Novembro 2006


crew hassan

Ele

Fugimos a uma festa do rock para vir a este espaço que por acaso decorria o evento do Bio Pop. Uma festa dedicada à cultura biológica e comércio justo. Viemos um pouco à descoberta, e pedimos um moscatel de um produtor biológico, valeu a pena aquilo aquecia bem. Viva a agricultura biológica, hick!

Este espaço é todo muito agradável e com uma aura que é partilhada por todos os visitantes. Fez-nos lembrar o Bacalhoeiro que onde já fomos outro dia. E parece que eles sabiam que nós vínhamos, pois ocupara todas os lugares sentados menos um, o que proporcionou que ela sentasse aquele rabinho bom no meu colo…. mmmm

Mais uma noite perfeita.

Ela 

Uma das coisas que fazemos mais é ir à descoberta! E lá temos sido bem sucedidos. Não fazia ideia que em Lisboa existiam organizações culturais que abrem as suas portas a ilustres desconhecidos. Desprovidos de luxos provocam um ambiente de bem estar. Para quem aprecia coisas simples. E na simplicidade, percorremos as diversas divisões da casa. Bebemos um moscatel Bio (que a mim fez-me logo curto-circuito…). Folhamos alguns livros e depois lá encontramos 1 cadeira. Uma cadeira para 2 pessoas… Pois! que bom… No colo dele trocamos carinhos, beijos, sussurros, emoções, ideias, bem estar num espaço bem aprazível. Falamos em lá voltar. É daqueles sítios que se podem levar amigos e ter uma conversa descansada. Ou não… mas, para namorar é mais um daqueles sítios!

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teatro  Ele

Agora apanhámos a mania de ir aos bares dos teatro e aos bares dos cinemas… Mas a verdade é que tem valido a pena, e esta peça de facto valeu a pena. Teve o melhor preço que pode haver, e o “One man show” foi bom. Achei curioso, foi ele falar de certas coisas que a mim não me dizem nada porque nunca passei por lá, e se eu nunca a tivesse conhecido, acho que nem sequer entendia o que é que ele estava para lá a falar. A ela é que bateu mais o que ele referia, problemas de trabalho, querer de repente fugir mas esta agarrado pelos ditos cujos à casa e ao carro etc. A peça por vezes deprimente e noutras sadicamente engraçada… O actor até chorou num dado momento, que me fez pesar não em melancolias mas sim que “este gajo deve ser um falso do caneco”.

Mais uma saída de saldo positivo de partilha de momentos com ela.

 Ela 

 

Ainda não vi um Monólogo que eu dissesse que não gostava. Gosto de todos!!Penso eu que não conseguiria expor-me daquela maneira. Um actor, com pouco ou nenhum, cenário a dissertar um texto recheado de emoção e transmitir isso para o público. Todos aqueles olhinhos à espera, ansiosos por saber o que se segue! 

Tiago Rodrigues interpreta este monólogo oscilando entre o humor sarcástico e o deprimente. Como espectadores éramos constantemente questionados sobre o que deveríamos esperar da peça. Basicamente esse era o fio condutor do monólogo. Confesso que não esperava nada… Mas acabei por passar alguns momentos agradáveis.Um deles foi quando o actor, numa interacção com o seu público, bebe um golo de um sumo de laranja. Sumo de laranja que estava ao meu lado, que me foi perguntado se era meu e que eu, sem pensar, disse que não… Mas era DELE!!! O meu amor… francamente!O pormenor que ambos comentámos foi o facto de ele ter conseguido chorar… assim sem + nem –, pensámos nós!

 grove

Ele

Depois de uma ida ao cinema ainda era cedo para ir a correr para casa, fomos aproveitar a noite indo ao bar deste cinema ver o “Groove 4tet”. Companhia agradável dela e do meu amigo, musica boa e uma bebida simpática na mão o que mais podemos pedir. A banda safou-se bem, sem vocal, apenas instrumental… e que bom som que deram. Foi pena ter apanhado apenas o fim.

Ainda terei umas fotos, mas no futuro quero é recordar estas palavras que eu e ela escrevemos.

Ela O cinema São Jorge é daqueles sítios em Lisboa que nos habituamos a lá estar. Só nos lembramos que tal pode mudar se forem comprados pela religião maná. Até lá, está!Pelo sim pelo não, já temos foto no átrio para a nossa posterioridade 🙂

Pela LeCool escolhemos ir assistir ao concerto dos Groove 4tet. Um concerto no café do cinema São Jorge, e de graça, pareceu-nos boa ideia. Na companhia de um amigo, fomos surpreendidos por um som diferente, uma espécie de jazz executada por um grupo muito novo com vontade de vencer, mas sobretudo a tocarem por prazer. Porque quando se faz algo por prazer vê-se, sente-se, é indescritível! Todos eles eram excepcionais… Ora realçava mais o guitarrista, ora o do sintetizador, ora o do contra-baixo e o baterista também não ficou para trás…Se dermos conta que irão lá estar novamente, nós também lá estaremos.  Ai é verdade ainda ficamos a dever 2 cervejinhas… ui que caloteiros!!!

 carlos

Ele

Ela gosta do realizador Edgar Pêra, então lá fomos nós ver a mostra de um documentário dele, chamado “Movimentos Perpétuos – Tributo a Carlos Paredes”. Como cheguei mais cedo que ela aproveitei para preparar umas surpresas românticas… foi giro ver a cara dela quando as recebeu.

