Mas, foi uma noite demais, ainda tivemos tempo para experimentar o kizomba mas nada feito, precisamos de aulas… Isso não será um problema.

Esta noite ficará naquelas que nos lembramos facilmente… da partilha, do amor, do sentimento.

Ela

Mercado negro, mercado negro… 

Depois do concerto do Cefalópode do RB entramos nesta onda…Ficamos a saber que ia actuar, com os Mercado Negro, no B.Leza. Não conhecia o dito sítio, conhecia algumas músicas do Mercado Negro, sobretudo a boa aparência do vocalista 😉 

Ainda antes do concerto, houve tempo para ir buscar toda a “brindalhada” e dorsais para a corrida da mulher, a realizar no próximo Domingo.

Convidei uma amiga, e primos, para irmos ao concerto. Seria uma farra de despedida da S. que já estava de malas feitas para o EUA. ELE tinha a apresentação de um trabalho pelo que chegaria mais tarde com um amigo. Atraso puxa atraso…

Fui a primeira a chegar (umas poucas horas antes). Tive tempo para pensar nas coisas boas e dar graças. Confesso que também passei pelas brasas…

Depois lá apareceu a minha amiga (e primos), majestosamente numa rua em sentido contrário… É que não estava lá sinal nenhum!!! 

E foi um concerto muito bom. Totalmente diferente do anteriormente relatado, mas também bom. As músicas, na onda reggie, só emitem vibrações positivas…É claro que cantei algumas cantigas, dancei, pulei imenso e tudo de salto alto!!

Estava de rastos no final… Antes de dizermos “3” caímos nos braços um do outro!

Já agora… Conhecem o monte Sião??

Revel Brix

Ele

Andava eu a fazer pesquisas na net acerca da minha terrinha, e encontrei na página do Cefalópode uma referência ao festival Jazz que se faz lá na terra. Lembrei-me da última vez que lá tínhamos ido ao Cefalópode e fui ver se havia concertos. Ia haver um concerto de Reveel Brix não conhecia, fui ao site, vi umas musicas pareceu-me fixe.

Falei com ela, ficou decidido que íamos ao Cefalópode ver o concerto. Convidei uns amigos para virem também, cortaram-se todos. Ela ainda conseguiu convencer um amigo e lá fomos os três para lá. Chegamos um pouco atrasados, mas fomos os primeiros a chegar ao concerto ia começar muito depois da hora que estava na agenda, mas até a sala ficar mais composta jogamos 4 em linha e conversamos um pouco, sempre gostei de sitos que tem assim jogos de mesa para a malta se poder entreter sem ser com um cigarro na boca.

O cantor chega, deu para reconhecer das fotos no site, é uma pessoa bem parecida e tem um sorriso com muita energia, com muito amor, é aquele sorriso que vemos nas pessoas apaixonadas. Assim que começou a falar vi logo que é daqueles cantores que cria uma ligação com as pessoas que o estão a ouvir, também a sala é propícia a isso porque cabem poucos e ficam juntinhos. Começa a primeira música e foi demais, muito boa onda, sentimento a fluir… eu estava com ela e fez o sentimento ainda mais forte ainda mais sentido. Todas as suas musicas tinham um sentido uma história, sempre positiva que me fez sentir ainda melhor, fez-me sonhar ter ainda mais esperança no amanha…

Ele improvisava bem e é um bom comunicador, e apesar da corda que partiu e da coluna que caiu ele manteve o bem estar e o sentimento a fluir, percebi que conforme o nosso estado de espírito pequenas coisas podem ser vistas como um acidente ou um percalço, um desastre ou um leve contrariedade. A felicidade não afecta a nossa vida, passamos é a ver a vida de maneira diferente.

Eu senti algumas das músicas dele de maneira diferente, porque hoje conheço o amor, hoje percebo a ilusão do dinheiro, hoje entendo que estamos todos ligados, hoje não procuro a felicidade porque ela está em todos nós.

A meio do concerto olhamos para trás e vimos uma amiga nossa que conhecemos bem e com quem já passamos bons momentos. Que melhor maneira de passar esta noite do que partilha-la com pessoas queridas. Pena foi não termos trazido mais pessoas.

