Outubro 2006


palacio ajuda

Ele 

Os domingos são bons, há quem diga que é um stress porque amanha é dia de trabalho… Os domingos são bons é para passear. Desta vez fui com ela à ajuda visitar o palácio nacional da ajuda, e aproveitamos para ir ao jardim botânico da ajuda. 

No palácio havia uma exposição de design espanhol, uma antologia do ultimo século em relação a cartazes, candeeiros e cadeiras. De interesse médio, não tinha muita coisa e para além das peças pouca informação tinha.  

Depois fomos ao museu do palácio em si, ficamos chocados de saber que aquilo é só metade do palácio, aquilo nunca foi acabado de construir. Pela maqueta podemos ver que aquilo ia ficar muito bom. Visitamos as várias salas e aposentos antigos, eu e ela começamos logo a falar da decoração que a nossa casa um dia irá ter, estilo rei e rainha não é de certeza, aquilo está cheio de pormenorezinhos e mariquices que dão o trabalhão a fazer limpeza. Acho que vamos optar pelo minimalista já que a prioridade é simplificar.Ela ficou triste de ver que muitas salas estavam algo degradas, tudo bem que ninguém habita lá desde 1910, mas podia-se dar um jeitinho para um monumento nacional não perder a sua graça. 

Saimos de lá e fomos atacar o jardim, só paguei eu por que os rapazes que nos atenderam engraçaram com ela, dando-lhe o bilhete. Ela é muito carismática. Depois passeamos pelo o jardim, sentamo-nos nos bancos, namoramos nos recantos e apanhamos uma molha saborasa antes de nos irmos embora. Aconselho é o jardim dos aromas que eles têm lá, montes de plantas que têm cheiros activos, como a salsa e hortelã, mas são muitas. 

Apanhamos autocarro para casa, e foi mais um dia em grande, isto para nao falar da noite 🙂 

Ela 

Lá se levantaram 2 rabos preguiçosos! Dirigiram-se ao outro lado da cidade.Como principal objectivo ver a exposição, anunciada no Lecool (nossa bíblia), sobre design espanhol.Por entre Posters + cadeiras + candeeiros… lá apreciamos o actual design espanhol. Estavam anunciadas 100 peças, mas pareciam menos! Mas isso não nos demoveu. Por entre peças que gostávamos mais e outras que gostávamos menos, passamos uma ½ hora a dar a conhecer o nosso gosto.Já que ali estávamos, fomos visitar o palácio. Visita discreta e pouco concorrida! Ainda bem… Por entre cadeirões, cómodas antigas, retratos e peças de porcelana, lá passamos um bom bocado e aprendemos alguma coisa. Confesso que apesar de já ter assistido a algumas exposições, ainda não tinha tido oportunidade de visitar o palácio…Como não estava a chover e como bons amantes de bancos de jardim, lá fomos ao jardim botânico!Logo à entrada gerou-se uma pequena risada com os Srs. que estavam a vender os bilhetes. ELE, em vez de pedir 2 bilhetes, só pediu um… o que originou logo comentários… No final, acabei por ter o meu bilhete de borla! EheheheheE depois fomos namorar, passear por entre árvores e arbustos e, mais importante que tudo, estarmos juntos!Discutindo sobre esta e aquela árvore, bebendo água e saboreando o vento, desfrutei da sua companhia! E só isso é que importa… Para quê querer mais quando já se tem tudo! 

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 cefalopode

Ele

Foi a primeira vez que saímos com um amigo meu. Ouvimos falar de um concerto de um saxofonista de jazz, convidamos o meu amigo e lá fomos nós. Como não sabia onde ficava o bar, imprimi um mapa para não nos perdermos. Na zona do castelo é difícil à brava encontrar um lugar, e os que encontrávamos não deixavam o eléctrico passar. Quando andávamos a pé, à procura do bar, eu e ela começamos a reconhecer aquela zona pois já tinhamos lá passeado. Por coincidência o cefalópode é um bar que tinhamos visto a ultima vez que tinhamos lá passado, e dissemos, temos que lá passar um dia destes. O destino arranjou as coisas para que lá fôssemos ver um concerto 🙂 Chegamos atrasados ao concerto mas o concerto atrasou-se mais do que nós, por isso ainda nem tinha começado. Aproveitamos o tempo para a conversa e a bebida. Foi bom poder partilhar aquele momento com ela e o meu amigo, duas pessoas importantes para mim, num espaço tão agradável. 

O concerto foi bom, apesar de termos ido ver o saxofonista gostamos mais do trompetista, mas acima de tudo foi uma noite muito bem passada que ficará na memória.