O documentário começa e mostrei-me logo interessado pois ele tinha excertos de monólogos dos concertos… muito interessante ouvi-lo falar. A imagem era agradável apesar de não achar nada de extraordinário. Concluindo foi óptimo saber mais acerca desta personagem que tanto gosto, e principalmente saber que era uma pessoa divertida, humana e humilde, qualidades que tanto aprecio.

Depois como estávamos lá fomos descobrir o que era a fonoteca… ficamos bastante agradados com a quantidade de música portuguesa que eles lá tinham.

Vai decididamente merecer uma segunda visita com ela, para descobrirmos nova música para dar banda sonora ao nosso romance.

Ela 

Nesse dia esteve um grande vendaval. No local onde trabalho todo o dia tivemos acompanhado pelo som do vento nas frechas das portas “uhuhhuhhuhuhu”.  

Combinámos ir ver o documentário da vida de Carlos Paredes realizado por Edgar Pêra. Já tinha ouvido falar da fonoteca, mas não tinha tido oportunidade de lá ir. É daquelas coisas que vamos adiando… Para quem não sabe (como eu não sabia), a fonoteca situa-se nos confins do centro comercial Monumental. Pois é, o comércio, tem a primazia da localização e o aspecto cultural é atirado para sítios discretos de labirintos. Imagine-se que alguém vá a um centro comercial só para ir à Fonoteca? Impensável! 

 

Para além das saudades e da agradável surpresa que ele me proporcionou (que repousa na minha memória), vimos o documentário que alterou o modo como via Carlos Paredes. Transmitiu-me ideia de ser pessoa modesta, de dominar a arte e tirar dela o máximo prazer em detrimento do proveito financeiro. Ainda há pessoas assim, ainda há esperança…

 

O documentário lá contava com imagens “saltitantes” acompanhadas pela guitarra portuguesa majestosamente tocada. Tipicamente uma curta metragem com assinatura de Edgar Pêra. Não percebo muito de cinema do aspecto técnico, gosto de ver coisas diferentes…

 lomo

Ele

Depois de uma tarde perdida num centro comercial, ela deu-me um lanche especial. Mas para recuperar do choque consumista da tarde fomos sair com amigos, depois de jantar lá fomos nós para ao Be Jazz. 

Estar com os amigos é bom, mas estar com os amigos do “pêto”, com ela e com um bom Jazz a fazer a banda sonora é simplesmente delicioso. Só tive pena de estar extremamente rouco e não poder estar a 100%. É bom ver que fora de Lisboa também existem sítios bons onde se pode ir… viva o descentralismo 🙂 Depois de ter saído só tinha uma questão, quando é que voltamos? Quando é que voltamos a estar assim tão bem? 

De acordo com a experiência, será em breve…

Ela

Jazz no Barreiro? A princípio não parece uma boa sugestão. Mas, com a escola de jazz no mesmo edifício, fazia sentido um bar por aqueles lados. É um espaço a reter na margem sul. O espaço tem as dimensões certas que o tornam acolhedor e convida-nos a passar um bom bocado. O grupo, nessa noite, foi a banda sonora perfeita! Não sou muito conhecedora de jaz e a minha avaliação é feita pelas caracterizações: “gosto/ Não Gosto”.

Gostei e recomendo…Num serão com amigos, depois de um pão com chouriço e piza, tivemos uma noite para recordar. A ouvir música, a contar piadas, a relaxar mas, sobretudo, a gozar o momento. Foi bom estar com eles!

 lomo

Ele

Lomografia, um conceito engraçado de fotografia que prova que a probabilidade diz que é fácil de fazer uma fotografia boa. Para quem não sabe aqui vai as 10 regras de ouro: 

01 . Leva a tua Lomo onde quer que vás.

02 . Usa-a a qualquer hora do dia ou da noite.

03 . A Lomografia não interfere na tua vida, torna-se parte dela.

04 . Aproxima-te o mais possível do objecto a fotografar, se assim o desejares.

05 . Não penses …… lomografa.

06 . Sê rápido.

07 . Não precisas de saber antecipadamente o que fotografaste.

08 . Nem depois.

09 . Fotografa a qualquer ângulo.

10 . Não te preocupes com quaisquer regras.