O sentimento fluiu toda a noite, todos nós o sentimos acho eu, ninguém queria partir, ninguém queria parar… mas veio a última música… ainda deu para imaginar que no nosso casamento o convidaríamos para vir dar som ao nosso sentimento… talvez quem sabe.

Fomos falar ao cantor e agradecer esta noite… Ele diz que também sentiu o nosso amor… acho que esta noite todos demos um bocado de nós mesmos para fazer algo maior. Que mais gente encontre o amor, e libertando-se do saber social consiga ver o seu irmão.

Fomos para casa, posemos Seu Jorge a tocar, ao olhar para ela senti que estas músicas alteraram os meus sentimentos por ela, são agora mais definidos, são os mesmos mas agora têm uma forma… adormecemos completamente em paz… Com um “Ganda Vibe”.

Ela

Tinha planeado muitas coisas para fazer naquele sábado.

Uma amiga, com quem tinha combinado um lanche, acabou por se atrasar e fiquei a vegetar em frente à televisão, deixando o tempo correr sem o aproveitar…Depois ela lá chegou, com o seu menino, e colocamos a conversa em dia. O menino já vai fazer 2 anos e parece que foi ontem que andávamos em crise por causa dos namorados. Hoje estamos bem e felizes ;-).  

Entretanto ligou-me um amigo a perguntar qual o programa para a noite. Como se estava a desenrolar um convívio com outros amigos, falei com eLe e o meu amigo foi também. No final todos se cortaram e o grupo ficou resumido a 3 elementos. O destino era um concerto de reggae, de quem nunca tinha ouvido falar, no cefalópode! Quando cheguei ao pé deLe tinha a sensação que poderia ter aproveitado melhor o meu dia. Não estava lá muito bem disposta. Ouvir música ia-me fazer bem! Não foi difícil encontrar estacionamento. Lá para os lados do castelo tinha um lugar à minha espera para fazer um estacionamento à master. Depois andamos por ruas e vielas, em parte mostrando essas ruas ao meu amigo que pouco conhecia daqueles lugares.  O bar ainda estava vazio. Pedimos umas cervejas pretas e fomos jogar o 4 em fila. Ainda consegui ganhar algumas vezes (algo que com o computador nunca aconteceu…) e por uma vez perdi e pensava que tinha ganho. Estava sem óculos bahbah!!! Depois comecei a tomar grande atenção às diagonais. O segredo está nas diagonais!!! 

Depois lá chegou o grupo! Um trio: bateria + baixo + guitarra/voz. Confesso que já não me lembrava do nome de quem ia ver a actuar. Não interessa desde que seja bom.

 E… Foi um dos melhores concertos da minha vida! Sentiu-se a intimidade de quem cantava e de quem ouvia. As letras provocavam sentimentos que não eram indiferentes aos 3 que estávamos naquela mesa. Cada um em fase diferente na sua vida e com a sua interpretação. No meu caso senti o meu coração ser mexido e remexido e a aumentar, ainda +, o sentimento que tenho por eLe. Sobretudo com uma grande dose de alegria, positivismo, bem-estar e muito, muito amor!E isso sentia-se no ar… 

Brix é o nome do “causador de sensações”. Um homem que ama a vida e aquilo que faz. E quando a gente faz aquilo que ama… só há um resultado!  Sorri tanto durante o concerto que quando terminou me doíam os maxilares. Sorri de contentamento e de felicidade.

Cantamos, batemos o pezinho, abanamos o corpo e acima de tudo fomos invadidos pelo bem-estar, pela alegria do Brix que com o seu sorriso, presença e bem-estar nos conquistou rapidamente. Recordo que durante o concerto aconteceram alguns percalços: partiu-se a corda da guitarra, ele partiu o seu colar que trazia ao pescoço e por pouco uma coluna não o acertava. Mas, ele encarou essas situações com um sorriso e identificou-as como resultado de uma grande energia que estava no ar. Certamente vinha do chácara do coração de todos os presentes. Ao comentarmos a situação no caminho de regresso concluímos que cada um vê os enguiços da mesma forma como vive a vida 😉

Brix comentou que um dia gostaria de ter uma grande casa para acolher os seus muitos amigos. Desejo bom que tenho a certeza que se vai realizar e quem sabe não possamos lá dar um salto! 

