Setembro 2006


tuareg

Ele 

Gosta de chás e de ambiente marroquino, venha aqui. Ela gosta de chás eu também, foi certo como o destino. Apesar de já ter ouvido falar dele, encontramo-lo por acaso no meio do nosso passeio por santos. E foi amor à primeira vista, bebemos uns chás, recomendo o mil e uma noites e outro que já não me lembro o nome, falamos e falamos… aquecemos com o chá, aquecemos o ambiente com uns beijos e fomos embora passear mais um pouco. É calmo, pacifico e relaxante é um bocado bem passado a dois ou mais.  Ela 

Íamos ao cinema open air mas, como estava esgotado passeamos na zona de santos.Encaixados como gostamos, passámos por um restaurante onde nos chocou o ar triste de um casal e prometemos fazer tudo para tal não acontecer connosco!Acabamos a noite no tuareg, a beber chá e a falar sobre tudo e nada numa sincronia de ideias muito idêntica!

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 jardim

Ele 

Este pequeno jardim é bom para casais como podemos comprovar in loco. Nada aconselhável a solitários. Foi bom saciar o vício destes dois banco-dependentes, pois de bancos está repleto este jardim.É de facto um jardim lindo, e vê-se que aquelas arvores estão lá à muitos anos, adoramos umas árvores com imensas raízes que saiam da terra… foi lindo.Falamos imenso, à medida que vimos espaços desaproveitado, e a caminhar para a ruínas, mas também vimos árvores exóticas lindas. Adorei sentir o bambo, ela também. Esta planta é algo de excepcional. No cantinho do Oriente, onde houve uma tentativa de fazer um jardim oriental, tivemos bons momento em cima das pedras que atravessam o lago. Recomendado, para partilhar com a sua companhia um belo momento, umas gargalhas, umas palavras doces e também para namorar… 

Mais uma vez fomos expulsos do jardim, que estranho hábito… o resto do sol foi aproveitado nos jardins perto do CCB, mais um momento simples mas inesquecível. Se quiser ainda pode comer os pastéis de Belém que são quase iguais aos pastéis de nata.  Ela Como bons viciados em bancos que somos… fomos descobrir mais um jardim e namoramos em todos os bancos. Passamos por rios e escalámos trilhos. Fomos expulsos e mudámos de relva!

quinta da regaleira 

Ele 

Mesmo no meio do centro histórico de Sintra existe este local bucólico e mágico. Só o caminho percorrido a pé até lá (por falta de estacionamento) é fantástico. Todos aqueles edifícios antigos, ruas tortas e arvores sábias são uma paixão para os meu olhos, talvez para elas eu não recomende sapatos com tacões altos.A quinta será uma experiência agradável para quem goste de jardins antigos com caminhos pelo meio de muitas árvores e vegetação e arquitectura neo-manuelina/renascentista. Foi fantástico encontrar algo feito com tanto amor, podemos sentir isso em todo o lado daquele jardim, é realmente uma boa sensação.  Para mim, foi mais uma daquelas experiências em que se criam laços só pelo simples facto daquele local ter sido partilhado.No jardim encontramos muitos bancos em que eu e ela podemos namorar e conversar. O  engraçado foi que os bancos estavam sempre mais fofos para ela… era como se ela se sentasse nas pernas de outra pessoa. Ficamos completamente banco-dependentes não queríamos mais do que sentar, estar juntinhos, abraçar, respirar toda aquela vida, todo aquele bem estar e dar beijos profundos e doces. 

Não é só o jardim que aquela quinta tem, pode-se também encontrar a capela e o palácio/mansão, sendo o ultimo merecedor de visita.A mansão é também museu, encontramos muita informação e também aquelas salas fantásticas cheia de detalhes e simbologia. Subindo ao último piso é possível ir a uma torre onde se tem uma vista fabulosa sobre Sintra e a vegetação da serra. Saboreei com ela melhor por-do-sol (quase por-do-sol) que alguma vez presenciei. Descobri lá em cima músculos adormecidos que tinha no meu coração. 

Sim, a quinta é completamente aconselhável, por uma pequena quantia de dinheiro onde até os mais especiais tem desconto cartão jovem. 