O resultado destas dez regras na fotografia, foi o que fomos ver nesta exposição. É bom partilhar estes momentos com ela, é bom ensinar-lhe coisas que ela não conhecia. É bom faze-la feliz deixar aquele sorriso lindo. Foi bom ver aquelas fotografias, aquelas expressões, aquelas paisagens, aqueles momentos que para sempre ficaram registados. Vi naquele painel onde estava dezenas de fotos tiradas por quaisquer pessoas nas últimas férias de verão, e senti um pouco de afenidade com o que eu e ela fazemos com o nosso blog… só que este projecto é um projecto de vida.  Não posso deixar de referir o armazém onde fomos. Era uma antiga fábrica que foi um pouco arranjado para servir de um espaço multiusos, era feito daqueles tijolos vermelhos iguais aos fornos de lenha, tinha a altura de mais ou menos dois andares. Era simplesmente lindo à falta de melhor palavra. Agora já temos mais um sonho para a habitação é um chamado loft, começamos logo a imaginar onde íamos por o quarto e a cozinha e tudo mais… Sonhar é bom… quem sabe um dia… É de referir que nesta noite fomos de seguida para a Chocolate Party, no bar Europa, que foi sem sombra de duvida o sitio mais triste que alguma vez fomos… O nome prometia tanto e só tivemos direito a um pires com chocolates… rss ao menos fartamo-nos de rir.

Ela

Tudo indicava que fosse um bom serão. Dois eventos bem delineados que nos indicavam o caminho para uma noite bem passada. Mas, quando as expectativas são grandes, muita coisa pode acontecer. 

Primeiro fomos até à exposição Lomo. Confesso que desconhecia esta arte fotográfica. Ele já me tinha explicado do conceito por detrás da arte, mas já me tinha esquecido! Por entre fotos de profissionais e amadores, lá fomos apreciando as fotos e comentando uma ou outra que nos dizia algo mais. A música era discreta, o bar também e os aperitivos marcharam… Mas aquilo que mais gostamos foi o armazém onde estava a exposição. Espectacular!
Chegámos à conclusão que ambos desejávamos um espaço daqueles, amplo, diferente onde pudéssemos receber os nossos amigos e pudéssemos gozar um espaço fora do convencional! Bora lá à procura de um loft aqui por Lisboa! Alguém conhece?
 

Depois iríamos até à festa do chocolate. A ideia pareceu-me boa!
Alguém omnipresente e omnipotente ainda tentou avisar-nos … A morada que tínhamos era das traseiras. Resultado, tocamos 3 a 4 x à campainha sem ninguém nos abrir a porta. Estávamos quase a ir embora quando um transeunte se lembrou que a entrada poderia ser pelo outro lado… E era! Entrámos, detestámos, viemos embora… Ainda fizemos a boa acção de evitar que um amigo nosso lá fosse ter!
 

toino 

Ele 

Já algum tempo que não íamos ver um concerto ao vivo, não é a mesma coisa que estar ao ar livre mas valeu a pena. Primeiro fomos tentar a sorte nas máquinas, ganhamos uns trocos mas perdemos tudo logo de seguida, ela disse que é preferível ter sorte ao amor, eu concordo. Só um amigo que foi connosco é que teve lucro positivo, depois de ter encontrado um euro no chão, apostou um total de 3 euros e saiu de lá com 11 euros, fizemos uma algazarra de cada vez que ele ganhava alguma coisa, era só moedas a cair.  

O concerto foi muito bom, a qualidade sonora ajudou ela a mudar a má imagem que ela tinha dos Toranja ao vivo. Estava lá muitos fãs que ajudaram a criar um ambiente intimistas, toda a gente cantava os refrãos mais conhecidos e muitos as letras todas. Ela esperava pela música Tenho Fome, e depois de algum tempo de espera e desanimo, eles lá a cantaram 🙂  

Resumindo mais um noite linda na sua companhia onde festejamos um marco temporal. 

Ela

Sempre o mesmo gesto, sempre o mesmo olhar E passei o dia a desejar aquele olhar! O final do dia, depois de todos os afazeres que preenchem o nosso tempo, lá estávamos juntos a assistir ao concerto dos Toranja que se realizava no Casino Lisboa. Ainda por cima de borla! E quem pode dizer que não a uma borla? 

Sempre estar em grande Sim, porque somos grandes… Ele em estrutura, ambos em sentimento! 🙂

Sempre a mesma noite, sempre o mesmo estar bem Em certos momentos ainda nos questionamos sobre o nosso estar bem. Esse, que se vê na nossa cara, a cada momento que fazemos um sorriso. Quer seja por uma piada quer por uma aprovação do nosso bem estar.

Sempre as mesmas flores, sempre o mesmo jardim Todos os jardins! Todos os que visitámos, todos os que planeamos vir a visitar. 

Sempre a mesma calma, Sempre com a mesma alma… 

Sempre o mesmo medo Que descubram qual é a nossa maior riqueza e que nos roubem. Que nos tirem à força e que provoquem um sofrimento insustentável. Luto para que isso não aconteça. Até ao momento temos sido bem sucedidos!! 

Esquecem que no fundo ninguém sabe o que faz Nós não esquecemos… fazemos este pequeno diário. Como principal objectivo de dar-mos a conhecer um  ao outro a nossa visão sobre a mesma situação. Não só partilhamos a emoção mas o desejo de o manter!  

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Tenho fome de mais!
De o ter por perto, de o ter comigo, de o fazer ainda mais feliz!! 

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Tenho fome de mais!
Fome (Nesse Sempre)


(letra de Tiago Bettencourt / música de Toranja) –  ajustada à nossa realidade 🙂

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