Depois lembrei-me… Ele seria o ideal para a festa que planeamos dar daqui a algum tempo. Comentei com eLe também achou que só poderia ser ele. Vai de encontro ao que desejamos fazer. Mas isso ainda é segredo… 

No final daquele “shake” de emoções fomos falar com ele. Dizer-lhe o quanto tinha sido bom, que partilhamos a mesma onda, a mesma energia, a mesma frequência, a mesma alegria pela vida. Ele foi simpático e disse que também tinha sentido que estávamos lá… 

Naquela noite também se realizou o Creamfields. Avistamos as luzes ao longe a musica techno. Mas vínhamos tão absortos pelo concerto que parecíamos estar alheios a outras realidades.

Antes de nos deitarmos, tivemos vontade de ouvir “Seu Jorge”. Ao som dele, parados, olhamo-nos e contemplamos a alma que nos torna únicos…

porto covo

Ele

Resumindo, foi daquelas viagens mesmo agradáveis. Eu sei que é estúpido resumir no princípio mas não me consigo controlar, gostei muito desta viagem.

 

 

Partimos sábado com os pais dela, depois de uma sexta muito boa. Fomos até Setúbal, passeámos um pouco, fomos ver o forte, é muito giro e tem uma vista muito boa. Tive pena de não termos visto um pouco mais da parte de dentro do forte que não dá para visitar. Depois fomos para a parte velha de Setúbal. Tinha uma banda a tocar para festeja a nossa chegada, e fizemos um passeio pelas ruas com montes de lojinhas. Foi muito bom, gostamos muito destes bairros comerciais parecidos com a baixa lisboeta. Ainda vimos o Bocage que a mãe dela dizia q não se via, e comprovei porque ia quase passando despercebido. A larica ia apertando e fomos em busca de restaurante, andávamos meio perdidos, mas o cheiro da sardinha assada conduziu-nos a um restaurante tipo tasca. Bem, que boa descoberta, não nos podia ter calhado nada melhor, foi a melhor sardinhada q comi na minha vida. Com todos de barriga super cheia, lá fomos continuar a viagem.

Seguimos para a Comporta, pois ela queria levar-me lá, acabamos na praia da Comporta, não era bem o que ela queria, mas ela já não se lembrava do caminho. Aquela praia é muito boa, pôr um post-it para não esquecer. Com a soneira que estava só me apetecia mandar-me para a areia… mas lá fui com eles para o carro.

 

 

Seguindo um caminho pacifico de estradas locais encostado à costa chegamos a Sines. É uma vila bonita, com duas chaminés muito altas, um castelo faz de conta, e arrumadores de carros mandriões. Um sítio bonito mas num instante fomos embora para o destino final.

 

 

Chegamos cedo a Porto Covo, fomos logo para o hotel para deixar, as malas. Estava à espera de um quartinho com duas camas e uma casa de banho, mas saiu-me um T1, na sala/cozinha tinha duas cama de solteiro com gaveta. Era um T1 para mim e para ela, e outro para os pais, era montes de espaço só para duas pessoas mas vale a pena porque é mais agradável do que um quartinho. Deixamos as malas, e fomos passear. A vila é pequena mas agradável, passeamos bastante a pé e acabamos a tarde a beber uma jola num café com vista para o mar. De seguida fomos para casa, dormimos uma soneca e fomos à janta. Mas não iríamos encontrar restaurante que batesse o das sardinhas, e de facto não o encontramos. Durante o jantar o pai dela estava quase a passar-se de eu não querer comer quase nada para além da sopa… ainda sentia as sardinhas ao saltos na barriga, queria apenas algo ligeiro, ele não estava a compreender, foi engraçado. À vinda para o hotel fui a conduzir e ela foi pela primeira vez no banco de trás do seu carro. A mãe que ia com ela aproveitou para lhe dizer que devia ter cuidado comigo, para ir antes dormir no quarto dela, hehehehe, ela usou psicologia inversa, “Não quero falar mais disso”. Assunto resolvido. Estudei um pouco até ela adormecer, e depois fomos dormir. Dormimos juntinhos e cúmplices do nosso amor. No outro dia tivemos um acordar matinal pelo pai dela. Passeamos mais um pouco, pagamos as contas e lá fomos.