Depois de nos expulsarem de lá fomos comer uns travesseiros da Piriquita para as escadas do palácio de Sintra…  mais um momento fantástico onde até descobrimos que Sintra ainda tem um grande grupo de jovens góticos 🙂 

Ela 

Logo de manha decidimos rumar a Sintra. Para um sítio romântico que ele tinha ido mas mal acompanhado, fomos à quinta da regaleira.Nunca tinha ligado muito a esse sitio. Já tinha passado por lá, já tinha lido, já tinha ouvido falar mas nunca tinha vivido. E isso marca a diferença. Viver uma coisa e sobretudo com quem!Percorremos os jardins, os respectivos bancos, os trilhos mais secretos, espreitámos a todos os recantos, andamos, andamos, andamos…Falamos, encaixámos ideias, desejos e sonhos numa sincronia quase perfeita.Íamos parando, de tempo a tempo, para namorar num banco de jardim. E beijamo-nos… muito. Foi a celebração do nosso sentimento.A minha primeira vez em que a palavra “A” saiu do coração em vez do cérebro, num local mágico, bem junto às nuvens numa pureza inimaginável em local só nosso.O estarmos foi extraordinário! Esse dia acabou mas continua na nossa memória para todo o sempre!

onda jazz

Ele 

Para quem gosta de Jazz existe o sitio perfeito para passar uma boa noite. Tem banda todos os dias começando a tocar por volta das 23H. Óptimo sitio para ir a dois. No dia que fomos era palco aberto, existia um grupo de músicos que se estavam simplesmente a divertir a tocar uns para os outros. Foi um prazer imenso poder assistir e sentir aquela momento de felicidade e prazer que aqueles músicos tiveram naquela noite. Foi lindo ver o sorriso estampado na cara de todos eles, algo diferente do que se vê em grandes nomes que por vezes estão gastos de meses de digressão.Este tipo de experiência cria laços entre as pessoas que o partilham e foi algo que senti nessa noite. Muitos laços se criaram naquela noite que foram consolidados com beijos desconhecidos.

Aviso já a todos que é um local para se ouvir e apreciar Jazz, não para conversa e galhofa dos utentes, algo que eu e ela desrespeitamos por vezes. Mas ainda iremos lá mostrar que somos adultos. 

Ela 

O começo…Combinamos de ir sair. Primeiro fomos comprar um perfume! Para quem não percebe nada deste assunto, foi uma tarefa árdua… Mas nós divertimo-nos imenso. Jantámos e fomos ao onda jazz.Nesse bar, onde ouvimos jazz e, fomos tudo menos bons espectadores, trocamos carrinhos ao som de improvisos e de quem ama a musica. Vão-me permitir que eu ame outra coisa…Ainda me lembro da cantora que teve o protagonismo bem perto da 1h da manhã. O seu sorriso é memorável. Transmitia uma alegria de viver invejável a muitos.

haagendazs 

Ele 

Mesmo ao pé da brasileira existe “A Gelataria”, para além dos gelados fantásticos é um bom recanto para conviver a dois. Sejam amigos, namorados ou simples conhecidos certamente vão passar horas de prazer na partilha ou NÃO de gelados. É um bom sitio para a conversa e o convívio. Pelo menos eu passei umas horas divinais naquele espaço.Perto temos uma das melhores zonas de Lisboa, onde um passeio por aquelas velhas estradas cheias de vida será bem vindo.Recomendo para um grupo de 3 a 4 pessoas o fondue de chocolate com frutas e gelado onde não há palavras para descrever como é bom. 

P.S.: Apesar de o gelado ser bom não se esqueçam de o partilhar com outras pessoas… 🙂 

Ela 

Surgiu a ideia de irmos ao campo pequeno com a nossa amiga americana. Mas já não havia bilhetes. O grupo desfez-se… mas, nós combinamos um gelado. Encontramos por baixo do arco da rua augusta. Para lá de todas as conversas e tudo, aquilo que me marcou imediatamente foi encontrá-lo debaixo do arco da rua augusta lendo o seu livro, despojado de tudo sendo ele.

Foi mágico! Reformulando é mágico!