indie

Ele

Ouvimos falar do festival…. Este não o íamos deixar passar… disse logo que tínhamos de ver pelo menos um filme para que não deixássemos passar a semana. Encontrei-me com o nosso padrinho no império, ela estava atrasada, lemos na agenda as sinopses dos filmes e delineamos um plano para ver uns poucos que achássemos interessantes. Ela chegou atrasada… transito, e perder autocarros.. tadinha, aceitou logo as nossas opções.
O primeiro que fomos ver foi do japonês que estavam a fazer tributo… Parecia que estávamos noutro mundo… Todos se riam, graças a deus ela não se ria comigo… éramos os únicos… As coisas que mais gosto é um bom sentido de humor e as que mais detesto é um mau sentido de humor. Ainda bem que temos o mesmo. Como não achamos piada e estava muito calor, dormimos uma soneca os dois. Resumindo não achamos piada.
O segundo foi o “Nubai, o rap negro de Lisboa”, este sim, é a jóia da coroa e valeu totalmente a pena. Fala do hip hop de intervenção, dos escapes dos jovens de bairros de realojamento, pessoas com problemas monetários, que encontram formas criativas de demonstrar a sua arte. Houve de seguida um debate com o realizador, foi muito interessante, ele pensou em fazer um documentário, foi e fez um, com cameras emprestadas e tudo mais, mas quis algo e foi buscar… não esperou por subsídios, nem pensou que se calhar alguém já fez isso. Resta dizer que o realizador é brasileiro, querem mandar os emigrantes embora, devíamos era apreender alguma coisa com eles.

Ela

Tinhamos que passar por lá. Ele ficou satisfeito quando o jornal trouxe todo o programa do festival. Uma das coisas que tínhamos que fazer era escolher quais os filmes que iríamos ver. Por isto, por aquilo, pelo outro, a escolha acabou por ser feita no café Império e pelo nosso amigo!

O primeiro filme era às 18:15 e dava tempo para ainda irmos jantar com uns amigos! O filme era japonês. Ok! conhecer novas culturas é sempre bom… Pois eu teria tido a oportunidade de conhecer alguma coisa se me tivesse mantido acordada. Havia muito tempo que tal não me acontecia. Nem mesmo quando fomos ver o grande silêncio tal aconteceu. Não me posso manifestar muito sobre o filme porque na verdade não o vi 🙂 Isto é o mal daquelas almofadinhas laterais…

O outro o tema já era mais sugestivo. Também foi sugerido pelo nosso amigo. Ainda pensamos 2 vezes. A má experiência anterior deixou-nos um post-it: “Não deixar a cargo do D. a escolha de filme”. Lá fomos… Compramos os bilhetes para os 4, fomos ao Macdonalds, à Cheyenne e depois lá fomos para o Londres esperar os nossos amigos… e esperamos… esperamos… e deixamos os bilhetes na bilheteira! Não me recordo do título mas tratava-se de um documentário em torno do hip-hop cabo verdianao desenvolvido nos bairros da Arrentela, Cova da Moura e outro… Foi muito interessante. Retratou uma realidade, que na verdade desconheço, mas que me pareceu veridica. A música esteve sempre presente e o sono afastado. A minha almofada lateral também se portava ao nível: bem acordado! No final, assim como no início, contamos com os esclarecimentos do realizador que explicava o intuito do documentário, dificuldades, anseios e consequências da sua exibição. Afinal foi num filme português que aprendi ainda mais sobre a minha cultura e o que me rodeia. Tempo muito proveitoso… É claro que ele estava por perto. No final fiquei muito orgulhosa nas sua perguntas ao realizador 🙂 GMT