 

 

Nesta viagem conduzi eu, podendo assim receber as carícias dela. O destino era Vila Nova de Mil Fontes. Ficava perto, num instante lá chegamos sem deixar de apreciar aquelas maravilhosas paisagens. Seguimos as setas turísticas, e demos com o forte daquela vila. Bonito mas propriedade privada, visitar está quieto. Fomos passeando à espera da hora do almoço, ainda deu para encontrar umas lojas interessantes onde fomos turistas… A mãe dela gostou de lhe comprar umas prendinhas de coisas que ela realmente quer. Almoço, e partida para casa.

 

 

Conduzi o caminho todo, ela ainda dormiu um pouco, paramos para esticar as penas e trocamos quando chegamos a casa. Deixamos os cotas em casa e acabou o fim-de-semana em família por aqui. Tivemos ainda uns bons momentos mas foram nossos para festejar os 8 meses.

 

 

Adorei passear com ela e os pais. Conheci-os melhor, as suas manias, defeitos e virtudes, ao conhece-los melhor conheço-a melhor. Eu e ela tivemos implicâncias para definir como ajudar melhor o próximo, mas sendo os pais dela, tenho que dar vantagem à opinião dela, algo que me falhou por vezes. Tenho que apreender a usar um perfil mais discreto para dar a minha opinião, assim como ela sabe fazer tão bem.

Resumindo…

 

 

Ela

 

Há já algum tempo que prefiro comemorar o meu aniversário em família. Calmamente tirando proveito do convívio com a minha família! Este ano tenho a companhia deLe.

Tomamos a direcção para Porto Covo. Tinha decidido não ir por auto-estradas. Queria mostrar-lhe algumas coisas…

Passamos por Cabanas, local onde trabalhei, depois fizemos uma pela visita à serra da Arrábida e fomos até ao forte de S. Filipe, apreciar a vista, o vento e carinhos.

Em Setúbal comemos uma bela sardinhada num restaurante que chegámos lá pelo cheiro… Bombordo, um nome a reter!

Depois de enfardar uma dose monumental de sardinhas apanhámos o ferrey-boat para Tróia (onde ainda fizemos a figura do “king of the world”) e continuamos o nosso caminho junto à margem.

Estavam um bom dia de sol e deu para apanhar algum bronze 😉 O meu amor está um pouco branquinho e temos que alterar isso…

Passamos por Sines, na esperança de ver o castelo e alguma informação sobre o festival “musicas do mundo”. Este ano gostaria de lá ir… Nem se pergunta na companhia de quem… Mas não havia ainda qualquer informação. Depressa fiquei a saber que o recinto não suporta muita gente. Vou estar atenta…

Depois chegamos a Porto Covo. Foi procurar o hotel, dar um passeio enquanto o sol ainda estava alto, conhecer a vila, apreciar a paisagem e trocar beijos, carinhos, festas e “catações” 😉

Chegou a hora do jantar e ainda estávamos um pouco cheios da sardinhada do almoço! ELE dispensou o jantar, fazendo-nos companhia e comendo um pouco do meu prato.

No outro dia levantámos a meio da manhã e demos um outro passeio. O almoço foi em Vila Nova de 1000 Fontes.

Ainda deu tempo para comprar-mos uma lembranças do fim de semana. Finalmente tenho um bambu com o barulho da chuva!

No final os meus pais estavam satisfeitos, e eu também…

 

queima
Ele

Já tínhamos pensado nisto várias vezes desde que o meu primo nos convidou para lá ir. Pensei que não ia dar para mim porque estaria ocupado, nesse fim-de-semana, mas depois lá consegui resolver as coisas mais rápido do que eu estava à espera.

Tínhamos o fim-de-semana todo e como somos bons cangurus lá fomos a saltitar para satisfazer toda a gente.

