Fevereiro 2007


big band

Ele

Onda jazz é sempre um bom destino, era para irmos ver os Big Band Jazz. Antes, tal com à cinco meses atrás fizemos o jantar. Quer dizer, não foi fazer, foi mais aquecer, depois comemos do meu pão com queijo e outras coisas que fazem bem à alma. Depois da janta, lá fomos visitar a minha tia, como o meu irmão lá estava fomos com ele ver o concerto.   Após cinco meses, repetimos mais ou menos os mesmos passos, com a diferença que partilhamos um maior amor. O meu irmão foi um bom acrescento à noite. Poucas palavras para uma noite rica de afectos.

Ela

Todos os dias comemoramos… Não precisamos de dias “comerciais” para jantarmos ou ter um serão juntos e agradável.  Começamos pelo jantar. Sopa de peixe da mãe dele, acompanhada por um belo pão caseiro.Depois, ainda na companhia do seu irmão, fomos ao OndaJazz assistir ao concerto de terça-feira. 

Ficámos logo na primeira fila, bem perto dos metais. Eram 19 elementos, na sua maioria trompetes e saxofones. Estava convencida que eram americanos (até divulguei…), mas surgiram portugueses de gema! Um deles, já o tínhamos visto no Jazz Bar no Barreiro. Desta vez portámo-nos bem melhor! As palavras foram menos. Foram trocadas por carícias… mãos no joelho, pescoço e eternos beijos. Fui beijada e muito acarinhada. Às vezes só temo não corresponder ao mesmo nível.   Amo-te e gosto muito de te ter na minha vida 🙂

eca

Ele

No nosso fim-de-semana especial fomos, por ideia da menina, à casa deste escritor. E que bela ideia que foi. Demorou um pouco a encontrar o sítio, o pessoal no norte não acredita em placas pelos vistos, mas lá chegamos. Eu e ela ficamos impressionados com o local e a casa, Casa Tormes. Não havia ninguém à vista mas lá encontramos as senhoras das limpezas que nos indicaram o caminho certo. Fomos ter com outro casal que já tinha começado a visita guiada. A “doutora” era uma guia engraça, parecia que sabia tudo, então esforcei-me para perguntar os mais ínfimos pormenores para ver se a deixava sem resposta, mas a sacana sabia mesmo do que falava, ou então metia muito 🙂

Apreendemos algumas coisas acerca de Eça de Queiroz, o facto de ele escrever em pé, o pormenor de ele não deixar ninguém mexer na secretária dele (algo que compreendo perfeitamente) e o mais engraçado foi saber que ainda vivem descendentes de do Eça na casa, ás vezes temos ideia que a família destes escritores antigos já morreu toda. Ainda mais engraçado é que a senhora tem que sair da sala todas as vezes que alguém vem visitar o museu, que ao mesmo tempo é a casa da senhora. Já o Eça para além de ter cabelinho à Paulo bento, era um parvo…. Isto porque ele e a esposa dormiam em camas separadas… pfff parvo 🙂

Para ajudar a casa compramos uma vinhaça que eles lá fazem, e diz que o Eça também gostava, bebemos a garrafita ao jantar 🙂

Ela

Perguntámos no Hotel o que poderíamos ver na zona. Entre algumas sugestões foi referida a casa do Eça de Queiroz. Não é muito longe 10 a 15 Km a caminho de Baião.Realmente não parecia muito longe e fomos lá.Andamos, andamos, andamos, andamos e ainda bem que o meu amor tem o bom hábito de perguntar as direcções. Eu não tenho!Quando perguntamos já tínhamos andado + do que era devido. Voltámos para trás. Diziam “Vão andando e irão ver uma placa que assina-la a fundação”.Comentários à placa: Está tudo maluco??? Então queriam que a gente visse uma placa daquelas da estrada?? Ela não deve ter + de ½ metro de cor castanha com umas pequenas letras esculpidas… Francamente!!!!   Estava curiosa com o que ia encontrar. Deixamos o carro ao pé da PLACA QUE NÃO SE LÊ DA ESTRADA, e fomos descendo até à casa. Estávamos na pequena localidade de Tormes.  Entramos no átrio. A casa era grande mas não majestosa. Espreitamos aqui e ali mas não víamos ninguém. Ele foi à procura de alguém e encontrou…Pouco tempo depois fomos integrados na visita guiada que tinha começado há poucos minutos. Éramos 2 casais.A anfitriã conhecia bem os cantos à casa. Ele bem que tentou apanhá-la na curva, mas sem sucesso… 

Ficámos a conhecer pequenos/grandes pormenores como: Que Eça de Queiroz escreveu todos os seus livros de pé, tinha uma alta secretária; foi presenteado com um quadro do Rei D. Carlos (que não fazia a minima ideia que era pintor…); vimos alguns dos seus objectos pessoais: lunetas, aparas caixas para as cartolas. Naquela casa ainda mora uma neta (filha da Maria). O caricato é que quanto há visitas a senhora desloca-se para outras partes da casa. É a presidente da fundação e apesar dos seus 80 e muito ainda participa activamente. 

Para lá da casa a visita incluía a ida à capela e ao lagar. No lagar fomos deixados aos prazeres dos brindes (bahbahabah…)., mas na companhia de uma senhora muito simpática que nos deu mais alguns pormenores. Nomeadamente sobre os jantares Queirosianos no qual é servido o arroz de fazas. Resolvemos, experimentar o famoso vinho de Tornes. Lá viemos com uma garrafinha que deliciámos no jantar já no Hotel.  No caminho de volta, até onde tínhamos deixado o carro, conhecemos o Lorde. Um Golden Retriever, castanho, muito bonito que simpatizou connosco e nos acompanhou no caminho de regresso.  Foi uma tarde magnífica, com uma vista extraordinária, na companhia da pessoa que Amo e com detalhes muito importantes… quase perfeito…