Ela

Já tiveram alguma sensação de déja vu?  Esta é uma dessas histórias. Uma das vezes que andamos pela zona do castelo (a namorar…), passámos à porta de um bar que parecia ser agradável.  Dissemos um para o outro que haveríamos de ali ir um dia…  Ao consultar a LeCool, e como estava um temporal imenso, nada melhor do que ir assistir a um concerto de jazz, apreciar musica e ficar em boa companhia.Um amigo deLe foi connosco. Nosso convidado !  E andamos por ruelas, primeiro à procura de estacionamento e depois à procura do dito bar. Quando começamos a aproximar-nos reconhecemos o local! Aquele que combinamos lá ir, um dia, estávamos lá! Achámos o máximo…O ambiente era engraçado.  Lá em baixo, na sala do concerto, meia dúzia de pessoas esperavam em banquinhos (no verdadeiro sentido da palavra). Só eu estava mais confortável.  Tinha alguém que me proporcionava uma “chaise long” ;-)… O grupo era composto por um sax + trompete + tuba + bateria… Jazz original (pelo menos para mim, pouco conhecedora!) e agradável de ouvir.  Lá fora a noite acalmava o temporal que tinha havido durante o dia… Até tinha havido rumores de fecharem as pontes…  Mas não aconteceu e eu pude gozar esta noite na outra margem, à margem!

 palacio 

Ele 

Este sitio é muito parecido com o Tuareg que fomos da outra vez, mas este é em fátima. A decoração é mesmo à marocos, mesmo na casa de banho tem uma decoração diferente. Tem uma carta de chás bastante grande e até tem aqueles cachimbos de água.Foi com ela como é obvio e com os meus pais, o que foi um bom óptimo para mim pois pessoas que gosto todas juntas.Bebemos chá e a minha mãe mandou vir um cachimbo de água, mas era com um tabaco qualquer com sabor a menta, não tinha aditivos hehe. A meio da noite começa os espectáculos de dança do ventre e flamengo num pequeno palco que eles lá têm. Eu sei que o flamengo não tem nada a ver com Marrocos mas o homem que o dança é realmente um artista.Noite bem passada, cheia de amor e convívio. Foi muito bom. 

Ela

 

Jantar a 4 – Eu, Ele e os pais!  No caminho falando sobre isto e aquilo, por entre curvas (que baralhavam o meu equilíbrio!) com vista para o castelo de Ourém.O jantar foi num restaurante tipo taberna.  Este tipo de sitio é da minha preferência.  Não é preciso estarmos preocupados com isto ou aquilo e estamos descontraídos, apreciando aquilo que é o melhor: a companhia uns dos outros.  Senti-me bem.   Senti-me
em casal.  Senti-me em família. 
Depois fomos ao palácio Almanzor. Entramos numa outra dimensão.   A decoração transporta-nos para o cenário das “mil e uma noites” como espectadores… Aconchegados, ao sabor do chá e de um cachimbo de água com vapor a menta, assistimos ao espectáculo da dança do ventre e flamenco. Memória dessa noite?  Já me vou habituando a que quase toque a perfeição.   Na sua companhia até o tempo corre mais devagar para nos permitir um lento saborear!  E que sabor tem a sua companhia… a menta… 😉 

pia

Ele 

Este sitio é fantástico. Fica perto de Fátima na freguesia de São Mamede. É uma aldeia antiga que foi recuperada. Casas todas em pedra por fora, os caminhos são todos em calçada com cercas de madeira… aquilo está extremamente bonito. Já tinha cá vindo uma vez e desta ela veio comigo. É que para além da aldeia em si, ainda tem um caminho pedestre muito bonito, todo arranjado, com pequenos espaços dedicados a um ou outro tema… e o que de melhor tem é uns banquinhos fantásticos que têm sempre uma vista agradável… sentamo-nos em alguns como bons banco-dependentes que somos. Perto ainda se encontra um acesso a um moinho que nos permite um vista panorâmica da zona. Estivemos lá e certamente vamos voltar. 

Mais para o fim da tarde, apareceu cinco autocarros com velhotes que vinham visitar a aldeia…Para acabar em grande fomos ao café do sitio beber uma cerveja preta e curtir o resto do sol.Só posso dizer que estar com ela é o melhor que há. 

Ela 

Nome invulgar para uma terra! Pensei eu quando eLe me disse que íamos lá passear!Depois compreendi que por razões naturais do terreno, formam-se uma espécie de banheiras onde um urso ia refrescar-se.E foi mais um dia quase perfeito (quase… porque a perfeição não existe!).A pequena aldeia está muito bem reconstruída, combinando o antigo e o moderno, impossível de não criar ao visitante o sonho de ali morar. Longe dos centros urbanos, um regresso a uma paz desejada.É claro que não fui sozinha. ELe estava comigo… Aproveitamos para namorar, conhecer mais uns bancos de jardim, caminhámos e fomos até ao moinho. Encontra-se um pouco mais afastado do centro, com uma vista de cortar a respiração. Quer a Norte/Sul/Este/Oeste os nossos olhos viam a imensidão do horizonte. Imensidão essa que coincidia com o meu sentimento. Com a presença dele ali ao pé de mim. Por algumas vezes, a minha respiração era cortada. Ou talvez fosse o meu coração a manifestar-se em excesso.Bem lá no alto, bem perto de tudo o que é importante, lá estávamos nós bem juntos, sem dizer palavra a viver o sentimento que nos une.