Sexta-feira partimos para casa dos meus pais, fizemos o nosso jantar com muito amor, e bebemos um chá com toda a família, dormimos juntinhos com planos de acordar cedo para fazer um passeio matinal.Sábado acordámos ao meio-dia, os planos matinais foram à fava. Mas fomos de qualquer maneira passear no campo. Perto te minha casa existe um grande área propicia ao passeio com muita natureza, levamos a minha cadela e passamos um bocado bem agradável. Até deu para nos deitarmos naquela erva fofa mesmo sem manta, perto de um campo de malmequeres onde podemos apreciar os cheiros de ervas, flores, natureza. Depois, voltamos para casa e fomos almoçar bacalhau assado na brasa com batata a murro que a minha mãe fez para nós, que maravilha de manjar. Para fazer a digestão fomos passear pela serra acima, em busca de um pequeno paraíso de bem-estar. Já tinha lá estado à algum tempo e era um pequeno planalto com oliveiras e erva fofinha que dava para dormir umas boas sonecas. Desta vez levamos mantinha mas esquecemo-nos de levar água. Andar pela a serra acima ainda cansa, e sem água Ela já estava a começar a bater mal. Prometi-lhe o paraíso e Ela fez um esforço por mim. Quando lá chegamos era um planalto de espinhos e de terra lavrada… nada confortável para dormir uma soneca. Manda-mos a desilusão dar uma volta, e fomos fazer chi-kung. Valeu a pena.Partimos em direcção a Coimbra e depressa lá chegamos. Bebemos uma Preta assim que lá chegamos só para entrar no espírito. O meu primo depois de acordar lá deu connosco e fomos para casa dos meus tios. De seguida fomos dar um passeio por Coimbra guiado pelo meu tio e compramos os bilhetes para a queima também. Ficamos a conhecer umas coisas e talvez cá voltemos um dia. Voltamos para casa para jantar e para estar um pouco com os meus tios. Andamos a tentar por um pouco de água na fervura, já que eles andavam um pouco preocupados com as saídas do meu primo… nada de especial para que está na semana da queima.Entramos então no recinto. Ainda era cedo aí umas 23:30, já tocava uma banda qualquer que também não tínhamos muito interesse em ouvir, apesar de terem um som minimamente agradável. Fizemos a voltinha da praxe, vimos as outras barraquinhas mais viradas para o disco. Depois de algum tempo fomos ao pão com chouriço. Até faz lembrar o dia 1 de Janeiro de 2006, dia em que falamos pela primeira vez. Entretanto lá começa Rui Veloso e o recinto já estava mais composto. O rui não estava lá com muito power, ouvimos um pouco e passeamos mais um bocado, bebemos umas jolas, curtimos o som disco na barraquinhas e começamos a notar que não existia negros lá no recinto. Estivemos lá aí umas 6 horas e apenas contamos 10 negros incluindo o que vimos no palco. Não dá para perceber. O meu primo entretanto apareceu, tivemos um pouco com ele e deu para ver os moves do homem, foi atacar umas japonesas. Heheh. Perguntamos a ele o que era feito dos negros em Coimbra. Ele diz que eles não têm dinheiro para pagar o bilhete… comentário um pouco racista, não deve ser verdade, acredito mais que a população negra em Coimbra seja em menor quantidade. Depois de uma conversa breve o meu primo voltou a desaparecer. Fomos atacar o porco no espeto que estava bem bom.Pouco depois começa a parte boa, os Da Weasel. Deram um grande espectáculo, fomos das poucas pessoas que fartaram-se de saltar, aqueles gajos de Coimbra são uns atados de primeira. Foi mesmo divertido e didáctico, pois eles passaram a mensagem da luta contra a SIDA, usem camisinha, foi muito boa onda da parte deles. Acabo o concerto rumamos a casa, para uma noite bem dormida na companhia Dela.

Ao acordar partimos logo para a minha terra, não sem antes agradecer a estadia ao meu tio que até nos lavou os sapatos. Pouco depois chegamos à minha terra ainda a tempo de darmos um beijo à minha mãe no dia dela, Dia da Mãe. Almoçamos juntos e ela teve que partir rapidamente para o trabalho. Mais tarde lanchamos com ela ante de voltarmos a Lisboa. Demos boleia ao meu irmão e a sua namorada, e assim que chegamos fomos tomar o nosso banho que era bem merecido. Relaxamos um pouco com beijos e carinhos e fomos jantar com a Mãe Dela.

O restaurante já era conhecido, e cá voltamos novamente para ajudar os amigos. Ela acabou por se chatear um pouco com os seus papás, temos a tendência para nos chatearmos com as pessoas que mais gostamos. Mas acabou tudo em bem, voltamos a casa dos pais Dela onde recebeu a prenda adiantada de anos. Ela ficou feliz com a sua balança de cozinha e promete uns bolos fantásticos.

Voltamos para casa, arrochei logo, nem o gato fedorento vi, sinceramente. Ela tratou das suas coisinhas e fomos dormir um sono maravilha. Terminamos assim este fim-de-semana que promete tanto, promete uma vida feliz, em que apenas 3 dias conseguimos fazer felizes pais, tios e nós próprios. É bom, é bom ser feliz e acima de tudo conseguir partilhar essa felicidade.

Ela

Queima das fitas – Coimbra 

E riscámos mais uma coisa da lista… 

Esta lista está a ser feita à medida que descobrimos que ambos desejamos ir a um local. Um desses locais era à Queima das fitas a Coimbra. Este ano era o escolhido. Estivemos lá no passado Domingo.Nesse Sábado levantámos tarde. Mesmo com o despertador não fomos capazes de nos por a andar antes do ½ dia. Mesmo assim, antes do almoço resolvemos dar um passeio à mata para ver a felicidade da cadela estrelinha no meio de tanta liberdade e com tanto espaço para correr.Depois almoçamos. E logo a seguir passeio parte II. Este não resultou tão bem apesar de todos os apetrechos, mas ainda deu para praticar Qi-Kung na natureza (onde deveria de ser feito).A meio da tarde pusemo-nos à estrada para Coimbra. 

Sem saber se deveríamos sair em Coimbra Norte ou Sul, optámos pela Sul. Estacionamos perto da RN. Aguardávamos que o primo dele nos viesse buscar e nos conduzisse a casa.O caminho não era longe mas estava cheio de pormenores que ao mínimo detalhe nos poderíamos perder.Os tios estavam à nossa espera para nos receber. Amavelmente o seu tio foi um bom anfitrião. Fomos comprar os bilhetes para o espectáculo e levou-nos a fazer uma pequena excursão, mostrando-nos como Coimbra tinha evoluído. Havia já bastante tempo que não passava por aquela terra. Achei-a diferente. Realmente é uma terra universitária. Os novos pólos estão cada vez mais desenvolvidos e há projectos para mais e melhor. Que sejam concretizados…Depois foi o jantar e a amena cavaqueira … A esta altura já o primo se encontrava trajado a rigor e no recinto da festa. Nós chegaríamos bem mais tarde.Devemos ter saído de casa por volta das 23:00. Seguimos a preceito todas as indicações dadas e não demorámos muito a chegar ao recinto dos concertos.  

Já lá no recinto, ouvimos quem estava a tocar e fomos dar uma volta de reconhecimento. Parámos nas tentas electrónicas, vimos o Mondego, a preparação de bebidas, as casas de banho e muita gente nova. Nova até demais…Actuou o Rui Veloso e a nossa estratégia era ouvir umas músicas e quando estivéssemos saturados dar um giro. E assim aconteceu.Bebemos umas cervejas Pretas (a preferida de ambos), comemos tiras de milho (somos ambos loucos por isso), um pão com chouriço, uma sandes de porco no espeto…A lua estava majestosa sobre o Mondego. Também nós aproveitámos a sua luminosidade (misturada com outras luzes) para tocar beijos, carinhos e muito amor.Depois de algum tempo lá encontramos o primo. Bem trajado, bem-falante e com gosto pelas asiáticas;-) Acho que se divertiu porque nunca mais o vimos…Depois vieram os Da wheasel. Grupo da minha, e da dele, eleição. Aliás foi no concerto em Belém que saímos pelas primeiras vezes, onde já havia um interesse de parte a parte. Boas memórias.E este concerto não fugiu à regra de bom. Ouvimos novas músicas, velhas, deu para saltar e chegámos à conclusão que aquela gente não é de moches… Fiquei contente do PacMan incitar ao uso do preservativo informando que o nº de seropositivos está a aumentar estrondosamente. Sei disso porque tenho uma amiga a trabalhar nessa área que me relata o mesmo. Faça o que fizerem  mas usem o PRESERVATIVO! 

Depois o regresso Yupi, Yupi não nos perdemos e chegamos a casa direitinhos!No outro dia foi despachar a correr. Era dia da Mãe e havia 2 mães a cumprimentar.Conseguimos almoçar com a mãe dele e jantar com a minha. Foi um fim-de-semana muito feliz que jamais irei esquecer. Por onde passamos deixamos muita gente satisfeita, e isto é a coisa mais fácil quando estamos felizes com nós próprios e com quem amamos!